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Cólica e refluxo são comuns na fase de adaptação ao leite materno

Segurar o bebê na posição correta e fazer exercícios com ele diminuem os problemas

Logo que o bebê nasce nem é preciso se preocupar com as refeições que rechearão o cardápio dele. Um único alimento, como você bem sabe, é capaz de fornecer todos os nutrientes de que o pequeno precisa para crescer com saúde. O leite materno é o alimento ideal para a criança. "Até o sexto mês de vida, ele deve ser a única alimentação da criança", garante a pediatra e nutróloga da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Virgínia Weffort. Ainda falando sobre a qualidade nutricional do leite materno, a especialista diz que ele contém proteínas, gorduras, hidrato de carbono, minerais e vitaminas. Além disso, devido às imunoglobulinas, linfócitos e outras células de defesa presentes no leite, ele protege a criança contra infecções.

Os questionamentos sobre a qualidade do alimento que você proporciona ao seu bebê são poucos. As dúvidas sobre alimentação que acompanham os primeiros meses de vida da criança giram em torno da oferta adequada do leite. Virgínia adianta: nos primeiros dias, a criança suga menos leite. O estômago é menor e ela se cansa mais fácil. Os intervalos entre as mamadas, entretanto, são curtos. O comum é que elas aconteçam de hora em hora .

Nos primeiros dias, a criança suga menos leite - Foto: Getty Images
Nos primeiros dias, a criança suga menos leite - Foto: Getty Images

À medida que o bebê vai crescendo, já consegue sugar o líquido por mais tempo. A capacidade do estômago também é maior, o que o faz mamar a cada três horas. "Para saber a capacidade gástrica da criança, multiplique o peso dela por 25. Um bebê de 5 kg, por exemplo, tem uma capacidade gástrica de 125 ml", especifica Virgínia.

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A especialista explica que o horário das mamadas não é importante, desde que a criança mame sempre que sentir necessidade. Ela aconselha a não se preocupar tanto com a hora em que o bebê mama, mas sim, com a forma com que ele se alimenta. Veja se a boquinha está cobrindo toda a auréola mamária. Assim, o leite sairá mais fácil, a criança mamará por mais tempo e vai ingerir o que chamamos de leite final de cada mamada. Virgínia esclarece que o leite final é mais rico em gordura, fazendo com que a criança se sinta satisfeita por mais tempo, já que sua digestão é mais lenta.

Caso você ainda questione se o pequeno está recebendo a quantidade ideal de leite, Virgínia tranquiliza: a criança tem capacidade de regular sua saciedade, mama até acabar com a fome. Drible os inconvenientes desta fase Nas primeiras duas semanas de vida, as cólicas são comuns. Elas começam a surgir por volta dos quinze dias de vida e costumam ir até os três meses, em média , conta a pediatra. Ela ressalta que, na maioria das vezes, o incômodo aparece no mesmo horário: final da tarde e início da noite. Podem durar horas ou terminar abruptamente, detalha.

Cólicas e refluxos fazem parte da adaptação do bebê - Foto: Getty Images
Cólicas e refluxos fazem parte da adaptação do bebê - Foto: Getty Images

Segundo Virgínia, as contrações se devem ao final da preparação do intestino da criança que, no nascimento, ainda é imaturo, estando no final do processo de formação de vilosidades. Elas serão as responsáveis pela absorção dos diferentes tipos de alimentos, pela colonização por bactérias que são necessárias ao organismo e, sobretudo, pela produção de vitaminas essenciais.

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Para aliviar as cólicas, a especialista aconselha a colocar o bebê de bruços, especialmente sobre a barriga materna. Ela ensina ainda a colocar fraldas mornas em cima da barriga da criança e flexionar as pernas do bebê, como se ele estivesse andando de bicicleta. O movimento facilita a eliminação de gases e o alívio da dor.

Os refluxos são outro problema comum na fase de adaptação à amamentação. A pediatra alerta que muitos casos envolvem questões fisiológicas, mas outros, podem ser ocasionados pela técnica inadequada na hora de amamentar, por choro intenso ou ainda pelo uso de chupeta. Nesta última situação, a criança provavelmente está engolindo muito ar, levando ao refluxo. Virgínia conta que há ainda algumas condições patológicas, como obstruções de esôfago.

Quando o problema for ocasionado pelos fatores inadequados na amamentação, a pediatra garante que basta corrigir tais hábitos. Já no refluxo gastroesofágico fisiológico, ela aponta que não existem sintomas, além de regurgitação e eventuais episódios. "É mais comum nos primeiros meses de vida dos lactentes e tem resolução espontânea, ainda no primeiro ano de vida", esclarece a especialista.

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O incômodo pode ser minimizado quando você acerta a postura do bebê durante a amamentação. Nos bebês maiores, atente à alimentação alternativa ao leite, adequando a qualidade, o volume e a consistência dos alimentos. O refluxo patológico se diferencia pelo fato de a criança sentir dor. Virgínia alerta que ela chora mais, fica mais irritada, dorme menos, recusa o peito e sente dor ao deitar. Nestes casos, o pediatra deve ser consultado.