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Como lidar com crianças na puberdade que não aceitam as mudanças corporais?

Saiba quais são as inseguranças normais desta fase e quando é hora de se preocupar

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A entrada na puberdade é marcada pelas primeiras mudanças corporais, que acontecem no final da infância e início da adolescência. Todos sabem que elas vão acontecer, mas ninguém sabe quando vão começar. É bastante comum que o adolescente se sinta incomodado e envergonhado com esse novo corpo que ele não identifica como seu. É natural que aquela criança desinibida que andava sem roupas pela casa comece a evitar se trocar na frente dos outros, comece a fechar a porta do quarto e muitas vezes a trancar a porta do banheiro. E já aviso de antemão: frases do tipo: "Você é muito pequeno para se trancar no banheiro"; "Eu sou seu pai, menina, onde já se viu ter vergonha de pai?"; "Te conheço desde o dia que nasceu!" não ajudam em nada.

Os transtornos alimentares e a depressão podem se manifestar neste momento da vida, como uma recusa em aceitar as mudanças físicas, seja por conta das novas formas, seja pelo que elas representam no imaginário de cada um.

O primeiro sinal de puberdade do menino á o aumento do volume testicular, o que raramente é percebido pelo próprio adolescente, muito menos pelas pessoas que o cercam. Já nas meninas é o aparecimento dos seios, que marca este momento e é percebido por todos. Por conta disso, é mais comum observarmos adolescentes do sexo feminino incomodadas com o corpo do que do sexo masculino. Algumas passam a usar tops apertados para disfarçar os seios e a colocar blusas amarradas na cintura para esconder o desenvolvimento dos quadris. Com o tempo os tops tendem a desaparecer, dando lugar aos decotes, as calças justas e as mini saias, que passam a fazer parte do armário dessas jovens. Outras negam as mudanças e precisam de um conselho de alguém próximo de que está na hora de colocar um sutiã, que os seios estão marcando muito sob as camisetas. Esses são comportamentos normais e não preocupam.

Manifestar comportamentos relacionados com a entrada na puberdade é normal, mas existe um limite. Crianças e adolescentes que começam a se isolar dos amigos, evitam sair de casa, se recusam a ir à praia ou piscina, podem estar com dificuldade em lidar com o corpo. Os transtornos alimentares e a depressão podem se manifestar neste momento da vida, como uma recusa em aceitar as mudanças físicas, seja por conta das novas formas, seja pelo que elas representam no imaginário de cada um. Devemos ficar atentos às mudanças de hábitos alimentares e ao comportamento dos jovens, para que uma intervenção precoce seja feita em caso de necessidade.

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Alguns adolescentes ficam tristes com as mudanças do corpo, achando que não poderão mais participar das brincadeiras de crianças e que terão agora que ter postura de "gente grande", recusando-se a aceitá-las. O que tem que ficar claro para eles é que as mudanças de comportamento vão acontecendo lentamente e a personalidade só amadurece no final da adolescência. Que as crianças mudam seus hábitos por vontade própria, porque seus interesses vão se modificando, e as brincadeiras infantis vão sendo deixadas de lado de forma natural.

Aos adultos cabe mostrar que nada precisa mudar porque o corpo está se desenvolvendo. Os pais podem ajudar lembrando a elas que isso já aconteceu com eles, que realmente foi muito estranho no começo, mas que aos poucos todos nos acostumamos e até curtimos! Devem mostrar as vantagens de ser ?gente grande?, elogiar nos momentos que eles mostrarem insegurança e, mais que tudo, respeitar o seu tempo e a sua privacidade.