AVC isquêmico: sintomas, tratamentos e causas | Minha Vida
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AVC isquêmico: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é AVC isquêmico?

AVC isquêmico ou acidente vascular cerebral isquêmico se dá quando há uma obstrução da artéria, impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que morrem - essa condição é chamada de isquemia. A diferença do AVC isquêmico para o AVC hemorrágico é o que segundo decorre do rompimento de um vaso, e não de seu entupimento. A obstrução da artéria pode acontecer por um trombo, que é um coágulo de sangue que se forma na parede do vaso sanguíneo, ou por um êmbolo, que nada mais é do que um trombo que se desloca pela corrente sanguínea até ficar preso em um vaso sanguíneo menor que sua extensão.

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AVC: problema neurológico pode ser causado por hipertensão e diabetes

Tipos

Existem cinco tipos de AVC isquêmico:

AVC isquêmico lacunar: esse tipo de AVC isquêmico ocorre quando um trombo é formado em um pequeno vaso, devido a uma inflamação chamada lipo-hialinólise. É comum em pessoas que têm fatores de risco vasculares, como hipertensão.

AVC isquêmico aterotrombótico: a principal causa desse AVC isquêmico é a aterosclerose, doença que causa a formação de placas nos vasos sanguíneos maiores, levando à oclusão do vaso ou à formação de êmbolos . É ocasionado, assim como no lacunar, pela presença de fatores de risco vasculares.

AVC isquêmico cardioembólico: esse tipo de AVC isquêmico ocorre quando o êmbolo causador do derrame parte do coração, no geral decorrente de doenças cardiovasculares, citadas abaixo.

AVC isquêmico de outra etiologia: esse tipo de AVC isquêmico é mais comum em indivíduos jovens, podendo estar relacionado a distúrbio de coagulação do sangue, doença que deixa o sangue mais espesso, a inflamação dentro do vaso sanguíneo(vasculite) e a fragilidade da parede dos vasos que levam sangue ao cerebro(dissecção).

AVC isquêmico criptogênico: quando a causa do AVC isquêmico não foi determinada, mesmo após uma investigação extensa.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco do AVC isquêmico são:

Doenças cardiovasculares

As principais doenças cardiovasculares conhecidas que afetam o fluxo sanguíneo são:

Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial;Doenças das válvulas cardíacas, como prolapso da válvula mitral ou estenose de válvula cardíaca;Endocardite, que é a infecção das valvas do coração;Forame oval patente, que é um defeito cardíaco congênito;Insuficiência cardíaca;Infarto agudo do miocárdio.

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Últimas perguntas sobre AVC isquêmico

Sintomas

Sintomas de AVC isquêmico

Os sintomas do AVC isquêmico se caracterizam por uma perda neurológica súbita, tais como:

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Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Na presença de qualquer um dos sintomas de derrame citados, é importante ir a um pronto-socorro imediatamente, não sendo necessário esperar um resgate, quando for demorar. Isso porque quanto mais rápido se dá o tratamento, menores são as sequelas decorrentes do AVC isquêmico. Também é importante ter preferência por hospitais que são conhecidamente preparados para receber um paciente em situações agudas do AVC.

A escala pré-hospitalar de AVC deverá ser aplicada para reconhecer os sinais mais frequentes, caso o paciente não esteja com um quadro claro. Dos três itens avaliados, um sinal positivo (com início súbito) é suficiente para suspeitar de um AVC isquêmico:

Alguns exames podem ser feitos, durante a internação, para ajudar no diagnóstico do tipo de AVC (isquêmico ou hemorrágico), bem como o que o ocasionou:

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de AVC isquêmico

Quando você tem um AVC isquêmico, o suprimento de sangue e oxigênio a uma parte do seu cérebro é reduzido e as células cerebrais ficam danificadas e podem morrer.

Quando isso acontece, as partes do corpo controladas por essas células podem não funcionar. A perda de função pode ser leve ou grave, temporária ou permanente. Isso depende de onde e como a parte do cérebro foi danificada e a rapidez com que o fornecimento de sangue foi devolvido para as células afetadas.

O essencial do tratamento do AVC isquêmico é que a busca pelo médico seja feita o mais rápido possível. Na maioria das emergências hoje tem um medicamento chamado alteplase (rt-PA), que deve ser aplicado em até quatro horas e meia após o início dos sintomas. Este medicamento, age deixando o sangue mais fino, a fim de dissolver o trombo formado, o que diminui o risco de sequelas do AVC isquêmico e reduz mortalidade.

Além da medicação, existe um tratamento, que pode ser feito até 8 horas após o início do AVC isquêmico, chamado de trombectomia, que consiste na remoção do trombo da artéria, sendo necessário que o hospital tenha um serviço com neurorradio intervencionista.

Após o tratamento de emergência para AVC isquêmico, quando a condição se estabilizou, o tratamento se concentra na prevenção de outro AVC e na reabilitação das sequelas, com fonoterapeura,fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, e por vezes fisiatra.

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Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Durante a recuperação do AVC isquêmico, pode ser preciso aprender a gerir:

Complicações possíveis

Entre as principais sequelas do AVC isquêmico, podemos destacar:

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Prevenção

Prevenção

Muitos fatores de risco contribuem para o aparecimento de um AVC isquêmico. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.

O objetivo do tratamento depois de um AVC envolve, além de tratar as sequelas que surgem, evitar possíveis eventos futuros. Por isso, mudanças no estilo de vida são uma parte importante do acompanhamento do AVC isquêmico. Veja o que é preciso fazer para impedir um novo derrame:

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Referências

Renato Mendonça, neurologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica

Roberto Giraldez é cardiologista do Instituto do Coração (InCor) do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP)

André Felício, neurologista doutorado pela UNIFESP/SP, pós-doutorado pela UBC/Canadá, médico e Pesquisador do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Ministério da Saúde