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Entenda por que algumas situações são consideradas machistas

Veja exemplos de atitudes sexistas, que diferenciam homens e mulheres

Muitas vezes ouvimos falar desse tal machismo, mas acreditamos que ele não está por perto ou não acontece conosco ou ao nosso redor. Cheio de tabus, estereótipos e falta de conhecimento sobre o tema, vamos levando a vida convivendo com ele e muitas vezes nem mesmo nos damos conta.

Um pensamento machista faz parte de uma sociedade e de culturas, envolvendo tanto sistema religioso, quanto político e econômico que possuem como ideologia e crença um regime patriarcal. O machismo é a ideia de que homens são superiores as mulheres ou possuem permissão social para falar e agir de um modo que não considera a intenção ou o desejo do feminino, justificando suas atitudes e falta de controle, com o seguinte pensamento: "Homens são assim mesmo!" ou "Isso não fica bem para uma mulher!".

O comportamento machista não acontece somente por homens, muitas mulheres costumam pensar, acreditar e até mesmo defender tal ideal, quando expressam por opinião ou atitudes que direitos e deveres são ou devem ser diferentes entre os gêneros.

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Para ajudar, reuni algumas situações cotidianas, em que analisamos se elas são mesmo machistas e por que:

Dizer o que é brincadeira e comportamento de menino e de menina

Esta visão, fala e ação separatista entre gêneros na infância é um dos maiores tabus que vivenciamos ainda nos dias de hoje e um dos maiores determinantes das ações em nossa vida adulta. Nos mostra como ainda carregamos os contextos arcaicos, machistas de que as pessoas têm seus talentos, valores, habilidades e também possibilidades por conta do seu gênero.

Desde o nascimento todos carregamos as expectativas de nossos pais e assim vamos nos tornando aos poucos um ser que é resultado dos desejos, planos, culturas, ideais e tabus que recebemos. Esta ideia de que azul, futebol, carrinho, lama, luta é para meninos e de que rosa, boneca, ballet, moda é para meninas, são conceitos separatistas e que não levam em consideração o desejo, vontade daquele ser que nasceu e existe com seus desejos e vontades próprias, é uma educação ditadora. Uma menina não poder jogar futebol e um menino não poder brincar de boneca, está unicamente relacionado a uma pobreza de conceito que usa como base estereótipos preconceituosos e que determinam como um menino deve agir e uma menina também.

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Reparem que aqui falamos muito mais do que sobre machismo: ao dizer que isso é coisa de menina, estamos dizendo que um menino não pode realizar uma vontade dele simplesmente por conta do seu gênero. E o mesmo ocorre com a menina, nesta ideia tanto os pais e a escola quanto a sociedade deixam de enxergar que além de um menino ou menina, eles são antes de tudo seres humanos com suas vontades e desejos.

Dizer que mulheres dirigem mal, não entendem de futebol e não sabem opinar sobre esses assuntos

Isso é machismo quando alguém diz que uma mulher não sabe, não pode ou não é capaz de algo por ser mulher. Ela está sendo diminuída por um outro e em sua capacidade apenas por ser mulher!

Sim, existem mulheres que não dirigem bem e também não entendem de futebol, mas isso não ocorre por conta de seu gênero, assim como um homem não é melhor na direção ou em um esporte porque ele é homem. E este é um dos pontos que mais costumam gerar controvérsias e dificuldade de compreensão, pois herdamos uma cultura separatista, que ensina e repassa de geração em geração que há coisas de mulher e coisas de homem, quando na verdade poderíamos repensar que as coisas são para pessoas, independente seu gênero.

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Achar que lugar de diversão feminina é o salão de beleza ou fazer compras

Vejam bem, o fato de muitas mulheres gostarem e usarem do salão de beleza ou compras paras e divertirem, faz disso um algo comum no feminino em nossa cultura, logo isso não é machismo. Porém, usar esta ideia de forma determinante, pejorativa e separatista, ou seja, com ar de isso é coisa de mulher, aí sim falamos de machismo.

Por quê? Porque neste segundo ponto a pessoa, que pode ser um homem ou mulher, refere-se ao feminino como uma característica determinada e lhe impõe conceitos sobre quem ser e como ser. Esse conceito ainda é baseado no ideal arcaico das mulheres de que somente podiam se divertir nestes momentos e que, detalhe importante, o faziam para estarem mais bonitas e atraentes para os homens e não para elas mesmas.

Uma mulher se diverte lendo, dirigindo, viajando, assistindo filmes, com sexo e também no salão e fazendo compras, se ela assim desejar. Então se essa frase se refere ao formato que determina e limita qual diversão uma mulher pode ou deve ter, aí sim falamos de machismo.

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Pessoas que estranham ou até julgam uma mulher ingerindo álcool ou falam palavrão

Estas pessoas são machistas, independente de são homens ou mulheres, pois estão determinando socialmente o que uma mulher pode ou não fazer, simples e unicamente por ser mulher.

Determinar hábitos, roupas, posturas por conta do gênero é machismo. Você não precisa achar bonito uma mulher beber, falar palavrão ou usar tal roupa, todos tem sua liberdade de desejar e de não gostar, porém isso é algo que você guarda para si. Agora julgar ou analisar uma mulher por seus hábitos deterministas de gêneros, com o argumento de que por ela ser mulher não poderia fazer algo, é dizer que homens podem mais ou possuem mais liberdades que mulheres e isso é machismo.

Atrelar o mau humor feminino à TPM e não a uma situação em que ela tenha sido incomodada

Sim, essa atitude pode ser machista. Esse pensamento desconsidera a validade da realidade, pois supõe que a mulher em TPM enxerga e sente exageradamente as coisas e por isso não deve ser levada a sério. A angustia daquela mulher é diminuída e menosprezada. Assim como a TPM também é vulgarizada, pois não se trata de um mau humor nem de um "piti" feminino, trata-se de uma reação de organismo e que em nada tem a ver com a situação, apesar de poder piorar a reação caso seja um fator daquela mulher.

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Dizer que quando uma mulher faz algo bem, faz igual a um homem

Um machismo declarado, pois vejam bem, neste caso não só acabam reforçando que certas situações são exclusividades masculinas como também determinam que a referencia do bom, do melhor e do sucesso é exclusividade do homem, e assim mais uma vez separam as pessoas, suas qualidades, talentos, habilidades e possibilidades por ser homens ou mulheres.

Já ouvi muitas pessoas usando essa frase e realmente acreditando que estão elogiando aquela mulher. É compreensível, eram atividades exclusivas do masculino até pouco tempo atrás, logo faz sentido que referencias boas sejam masculinas. Porém se prestarem atenção, não é somente disso que estão falando quando dizem: "ela boa igual a um homem". Nesta frase está embutido o contexto de que mulheres podem ser boas sim, quando se dedicam e se esforçam, mas que os homens são bons por natureza, por serem homens e ponto e aqui que está o machismo.

A sociedade ainda não saber como fazer ou não percebeu adequadamente que alguém é bom ou boa, não porque é comparado a outro alguém, mas por si próprio independente se é um homem ou mulher.

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Temos muito que pensar a respeito ainda sobre a igualdade de gêneros. Espero ter ajudado de alguma forma, esclarecendo não somente o sim ou não, mas principalmente a análise de cada situação. Pois o machismo é coisa séria sim e merece nossa atenção, mas antes de sairmos julgando, apontando, generalizando ou querendo modificar tudo e criar novos padrões e tabus, é preciso analisar a situação e a pessoa em si. Vejo que tanto os machistas quanto muitos daqueles que lutam contar o machismo tem o mesmo ponto em comum, acabam esquecendo que antes de sermos uma questão de gêneros, de sermos homem ou mulher, somos pessoas, indivíduos, somos seres humanos e me parecer que a tal evolução ou igualdade que vem sendo tão buscada, só será possível quando isso for mais claro para todos.