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Como desengasgar um bebê ou uma criança: Veja o que não fazer

Manter a calma é essencial para saber como agir nesse momento; aprenda como desengasgar uma criança

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Com a família reunida à mesa, tudo o que você não espera é um susto desses. De repente, numa colherada de mau jeito, a criança engasga: o rosto começa a ficar vermelho e sem fôlego. Os pais querem ajudar, mas o desespero deles é comum, o que pode deixar a criança ainda mais aflita, complicando a situação.

Em um momento como esses, é importante que cada decisão seja tomada de forma rápida e ágil. A seguir a pediatra Priscila Zanotti Stagliorio, que também é médica da emergência infantil, deu um passo-a-passo de como fazê-la da maneira correta:

Como desengasgar um bebê:

Vire-a de bruços com cabeça em altura mais baixa do que o quadril, apoiando-a nos braços para garantir a segurança necessária. Coloque os dedos de uma das mãos apoiadas entre as bochechas do bebê, com cuidado. Dê cinco tapas fortes na região das costas, entre os ossinhos da costela, para que o corpo estranho seja expelido.

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Caso isso não ocorra, é necessário partir para a segunda etapa da técnica, na qual vira-se o bebê de barriga para cima e, com os dois dedos maiores da mão, aperta o diafragma (próximo à altura do estômago) cinco vezes até que o objeto seja expulso ou a criança demonstre reação e seja possível a retirada do que provoca o engasgo, com cuidado para não a machucar e ou empurrar novamente para dentro da garganta.

Como desengasgar criança maior de um ano:

Abrace a criança (ou adulto) por trás, com uma das mãos em forma de punho fechado (como de um soco) e a outra sobre ela para comprimir a região abaixo das costelas (no diafragma, na altura da boca do estômago) em sentido para cima, até que o objeto seja deslocado da via aérea para a boca e jogado para fora, permitindo o retorno dos sentidos e da respiração.

Quando ir para o pronto-socorro

Quando notar que suas tentativas de desengasgar a criança não estão fazendo efeito, corra para o pronto-socorro. Lá, será possível que o médico faça uma traqueostomia, ou seja um pequeno furo, na região do pomo de adão para que o ar entre e acabe o sufocamento.

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Além disso, mesmo que o engasgo seja resolvido, Priscila recomenda levar a vítima imediatamente para um pronto-socorro. Se houver desmaio, solicite ajuda de emergência, tanto pelo telefone quanto fisicamente.

Muitas vezes, na tentativa de ajudar a desengasgar a criança, as pessoas que estão em volta tentam manobras comuns que, além de serem ineficientes, podem até piorar o quadro.

Veja algumas dessas coisas que você não pode fazer na hora do engasgo:

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1- Colocar a criança de cabeça para baixo e sacudir para o objeto sair

A ação da gravidade, realmente, ajuda a dar fim no engasgo. Mas não precisa colocar a criança de ponta-cabeça e sacudir. Basta debruçar o tronco dela para baixo e dar batidas de leve nas costas. Faça as mãos e forma de concha e dê batidas leves na região entre as escápulas. Com isso, a pressão no tórax aumenta e o alimento ou o objeto tende a ser expulso, explica a pediatra Rosane Rassi, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

2 - Colocar o dedo na garganta da criança, tentando puxar o objeto

Só faça isso caso o objeto esteja visível e você tenha certeza de que vai conseguir puxá-lo para fora. Do contrário, há o risco de que a criança perca o controle e, no susto, você empurre ainda mais o que está causando o engasgo.

3 - Abraçar a criança por trás, pressionando a região do estômago

A tática é eficiente nas crianças maiores. Se o alimento estiver parado no esôfago, ele tende a voltar para a boca e pode ser cuspido. Nas crianças mais novinhas, falta posição para que um adulto faça a pressão da maneira correta.

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4 - Dar água para a criança

Se ela estiver realmente engasgada, nem vai conseguir beber água. Esqueça a idéia de usar líquidos, a não ser que a criança esteja entalada (e não engasgada). Quando há sufocamento, além de não ajudarem, os líquidos podem desencadear um problema mais sério. Isso porque o alimento ou o objeto corre o risco de ir parar no pulmão, segundo a pediatra.