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Como restringir o açúcar de crianças que já amam comer doces?

O ideal é não os retirar do cardápio das crianças, porém tratá-los como mais um alimento, sem supervalorizá-los

Algumas crianças se tornam compulsivas por doces em sua alimentação. Quando isso acontece, podem surgir problemas como a obesidade infantil, já que estes doces passam a fazer parte da rotina alimentar das crianças.

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Diante disso, os pais tentam fazer seus filhos aceitarem comer menos doces a fim de cuidar de sua saúde. Porém, muitas vezes, a criança resiste em mudar este hábito e os pais têm grande dificuldade em retirar o excesso de doces da alimentação dos seus filhos.

Os doces e a cultura

Isso acontece, muitas vezes, porque, na nossa cultura, temos como hábito presentear as crianças com doces quando fazem coisas que agradam os pais. Além disso, estes costumam oferecer a sobremesa como recompensa por seus filhos terem comido os alimentos saudáveis.

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Como as crianças associam suas emoções na hora de comer ao alimento que estão comendo, com o tempo elas criam um comportamento alimentar que supervaloriza os doces e deprecia os alimentos tidos como saudáveis.

Além disso, o açúcar branco refinado, presente nos doces que são oferecidos à criança, quando em excesso no seu organismo, é responsável por manter o ciclo do açúcar ativado, ou seja, quanto mais doces a criança comer, maior será a vontade de continuar comendo doces.

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Quando o organismo da criança está sob este ciclo, as taxas de açúcar no sangue também costumam estar elevadas. Tal quadro causa um desequilíbrio no organismo da criança. Com o tempo, este quadro pode levar ao desenvolvimento de um vício por este tipo de alimento.

As crianças que estão viciadas em alimentos doces geralmente têm o seu paladar alterado e condicionado a ter mais prazer por este sabor. O cérebro delas também é influenciado pela mensagem que o vício em açúcar envia a ele.

Diante disso, muitas vezes, as crianças se tornam compulsivas por doces, ou seja, comem independentemente de estarem ou não com fome, não conseguindo resistir quando se deparam com o alimento doce na sua frente.

Além de prejudicar a capacidade do paladar das crianças em reconhecer os diversos sabores dos alimentos, o excesso de açúcar na alimentação pode sobrecarregar o trabalho de hormônios como a insulina, responsável por fazer o açúcar passar do sangue para as células. Além disso, temos uma sobrecarga de trabalho do pâncreas no organismo destas crianças, órgão responsável por produzir a insulina.

Tal quadro pode acarretar o desenvolvimento de doenças como diabetes ainda na infância. Também pode levar à criação de transtornos alimentares, como a compulsão associada ao ganho de peso nesta fase da vida.

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Relação saudável com o doce

A pergunta que surge é: o que fazer então? Na área que estuda o comportamento alimentar infantil, especialistas sugerem a seguinte conduta para os pais de crianças viciadas em doces: deixar de supervalorizar sobremesas e de lhes oferecer doces como recompensas.

Desta forma, poderia ser perguntado às crianças em que momento ela deseja comer a sobremesa, antes ou depois das refeições. Quando isso acontece, as crianças parecem começar a enxergar a sobremesa como apenas mais um alimento na sua rotina alimentar.

Enquanto os pais proíbem os filhos de comer os doces antes do almoço, as crianças permanecem curiosas e atraídas pelo fato de não poderem comer o doce em qualquer momento. Com isso, acabam internalizando que os doces são alimentos muito prazerosos, enquanto os alimentos da hora da refeição não são tão gostosos e atrativos. Muitos pais perceberam que, ao tornarem os doces acessíveis às crianças, não os supervalorizando ou os associando a momentos especiais, seus filhos começaram a não pedir mais o doce todos os dias ou começaram a comê-los em menores quantidades.

Portanto, usar a sobremesa como recompensa pela criança ter almoçado ou jantado não é uma boa estratégia para ajudar a construir uma relação saudável com os alimentos. Ademais, oferecer doces para demonstração de carinho ou afeto pode fazer com que as crianças desenvolvam compulsão por estes alimentos.

O ideal é não os retirar do cardápio das crianças, porém tratá-los como mais um alimento, sem supervalorizá-los. Para as crianças que já estão viciadas em açúcar, é importante que os pais tenham a consciência de que este ciclo desencadeado no organismo pelo excesso de açúcar no sangue precisa ser quebrado. Para isso, os alimentos açucarados devem ser reduzidos e substituídos por versões com trocas saudáveis. Quando o organismo não estiver mais sob tal condição, os doces devem ser reintroduzidos com moderação e de uma forma que não sejam supervalorizados.

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