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AVC isquêmico e hemorrágico: diferenças, sintomas e sequelas

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Visão Geral

O que é AVC?

O acidente vascular cerebral, ou derrame cerebral, ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada. O AVC também é chamado de Acidente Vascular Encefálico (AVE). (11, 12)

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AVC: problema neurológico pode ser causado por hipertensão e diabetes

Especialista responde: qual a diferença entre um AVC e um aneurisma?

Tipos

Dependendo da causa do AVC ele pode ser hemorrágico ou isquêmico. Entenda melhor cada tipo:

Minha Vida
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AVC hemorrágico

Dizemos que o AVC é hemorrágico quando há o rompimento de um vaso cerebral, ocorrendo um sangramento (hemorragia) em algum ponto do sistema nervoso. A hemorragia pode acontecer no interior do tecido cerebral (AVC hemorrágico intraparenquimatoso), que é o mais comum e responsável por 15% de todos os casos de AVC. O sangramento também pode ocorrer perto da superfície cerebral, entre o cérebro e a meninge, conhecido como AVC hemorrágico subaracnóideo. O AVC hemorrágico não é tão comum quanto o isquêmico, no entanto, o AVC hemorrágico pode causar a morte mais frequentemente do que acidentes vasculares cerebrais isquêmicos. Saiba tudo sobre um AVC hemorrágico aqui. (3, 4 e 5)

AVC isquêmico

AVC isquêmico ou acidente vascular cerebral isquêmico se dá quando há uma obstrução da artéria, impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que morrem - essa condição é chamada de isquemia. A obstrução da artéria pode acontecer por um trombo, que é um coágulo de sangue que se forma na parede do vaso sanguíneo, ou por um êmbolo, que nada mais é do que um trombo que se desloca pela corrente sanguínea até ficar preso em um vaso sanguíneo menor que sua extensão. Saiba tudo sobre um AVC isquêmico aqui. (3, 4 e 5)

Causas

Causas do AVC hemorrágico

Quando falamos em um AVC hemorrágico, a hemorragia pode ser causada por fatores como:

Causas de um AVC isquêmico

Uma isquemia causadora de um AVC pode ocorrer por fatores como:

Fatores de risco

Os fatores de risco mais conhecidos para um AVC, seja qual for o tipo, são:

Além disso, doenças cardiovasculares que influenciam no fluxo sanguíneo podem aumentar o risco de AVCs isquêmicos, como:

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Últimas perguntas sobre AVC

Sintomas

Sintomas de AVC

Entre os sintomas gerais de um AVC, temos:

Como diferenciar um AVC hemorrágico e isquêmico?

Em alguns casos, o AVC hemorrágico pode ter os sintomas agravados rapidamente (como o rebaixamento de consciência progressivo e a deterioração súbita dos reflexos neurológicos). Além disso, se a pessoa apresenta sintomas mais impactantes e graves logo de início, como o desmaio, convulsão e etc., é mais provável também que seja um AVC hemorrágico.

Mas não há uma maneira clínica definitiva para constatação desta separação. A melhor alternativa é a realização rápida de exame de imagem. (1, 2)

Buscando ajuda médica

Na presença de qualquer um dos sintomas de derrame citados, é importante ir a um pronto-socorro imediatamente. Isso porque quanto mais rápido se dá o tratamento, menores são as sequelas decorrentes do AVC. O mais correto é chamar o resgate para fazer a remoção em vez de encaminhar o paciente para o hospital de carro ou ônibus, pois já na ambulância podem ser iniciados alguns procedimentos, como oxigenação. Também é importante dar preferência a hospitais que são conhecidamente preparados para receber um paciente em situações agudas do AVC.

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Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar AVC são:

Como o AVC é um diagnóstico de emergência, a consulta normalmente ocorre sem um preparo por parte do paciente e seus acompanhantes.

Diagnóstico de AVC

Primeiros socorros

Se você desconfia que uma pessoa está tendo um AVC, A escala pré-hospitalar de AVC deverá ser aplicada para reconhecer os sinais mais frequentes, caso o paciente não esteja com um quadro claro. Dos três itens avaliados, um sinal positivo (com início súbito) é suficiente para suspeitar de um AVC hemorrágico:

Diagnóstico e tratamento de emergência

Assim que o paciente chega ao hospital, entre os cuidados clínicos de emergência estão:

Exames

Alguns exames podem ser feitos, durante a internação, para ajudar no diagnóstico do tipo de AVC (isquêmico ou hemorrágico), bem como o que o ocasionou:

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de AVC

Tratamento emergencial no hospital

Quando o paciente com AVC chega ao hospital e é determinado o tipo de AVC que ele tem, são executados os tratamentos de emergência.

Se o tempo de aparecimento dos sintomas for inferior a quatro horas, sem presença de hemorragia intracraniana, pode-se tentar a desobstrução das artérias através de uma medicação endovenosa, o rt-PA. Este procedimento é conhecido como trombólise endovenosa e poderá ser realizado caso o paciente esteja incluído nos critérios de eleição para o procedimento e não apresente nenhuma contra-indicação. Estes critérios de inclusão e exclusão são determinados por protocolos institucionais que devem obedecer as mais modernas recomendações internacionais da área.

Se no exame de imagem for observada a presença um trombo nas artérias cerebrais, a preferência é a retirada mecânica ou dissolução local do mesmo. Este procedimento é realizado pela equipe de Neurorradiologia, que deve ser acionada imediatamente. Através de avançados procedimentos endovasculares (como o cateterismo), é possível retirar o trombo ou infundir no próprio localmedicações que desfaçam a obstrução (incluindo o rt-PA). Isto possibilita a desobstrução imediata da artéria obstruída. Este procedimento é indicado para pacientes com até 8 horas evento.

Se a história é superior a 4 horas, sem evidências da presença de trombo nas artérias intra-cerebrais detectada pelas imagens, resta apenas o tratamento clínico e o suporte para diminuição de danos e prevenção de novos eventos.

Depois da emergência o paciente é conduzido para a Unidade de Terapia Intensiva, onde será observado e monitorizado de perto, além de dar continuidade aos exames de investigação diagnóstica e prevenção de novos eventos. Todos os controles do pacientes devem ser estabilizados (pressão arterial, glicemia, equilíbrio metabólico e hidro-eletrolítico). (1)

Tratamento clínico após a recuperação do paciente

O tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC dependerá sempre das particularidades que envolvam cada caso. Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas. Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais. Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

Tipos de técnica de reabilitação

Durante a reabilitação, é importante que o paciente seja acompanhado por:

Medicamentos para AVC

Os medicamentos usados no tratamento do AVC são geralmente indicados para evitar futuras complicações, a exemplo de doenças cardiovasculares. Para casos como esse, a sinvastatina costuma ser o remédio mais prescritos por especialistas.

Outros medicamentos usados para prevenir complicações e tratar efeitos do AVC são:

Esses medicamentos também podem ser recomendados por médicos para prevenir a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais.

No entanto, sempre tenha em mente que somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Convivendo (prognóstico)

AVC tem cura?

Quando a pessoa é atendida rapidamente após um AVC, suas chances de sobreviver e ter menos sequelas são menores.

Caso o paciente tenha sobrevivido e tenha ficado com sequelas, o tempo de recuperação varia caso a caso e depende de vários fatores, tais como a extensão do avc, a idade do paciente, condições gerais de saúde, realização de fisioterapia e fonoaudiologia, cuidados de enfermagem a apoio psicológico e familiar após ao avc. Em geral, o tempo médio de recuperação gira em torno de seis meses a um ano.

Complicações possíveis

Veja a seguir os tipos de reabilitação para as principais sequelas de um AVC:

Déficit motor

Ocorre quando a área afetada pelo AVC é aquela responsável pelos movimentos do nosso corpo, sendo o lado esquerdo do cérebro responsável pelos movimentos do lado direito e vice-versa. É importante a realização de fisioterapia e terapia ocupacional precoce, a fim de reinserir a pessoa nas atividades do dia a dia.

Déficit sensitivo

Diversas áreas do cérebro estão relacionadas à sensibilidade. Quando há lesão de uma delas a pessoa deixa de sentir um lado do corpo. Uma atividade que pode ajudar na recuperação da sensibilidade é expor a área afetada a diferentes materiais, como esponjas, papéis, madeira, lixas ásperas e etc.

Afasia

Quando o AVC ocorre na área do cérebro correspondente à linguagem (broca e wernicke), é comum o paciente sofrer com a afasia. Ela pode ser dividida basicamente em dois grandes grupos: afasia de expressão (quando o paciente entende o que você fala, mas é incapaz de se expressar pela linguagem falada) e de compreensão (quando ele consegue se expressar de todas as formas, mas não entende o que lhe é dito). É fundamental o trabalho do fonoaudiólogo.

Apraxia

O paciente de AVC com apraxia perde a capacidade de se expressar por gestos e mímicas e de realizar tarefas motoras em sequências. Por exemplo: a incapacidade de fazer gestos que tenham um significado pré-definido, como o sinal de silêncio, acenar para dar oi ou levantar o polegar em sinal positivo. Nesses casos o paciente precisa reaprender a fazer esses processos. É necessário ensinar novamente essa sequência de movimentos, que deve ser lembrada e exercitada.

Negligência

Decorrente de lesões no hemisfério cerebral não dominande, que na maioria da população é o lado direito. Essa sequela diz respeito a pessoa que negligencia uma parte ou um lado se seu corpo, como se aquele segmento não pertencesse à pessoa. É fundamental estimular o lado afetado do corpo para reduzir a sequela;

Agnosia visual

Entende-se por agnosia visual a incapacidade da pessoa de reconhecer objetos e pessoas através da visão, apesar de essa não ter sido comprometida. Dependendo do grau da lesão, a pessoa pode inclusive não reconhecer mais rostos. É importante exercitar esse lado do paciente, apresentando-o para novos objetos, sempre com muita paciência - uma tática é começar por objetos que faziam parte do cotidiano do paciente antes do AVC.

Déficit de memória

Ocorre quando a região temporal do cérebro é afetada. No geral a pessoa perde a capacidade de lembrar eventos recentes, recordando apenas episódios passados.

Lesões no tronco cerebral

No tronco cerebral estão localizados centros responsáveis por atividades vitais, como a respiração. Lesões nesta região podem deixar sequelas graves e até mesmo levar à morte. Pacientes com esse tipo de sequela podem apresentar também paralisia nos dois lados do corpo, estrabismo e dificuldades para engolir - cada ponto sendo tratado por sua especialidade específica.

Alterações comportamentais

Ocasionados por uma lesão na parte frontal do cérebro, as alterações comportamentais são comuns em vítimas de AVC. O indivíduo geralmente passa por quadros de agitação e quadro de apatia, passando por sintomas como perda de iniciativa ou explosões de raiva sem causa aparente. Os cuidadores devem buscar orientação médica, pois em alguns casos pode ser necessário que o paciente seja medicado.

Depressão

A doença funciona exatamente como a depressão comum, porém se inicia após o AVC. Os sintomas são iguais aos da depressão comum - tristeza, apatia, sono inadequado, transtornos alimentares, entre outros - e pede um tratamento especializado com um psicólogo e com um neurologista ou psiquiatra.

Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)

É comum em indivíduos com AVC. Sintomas que ajudam a identificar o problema são pesadelos persistentes e tendência do paciente a evitar lembranças do evento.

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Prevenção

Prevenção

Muitos fatores de risco contribuem para o aparecimento de um AVC isquêmico. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.

O objetivo do tratamento depois de um AVC envolve, além de tratar as sequelas que surgem, evitar possíveis eventos futuros. Por isso, mudanças no estilo de vida são uma parte importante do acompanhamento do AVC isquêmico. Veja o que é preciso fazer para impedir um novo derrame:

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Associação Brasil AVC

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Referências

(1) Edson Issamu, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

(2) William Adolfo Celso dos Santos, neurologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco de São Paulo

(3) Renato Mendonça, neurologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica

(4) Roberto Giraldez é cardiologista do Instituto do Coração (InCor) do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP)

(5) André Felício, neurologista doutorado pela UNIFESP/SP, pós-doutorado pela UBC/Canadá, médico e Pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo

(6) João José Freitas de Carvalho, neurologista da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e chefe da Unidade de AVC do Hospital Geral de Fortaleza

(7) Gisele Sampaio Silva, neurologista do Programa Integrado de Neurologia do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo

(8) Sílvio Oliveira, fisiatra e especialista em atendimento a pacientes que sofreram AVC

(9) Carolina Vasconcelos, terapeuta ocupacional e coordenadora da Terapia Ocupacional da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR)

(10) Arminda Sarpa, fonoaudióloga e chefe do setor de Fonoaudiologia da ABBR

(11) Ministério da Saúde

(12) Sociedade Brasileira de Cardiologia

(13) Mayo Clinic, organização norte-americana sem fins lucrativos da área de serviços médicos e de pesquisas médico-hospitalares