Síndrome da serotonina: sintomas, tratamentos e causas

REVISADO POR
Dr. Cyro Masci
Psiquiatria - CRM 39126/SP
especialista minha vida

Visão Geral

O que é Síndrome da serotonina?

Sinônimos: hiperserotonemia, síndrome serotoninérgica

A síndrome serotoninérgica, popularmente conhecida como síndrome da serotonina, é um conjunto de sinais e sintomas que tem origem num aumento abrupto de serotonina, substância química produzida no cérebro. A síndrome da serotonina ocorre quando a sinapse (a comunicação entre dois neurônios) é estimulada acima do desejável.

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Isso pode ocorrer em função da ingestão de uma ou mais de uma substância que aumentam a produção de serotonina.

Causas

Em geral, a síndrome da serotonina acontece em pessoas que tem algum problema relacionado à baixa produção de serotonina, como depressão, transtornos de ansiedade ou transtornos alimentares. Essas pessoas estão com algum tipo de transtorno em função da baixa de serotonina no cérebro, e assim o médico indica a medicação correta para tratar o problema.

Para entender o papel da serotonina é importante saber que no nosso cérebro os neurônios nunca se encontram, a comunicação entre eles é feita na sinapse, que é o espaço entre eles. Um neurônio lança nesse espaço o neurotransmissor, no caso a serotonina, que encaixa como se fosse uma chave numa fechadura no outro neurônio. Isso faz com que esse segundo neurônio sofra uma reação elétrica, libere serotonina de volta, que é recaptada pelo neurônio que liberou a substância inicialmente.

Várias substâncias podem aumentar de modo abrupto essa serotonina (como o aminoácido triptofano), aumentar a liberação da serotonina que está guardada (drogas como anfetaminas ou a cocaína), estimular diretamente esse receptor (drogas como o LSD), aumentar a sensibilidade desses receptores (medicamentos como o lítio), inibir a destruição da serotonina dentro da célula (alguns antidepressivos) ou inibir o reaproveitamento, a recaptação da serotonina como todos os antidepressivos que são conhecidos exatamente por essa ação, os inibidores de recaptação de serotonina (como a fluoxetina, sertralina, paroxetina, entre outros).

A crise da síndrome da serotonina em geral acontece quando mais de uma dessas substâncias é administrada ou ingerida ao mesmo tempo.

As pessoas que tem indicação para remédios que aumentam a serotonina podem viver a seguinte situação: como o segundo neurônio, aquele que recebe a serotonina (não o que produz) estava numa situação de baixa de serotonina, esse neurônio pode tentar compensar a situação aumentando o número de receptores. Como há pouca serotonina, esse aumento tenta compensar a situação.

Fatores de risco

Um fator de risco para a síndrome da serotonina é utilizar mais de um remédio que atue na sinapse de modo inadvertido, seja aumentando por conta própria a medicação, ou fazer uso de substâncias em geral ilegais que também podem provocar o quadro de síndrome da serotonina.

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Sintomas

Sintomas de Síndrome da serotonina

O diagnóstico da síndrome da serotonina é feito em pessoas que estejam utilizando as substâncias suspeitas por ocasionar o quadro e que não tenham outra doença que justifique os sintomas. Os sintomas incluem pelo menos três dos seguintes:

  • Agitação
  • Alterações mentais, como confusão ou hipomania
  • Arrepios
  • Diarreia
  • Espasmos musculares (mioclonia)
  • Febre
  • Movimentos descoordenados (ataxia)
  • Reflexos neurológicos aumentados (hiperreflexia)
  • Sudorese intensa sem que tenha havido qualquer atividade física exaustiva
  • Tremores

Outros sintomas podem aparecer, como:

  • Alterações na pressão sanguínea
  • Alucinações
  • Náusea
  • Perda de coordenação
  • Ritmo cardíaco rápido e pressão sanguínea alta
  • Temperatura corporal aumentada
  • Vômitos
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Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Síndrome da serotonina

Diagnóstico da síndrome de serotonina é feito quando o paciente apresenta pelo menos três dos sintomas citados acima. É importante que outras doenças sejam descartadas, já que podem dar origem ao quadro, como por exemplo infecções, distúrbios hormonais ou metabólicos, intoxicação por drogas e abstinência de drogas ou álcool.

O exame é clínico, acompanhado de exames laboratoriais para descartar outras origens. Que incluem:

  • Hemograma completo
  • Culturas de sangue
  • Exame de drogas (toxicologia)
  • Eletrocardiograma
  • Testes de função da tireoide
  • Níveis de eletrólitos
  • Testes de função renal e hepática
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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Síndrome da serotonina

O tratamento médico para a síndrome da serotonina em geral é feito com:

  • Introdução de benzodiazepinas para reduzir a agitação e movimentos convulsivos
  • Hidratação
  • Retirada dos medicamentos ou substâncias que deram origem ao quadro
  • Uso de Ciproeptadina, que é um anti-alérgico mas que também inibe a produção de serotonina.
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Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

A pessoa com síndrome da serotonina deve utilizar a medicação prescrita pelo médico de modo correto, sem alterar as doses, e jamais fazer uso de drogas ilícitas que podem desencadear o quadro.

Complicações possíveis

As complicações da síndrome da serotonina incluem:

  • Coma
  • Convulsões
  • Ruptura de fibras musculares (Rabdomiólise)
  • Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD).

Expectativas

Se a síndrome da serotonina for tratada a tempo e de modo correto, a recuperação é total.

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Prevenção

Prevenção

A melhor forma de evitar novas crises da síndrome da serotonina é fazendo acompanhamento correto com o médico psiquiatra e comunicando rapidamente se perceber a origem dos sintomas. Além disso, o paciente deve utilizar a medicação prescrita pelo seu médico de modo correto e jamais fazer uso de drogas ilícitas que podem desencadear o quadro.

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Fontes e referências

  • Cyro Masci, psiquiatra, pós-graduado em Acupuntura Médica pela Associação Médica Brasileira de Acupuntura (CRM-SP 39126)