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Esqueça o orgulho e ouça seu coração para tomar decisões

Não existe maneira mais eficaz de enfrentar os "perrengues" da vida

"Não existe atalho" - Essa frase, lida enquanto eu folheava o livro do Michael Jordan, me fez concordar: não existe mesmo. Ansiosos como somos, queremos mais é pegar o caminho mais curto para tudo na vida, mas não há milagre. Se cortarmos o caminho para evitar alguma coisa ou para chegar mais rápido, a vida vem e nos devolve ao nosso tempo: - aprende, filho, aprende senão você não passa para outra lição.

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É claro que, às vezes, em situações muito difíceis, nós ficamos exauridos demais e preferimos pular uma página como se isso fosse fazer pular a dor também. É bem provável que, por uma breve fase, o sofrimento seja anestesiado e, no auge da nossa miopia, consideremos que fizemos a melhor escolha. Entretanto, enquanto a nossa memória é frágil, a memória da vida é implacável, tanto para o bom quanto para o nem tanto.

Mas, para ouvir direito é preciso calar outra coisa (a pior delas, em minha opinião): o orgulho.

Esses "atalhos" que buscamos, normalmente, são frutos da razão a que nos impomos como se racionalizar completamente uma situação fosse nos prevenir de erros.

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É por isso que, em momentos de grandes impasses, o melhor é repousar o corpo, silenciar a mente e ouvir o coração. Esse nunca erra. Nunca. Mas, para ouvir direito é preciso calar outra coisa (a pior delas, em minha opinião): o orgulho, filho do medo e da vergonha.

Quando a gente se despe de toda e qualquer desculpa, de todos os argumentos puramente convencionais, sociais e aparentes, a verdade fica limpa e mesmo que doa, que seja complicado admitir, ela fica limpa e mais fácil de lidar.

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Tomar decisões na vida é um "perrengue", todo mundo sabe. Envolve renúncias, novas posturas, firmeza de propósito, coragem para perseverar.

Ao contrário do que pensamos, não é difícil se o valor do que se pretende atingir estiver claro, e agir coerentemente com os objetivos trará a mudança que precisamos.

Ao longo de um período, voltar ao que antes era nossa vida "no automático" ficará difícil, diria impossível. Como já bem dizia Einstein, "uma mente depois que se expande nunca retorna ao seu tamanho original".

Atalhos não existem. E conhecendo nosso caminho não precisaremos deles. Desse modo, economizaremos tempo para aproveitar melhor a vida, as pessoas, o mundo.