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Sente dor durante o sexo? Tire 9 dúvidas sobre vaginismo

Dores, ansiedade, medo e vergonha durante a relação sexual são algumas das causas dessa disfunção sexual

Não é sempre que o sexo é gostoso para as mulheres. Entre muitas questões que impedem o prazer na relação sexual um pouco conhecida é o vaginismo. A condição pode ser entendida como uma disfunção sexual feminina, que causa espasmos dolorosos e involuntários na região vaginal. Em alguns casos, as dores podem ser tão incômodas que impedem que a transa continue.

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As causas do vaginismo ainda não são bem conhecidas e podem ser físicas ou psicológicas "O vaginismo se manifesta através de dor durante a relação sexual. As mulheres com vaginismo apresentam quadro de ansiedade, medo e comportamento de evitação frente às tentativas de penetração do pênis, dedo, ou qualquer objeto na vagina. São mulheres que têm baixa autoconfiança, baixa autoestima e dificuldades de relacionamentos interpessoais", revelou a sexóloga. Lucivanda Pontes Fonteles e médica do Dr.Consulta.

A estimativa é que de 5 a 17% da população feminina mundial sofra deste problema, segundo estudos. Além disso, menos de 30% das pacientes com sintomas do vaginismo se consultam por este problema.

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No entanto, as mulheres ainda têm dificuldade em diferenciar o vaginismo de outras dores que podem ocorrer na hora do ato sexual. Por isso, conversamos com a sexóloga para entender melhor sobre o vaginismo. Veja:

1. O vaginismo está presente desde a primeira relação sexual ou é algo que se adquire?

"O vaginismo pode ser primário, quando a mulher nunca foi capaz de ter relação sexual com penetração, desde da sua primeira tentativa, como também secundário ou adquirido quando a mulher perde capacidade de ter relação sexual, após um período de atividade sexual satisfatória".

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2. Como é feito o diagnóstico do vaginismo? E existe cura?

"O diagnóstico pode ser feito através de histórico psicossexual detalhado e através do exame ginecológico para descartar outras causas de dor durante o coito, como também para identificar o espasmo da musculatura vaginal confirmando o diagnóstico. Quando existe um comprometimento da paciente com o tratamento proposto, o índice de cura é em torno 90 a 100% dos casos."

3. Como é o tratamento do vaginismo?

"O tratamento visa permitir que a mulher se sinta mais confortável possível com seus genitais, diminuindo a ansiedade e eliminado a resposta condicionada de contratura muscular através de: - Técnicas estruturadas de relaxamento corporal - Exercícios de Kegel (contração e relaxamento dos músculos do assoalho pélvicos - Exercícios foco sensoriais, com objetivo de aumentar o autoconhecimento e a percepção do próprio corpo. - Exercício de dessensibilização lenta e progressiva por meio da inserção gradual dilatadores vaginais. - Psicoterapia Cognitiva Comportamental e fisioterapia são tratamentos que também podem ser utilizados."

4. Quais são as complicações que o vaginismo pode causar na hora do sexo?

"Conflito no relacionamento, sentimento de angústia e inadequação sexual na mulher. Pode também, em alguns casos, levar disfunção sexual no parceiro."

5. Vaginismo impossibilita a mulher de engravidar?

"Não, pois apesar da maioria dos casos de vaginismo estarem relacionados à impossibilidade do coito, existem mulheres que apresentam penetração parcial e, às vezes, até completa com dificuldade, viabilizando a gravidez."

6. A masturbação ajuda a mulher com vaginismo?

"Embora as mulheres vagínicas apresentem ciclo de resposta sexual satisfatório, o autoconhecimento e a percepção do próprio corpo ajudam a estimular o erotismo e prazer sexual."

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7. Vaginismo leva à falta de orgasmo?

"As mulheres com vaginismo têm desejo, excitação e orgasmo, apresentando apenas dificuldade com a penetração vaginal, mas em alguns casos, a vivência negativa da mulher com relação ao sexo, pode restringir a intimidade sexual com parceiro, podendo comprometer o seu ciclo de resposta sexual."

8. Dor no ato sexual pode estar ligada ao vaginismo?

"Sim, pois embora existam outras patologias ginecológicas que podem cursar com dor, é importante que o ginecologista não subestime a queixa da paciente e esteja atento para que o sintoma de dor, durante a relação sexual, possa estar associada com o vaginismo. O importante é que o médico tenha uma postura de escuta e acolhimento com a paciente para fazer este diagnóstico."

9. O pênis pode ficar "preso" na vagina se a mulher tiver vaginismo?

"Não, pois a contração muscular reflexa dos músculos perivaginais, provocada pelo vaginismo, antecede a penetração do pênis na vagina, podendo impossibilitar o coito ou permitir uma penetração vaginal parcial ou até mesmo completa com dificuldade."