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Medo da vida adulta: o que fazer se o adolescente se recusa a crescer

Temos que ensinar aos jovens que tudo deve ser feito a seu tempo, mas também perceber se o medo da próxima etapa não está prejudicando

A adolescência é, por definição da Organização Mundial da Saúde, o período que vai dos 10 aos 20 anos incompletos. Durante esses 10 anos podemos assistir à transformação de crianças em adultos, em um processo lento, que engloba amadurecimento físico, emocional e comportamental. Não existe uma idade certa para o início de cada uma das mudanças, elas acontecem naturalmente, como resultado das características individuais e das vivências de cada um.

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Do ponto de vista de maturidade física, sabe-se que a puberdade, ou seja, as mudanças do corpo, podem se iniciar entre os 8 e 13 anos nas meninas e entre os 9 e 14 anos nos meninos. Nos afrodescendentes pode começar um pouco mais cedo, cerca de 1 ano antes, sem sustos.

Do ponto de vista emocional, no entanto, a maturidade não apresenta um marco específico. Conforme os corpos vão se transformando os interesses dos jovens vão mudando. E esse é um dos motivos para não haver hora certa para amadurecer, afinal como visto acima, a faixa de normalidade para que os corpos iniciem sua "metamorfose" é muito grande, cerca de 5 anos.

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Isso significa que adolescentes de uma mesma idade podem ter características físicas que variam de corpos infantis até corpos semelhantes aos adultos, tanto em suas formas e pelos, quanto na composição do corpo, voz e estatura. Aqueles que se encontram no início de suas mudanças puberais provavelmente terão comportamentos mais infantis, enquanto que aqueles que se parecem mais com os adultos tendem a ter um grau de maturidade maior, e assim serão suas curiosidades e interesses.

Medo de crescer

Toda criança sonha em ser "gente grande" e todo adolescente quer ter a independência e liberdade dos adultos, mas as vezes o crescimento assusta. Por que será? O que fazer?

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Crianças e adolescentes que crescem em um ambiente de reclamações, no qual as responsabilidades e pressões da vida adulta podem parecer pesadas demais, podem ter medo de crescer. Problemas financeiros, estresse, cansaço e falta de tempo no dia a dia são problemas muito comuns da atualidade, principalmente nos grandes centros, onde além das obrigações rotineiras ainda temos que lidar com o trânsito e a violência, com todas as suas repercussões.

As relações interfamiliares também interferem no desenvolvimento psíquico. Núcleos familiares disfuncionais, com brigas, opressão ou falta de respeito entre seus membros pode afetar negativamente, enquanto que lares sem grandes conflitos, onde há diálogo e acolhimento, afetam positivamente.

Famílias que conseguem equilibrar os sins e os nãos, que ensinam a ter limites e a aceitar as frustrações, que comemoram cada vitória juntos, mas também estão presentes nas derrotas, são famílias que tendem ao sucesso na criação dos filhos, preparando-os para se tornarem adultos saudáveis, sem medo de enfrentarem as diversidades, porém conscientes de que as encontrarão.

Adolescentes que se recusam a crescer tendem a se afastar de seus colegas, pois passam a viver em mundos diferentes. Se por um lado temos que ensinar aos jovens que tudo deve ser feito a seu tempo, que as novas experiências devem acontecer por vontade própria e não por pressão dos amigos, por outro lado temos que perceber se o medo da próxima etapa não os está prejudicando, deixando-os congelados em um mundo que já não deveria mais ser o dele. Se perceber que esse é o caso do seu filho, dê a mão para ele, ajude-o a entrar no desconhecido, mostre as vantagens de crescer e deixe claro que sempre estará por perto, caso ele precise de apoio.

O crescimento é inevitável. Mostremos aos nossos filhos os benefícios da vida adulta e tenhamos, nós, a maturidade de poupá-los das adversidades desnecessárias. Deixemos que eles cresçam saudáveis e sonhadores, porém conscientes de que para ver seus sonhos realizados precisam deixar a infância no lugar dela: na memória e como base para o adulto que se tornarão.

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