Infecção intestinal: tratamento inclui dieta especial e ingestão de líquidos

Saiba diferenciar manifestação viral de bacteriana e quais os sintomas de alerta

O termo infecção intestinal é traduzido em medicina como uma doença chamada gastroenterite aguda. A gastroenterite pode ser causada por vírus ou bactérias. A diarreia é o sintoma mais importante, e ainda causa muitas mortes em todo o mundo, principalmente em crianças.

As gastroenterites podem ser virais (causadas por vírus) ou bacterianas (causadas por bactérias), sendo as virais mais prevalentes. A forma de transmissão e contágio se dá pela via fecal-oral, ou seja, pela contaminação de alimentos e da água. A infecção induz a má digestão de carboidratos, má absorção de nutrientes e inibição da absorção de água. O vírus entra nas células intestinais sem destruí-las, mas gerando uma resposta inflamatória intensa. Já as bactérias causam ulceração e abscessos na mucosa, induzindo a uma resposta infamatória. Os surtos tendem a ser sazonais, sendo mais comuns no verão. As crianças são mais acometidas pelo rotavírus, enquanto nos adultos há uma prevalência do norovírus.

Quando procurar ajuda médica

Diarreia com sangue, dor severa e febre alta são sinais de alarme. Crianças e idosos são grupos de maior risco.

Diarreia é o sintoma mais comum. Os sintomas que podem estar associados são náuseas, vômitos, perda do apetite, mal estar, febre, dores abdominais e em todo o corpo. Diarreia com sangue é sugestivo de infecção por bactérias. A desidratação é um sinal importante, que deve ser tratado adequadamente com urgência. A gastroenterite viral é autolimitada, durando normalmente até quatro dias. Nas bacterianas, a média é de sete dias, podendo durar até 45 dias, e em alguns casos se faz necessário o uso de antibióticos. Nas infecções causadas por bactérias o início costuma ser mais rápido, às vezes apenas algumas horas após o contato com o alimento contaminado.

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É necessário buscar ajuda médica principalmente quando há:

Diarreia com sangue, dor severa e febre alta são sinais de alarme. Crianças e idosos são grupos de maior risco. Um médico sempre poderá ajudá-lo a contornar os sintomas desagradáveis.

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Tratamento foca nos sintomas

A principal medida é corrigir a desidratação, que pode ser via oral ou através da via intravenosa. Há produtos específicos para reidratação oral, apesar de ainda podermos recorrer ao soro caseiro. A dieta própria para a idade deve ser mantida se não houver desidratação, evitando saladas, café, álcool, gordura, fritura e adoçantes com sorbitol. Banana e maçã podem ajudar. Água ou água de coco devem ser ingeridos à vontade. O uso de sintomáticos, como anti-heméticos, antitérmicos e analgésicos (como o parecetamol) podem ser usados. Há benefícios com o uso de probióticos (microorganismos vivos não-patogênicos).

Nas infecções bacterianas mais graves e prolongadas, deve-se lançar mão dos antibióticos. Hoje há vacina para o Rotavírus indicada para crianças de até seis meses de idade, no entanto, a melhor forma de prevenção é a higiene, lavando-se bem as mãos e os alimentos. Pode-se considerar curado uma vez que os sintomas tenham desaparecido.