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Fatores de risco para transtorno de estresse pós-traumático

As consequências do não-tratamento desse transtorno em crianças e adolescentes

Um grave problema presente em nossa sociedade são as crianças e adolescentes que (sobre)vivem em situação de vulnerabilidade. Elas fazem parte do chamado grupo de risco.

Neste grupo estão as crianças e adolescentes vítimas de tragédias naturais, abuso sexual, negligência, violência doméstica, bullying. Crianças que vivem na rua, dependentes de álcool e drogas, que moram em áreas de violência urbana, entre outras.

Violência e maus tratos na infância podem levar a distorções traumáticas negativas com interrupção do processo de maturação cerebral, com repercussões deletérias para o resto da vida. Estas crianças costumam evoluir com distúrbios de comportamento, dificuldades escolares, exclusão social e marginalização. Elas apresentam com muito mais frequencia transtornos psicológicos e psiquiátricos diversos, nos mais variados graus de intensidade.

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Os fatores de estresse e os traumas, quando constantes e não interrompidos, podem gerar sintomas pós-traumáticos crônicos com agravamento de problemas como depressão, abuso de drogas ou a desfechos ainda mais graves, como acidentes, brigas, roubos, prisão, suicídio e morte precoce, especialmente nesta faixa etária da infância e adolescência.

Os fatores de estresse e os traumas, quando constantes e não interrompidos, podem gerar sintomas pós-traumáticos crônicos.

Os fatores de estresse são facilitadores para o desenvolvimento de doenças com repercussões imediatas e à longo prazo, podendo ocasionar problemas crônicos e interferir na qualidade de vida, na infância e na vida adulta.

O estudo Adverse Childhood Experiences, realizado na Califórnia, demonstrou forte associação entre o número de experiências adversas sofridas (abuso físico e sexual na infância e outros) a uma maior taxa de comportamentos de alto risco durante a vida adulta, incluindo abuso de drogas, obesidade, depressão, tentativas de suicídio, promiscuidade sexual e frequência de doenças sexualmente transmitidas. O número de experiências adversas também se correlacionava a cardiopatias, câncer, diabetes, doenças hepáticas e morte súbita ao longo da vida.

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Já os fatores traumáticos podem ser definidos como causadores de danos, injurias ou lesões corporais ou mentais que ameaçam a própria vida ou a vida de outras pessoas queridas, por vezes levando à morte inesperada. Eles estão também associados a sensações de perda e de insegurança, além de maior vulnerabilidade e riscos de dissociação.

A violência social e estrutural também é sem dúvida um grande fator responsável pelo aumento da prevalência do transtorno de estresse pós‐traumático durante o desenvolvimento na adolescência.

Quanto mais estressado e ameaçado se sentir, mais o adolescente responderá com respostas e comportamentos primitivos e regressivos. O adolescente ameaçado só pensa em sobreviver naquele minuto. Isto é muito importante para entendermos os pensamentos, reações e comportamentos do adolescente traumatizado.

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Outros fatores também contribuem negativamente, como ignorar tais problemas. Muitas vezes sequer tomamos conhecimento do grau de sofrimento e das agressões que perpassam a vida de uma criança ou de um adolescente.

Eles costumam sofrer calados, uma vez que sofrem ameaças para caso eles reclamem ou se queixem de alguma coisa. Temem a retaliação, inclusive por parte de um dos pais ou de um familiar. São as tragédias mudas.

Elas são silenciosas e estão presentes no dia-a-dia, fazendo das crianças e jovens as suas maiores vítimas. Ruptura da relação de confiança e proteção com a família ou pessoas de sua convivência social ocorrem nestas situações. A "dor emocional" é "invisível" ao profissional de saúde desatento, porém é marcante para o adolescente e não raro se multiplica em queixas e sintomas "evasivos".

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Muitas vezes, estas queixas parecem não ter nexo diagnóstico, sendo classificadas erradamente como reações de conversão, hiperatividade, ou transtorno desafiador.

O fato de que grande parte da população, incluindo pais, educadores e muitos profissionais de saúde ainda acharem que crianças e adolescentes não padecem de transtornos mentais, contribui muito para agravar o problema.

Muitas crianças com problemas evidentes de saúde mental podem viver anos de suas vidas despercebidamente, sem que a família ou a escola a percebam como tendo um problema de saúde. Ao contrário, o que vemos são acusações, humilhações e rótulos, como preguiçoso, idiota, estorvo, aéreo, não quer nada com a vida e outros.

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Em consequência, fica compreensível que muitos problemas mentais em adultos possam ter a sua origem na infância. Assim, tem sido observado um aumento da procura em serviços de Saúde Mental infanto-juvenil para questões relacionadas ao estresse por trauma.

Há um interesse cada vez maior sobre o impacto de eventos traumáticos em crianças e adolescentes, até por conta dos recentes desastres naturais (tufões, furacões, terremotos, tsunamis) e dos "cataclismos" criados pelo homem, através dos atos de violência (guerras, violência urbana e doméstica, etc.).

Problemas relacionados ao estresse pós-trauma e problemas psicológicos distintos certamente surgirão, com o passar do tempo, para muitas pessoas.

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Ao ser exposto a uma situação traumática violenta, o indivíduo desenvolve uma reação aguda ao estresse, que dura no máximo 30 dias e desaparece; porém, cerca de 15 a 20% das pessoas desenvolverão o TEPT ou transtorno de estresse pós-traumático.

Nestas, os sintomas da reação aguda persistem e podem se cronificar e até, em certos casos, levar a alterações permanentes na personalidade do indivíduo. Em algumas situações, o paciente não tem uma reação logo após o evento estressante, podendo desenvolver o TEPT até um ano depois.