Sinônimos: Síndrome de Barlow, sopro no coração
O prolapso da válvula mitral é um problema cardíaco no qual a válvula que separa as câmaras superior e inferior do lado esquerdo do coração não fecha apropriadamente.
A válvula mitral ajuda o sangue no lado esquerdo do coração a fluir em uma direção. Ela se fecha para evitar que o sangue retorne quando o coração bate (contrai).
Prolapso da válvula mitral é o termo usado quando a válvula não se fecha apropriadamente. Isso pode ser causado por vários fatores diferentes. Na maioria dos casos é inofensivo, e os pacientes geralmente não sabem que têm o problema. Em torno de 10% da população têm alguma forma menor, insignificante de prolapso da válvula mitral, mas isso normalmente não afeta seu estilo de vida.
Em alguns poucos casos, o prolapso pode causar refluxo do sangue. Isso é chamado de regurgitação mitral.
As válvulas mitrais que são estruturalmente anormais podem aumentar o risco de infecção bacteriana.
Algumas formas de prolapso da válvula mitral parecem ser passadas para as gerações seguintes de uma família (herdadas). O prolapso da válvula mitral tem sido associado à doença de Graves.
O prolapso da válvula mitral frequentemente afeta mulheres magras que podem ter pequenas deformidades da parede torácica, escoliose ou outros distúrbios.
O prolapso da válvula mitral está associado a alguns distúrbios do tecido conjuntivo, especialmente a síndrome de Marfan. Outras condições incluem:
O médico realizará um exame físico e usará um estetoscópio para auscultar o coração e os pulmões. O médico pode ouvir um tremor (vibração) no coração e um sopro cardíaco ("clique mesossistólico"). O sopro fica mais alto quando você se levanta.
A pressão arterial geralmente é normal.
Os seguintes testes podem ser usados para diagnosticar prolapso da válvula mitral ou uma válvula mitral com vazamento:
Vários pacientes com prolapso da válvula mitral não têm sintomas. Os sintomas encontrados em pacientes com prolapso da válvula mitral são chamados de "síndrome de prolapso da válvula mitral" e inclui:
Observação: é possível que não haja sintomas ou que eles possam se desenvolver lentamente.
Ligue para seu médico se tiver:
Na maior parte do tempo não há (ou há poucos) sintomas, sendo o tratamento desnecessário.
Se você tiver prolapso grave da válvula mitral, talvez seja necessário permanecer no hospital. Poderá ser necessária cirurgia para reparar ou substituir a válvula se você tiver regurgitação mitral grave ou se os sintomas piorarem. A substituição da válvula mitral pode ser essencial se:
Antigamente, algumas pessoas com prolapso da válvula mitral tomavam antibióticos antes de determinados procedimentos dentários ou cirúrgicos para ajudar a prevenir uma infecção chamada endocardite bacteriana (EB). No entanto, a Associação Americana do Coração não recomenda mais antibióticos de rotina antes de procedimentos dentários ou outros procedimentos cirúrgicos para pacientes somente com prolapso da válvula mitral, a menos que tenham tido endocardite bacteriana no passado.
Outros medicamentos que poderão ser prescritos quando a regurgitação mitral ou outros problemas cardíacos também estiverem presentes:
O prolapso da válvula mitral não deve afetar seu estilo de vida negativamente. Se o vazamento da válvula se agravar, o seu quadro poderá ser semelhante àquele de pessoas que têm regurgitação mitral resultante de qualquer outra causa.
Na maior parte do tempo, a condição é inofensiva e não provoca sintomas. Os sintomas podem ser tratados e controlados com medicamento ou cirurgia. No entanto, alguns batimentos cardíacos irregulares (arritmias) associados ao prolapso da válvula mitral podem colocar a vida em risco.
Você geralmente não pode prevenir o prolapso da válvula mitral, mas pode evitar determinadas complicações. Avise seus médicos, inclusive seu dentista, se você tiver um histórico de doença cardíaca ou problemas na válvula cardíaca.
Fontes e referências:
American College of Cardiology/American Heart Association. ACC/AHA 2006 guidelines for the management of patients with valvular heart disease. A report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines (writing committee to revise the 1998 guidelines for the management of patients with valvular heart disease). J Am Coll Cardiol. 2006;48:1-148.
Nishimura RA, Carabello BA, Faxon DP, Freed MD, Lytle BW, O'Gara PT, et al. ACC/AHA 2008 guideline update on valvular heart disease: focused update on infective endocarditis: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines endorsed by the Society of Cardiovascular Anesthesiologists, Society for Cardiovascular Angiography and Interventions, and Society of Thoracic Surgeons. J Am Coll Cardiol. 2008;52:676-685.
Karchmer AW. Infective endocarditis. In: Libby P, Bonow RO, Mann DL, Zipes DP, eds. Braunwald's Heart Disease: A Textbook of Cardiovascular Medicine. 8th ed. St. Louis, Mo: WB Saunders; 2007:chap 63.
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