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9 sinais precoces de demência

Tropeçar com frequência e prostração são sintomas

Um quadro de demência vai muito além da perda de memória - essa condição complicada é marcada por uma série de sintomas, especialmente no início. Mas eles podem ser sutis e nem sempre fáceis de reconhecer. Então, como saber se você ou um ente querido está mostrando sinais de Alzheimer ou outra forma de demência? De acordo com especialistas, qualquer alteração que seja diferente do comportamento habitual de uma pessoa pode ser um motivo de preocupação. Dê uma olhada em alguns dos primeiros sinais de demência e saiba reconhecer o problema precocemente:

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Não compreender sarcasmo

"Em um quadro de demência pode haver comprometimento da função da porção dorso-lateral dos lobos frontais, onde se processa a avaliação dos significados emocionais", explica a neurologista Sandra Cristina Mathias, do Hospital Bandeirantes. Assim, a pessoa com esse tipo de dificuldade não consegue compreender o conteúdo implícito de um sarcasmo. Também é comum essas pessoas não conseguirem interpretar um provérbio e outras frases que contenham sentido figurado - as mensagens passam a ser literais, ou seja, sem significado emocional.

Quedas e tropeços frequentes

Esse quadro pode acontecer por três fatores principais: comprometimento das funções que controlam tarefas visuo-espaciais, das funções de controle do equilíbrio e postura ou comprometimento da área cerebral responsável por planejar e executar o movimento. "Em algumas demências esses sintomas já ocorrem nas fases iniciais, em outras, significam um estágio mais avançado", lembra a neurologista Sandra.

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Quando as funções visuo-espaciais são afetas, a pessoa pode sentir dificuldade de perceber a posição de um objeto com relação a outros ou com ela própria. Sem saber exatamente qual a distância entre ela e o objeto, o risco de tropeçar ou esbarrar aumenta. "Se há comprometimento do equilíbrio e postura, o paciente está mais suscetível a quedas, uma vez que o ato de caminhar e se movimentar se torna mais difícil", afirma o neurologista André Felício, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Comportamento inapropriado

"O comportamento desinibido está relacionado ao comprometimento da função das regiões cerebrais responsáveis pela tomada de decisão baseada na emoção e ponderadas pela flexibilidade e comportamento social", afirma a neurologista Sandra. Nesses casos, a pessoa pode apresentar um comportamento desinibido e impulsivo, sem considerar o que é socialmente apropriado. "Pode ocorrer a perda do juízo e crítica, gerando desrespeito das leis, atos de impulsividade, irritabilidade, hipersexualidade, euforia e até mudança de hábitos alimentares."

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Esquecer a função de objetos

O idoso com demência muitas vezes mostra dificuldade em utilizar objetos comuns e de realizar tarefas motoras em sequências. Por exemplo: a pessoa sabe o que é uma chave e sabe o que é uma fechadura, mas não sabe executar a sequência que liga um objeto a outro. "Ela não consegue ligar as áreas do cérebro responsáveis por seguir os passos, como pegar a chave, colocar na fechadura, girar a chave etc", diz o neurologista André. Em outros casos, a pessoa reconhece a chave, mas não se lembra para que ela serve - no caso, abrir fechaduras. Outro exemplo é a incapacidade de fazer gestos que tenham um significado pré-definido, como o sinal de silêncio, acenar para dar oi ou levantar o polegar em sinal positivo.

Incapacidade de reconhecer objetos ou pessoas

O paciente com demência pode ter dificuldade em reconhecer objetos e pessoas através da visão, apesar desta não ter sido comprometida. Dependendo do grau da lesão, a pessoa pode inclusive não reconhecer mais rostos. Muito além de esquecimentos simples, como quando a palavra "foge" da nossa cabeça, um quadro de demência impossibilita a pessoa de reconhecer objetos e situações presentes no cotidiano e pessoas que ela vê com frequência.

Prostração e perda da empatia

"O paciente pode desenvolver déficit de atenção e de interação com o mundo que o cerca", explica a neurologista Sandra. Um reflexo comum desse déficit é a prostração - ou seja, a pessoa passa minutos ou até horas focada em um mesmo objeto ou no horizonte, ignorando as manifestações externas.

O comportamento apático também interfere no relacionamento com as pessoas. "O idoso perde o interesse pelo que ocorre em sua volta, não identifica as emoções de seus familiares e, por conseguinte, não reage a elas", ressalta Sandra. Esse desinteresse e falta de empatia causa isolamento social, uma vez que o paciente passa a ignorar os sentimentos de seus familiares e pessoas próximas. "É comum, antes que haja o diagnóstico, que os familiares se sintam magoados com o idoso, imaginando que esse comportamento é falta de sensibilidade ou egoísmo."

Comportamento ritualístico

Comportamento ritualístico. Também é uma manifestação inapropriada que se associa ao comprometimento das regiões fronto-orbitárias. Ocorre pela perda do juízo e crítica e pela inflexibilidade e dificuldade de tomada de decisões.

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Problemas com o manejo das finanças

Finanças. O idoso com demência não tem capacidade de gerir suas finanças. Vários fatores estão envolvidos. Dentre eles citamos a dificuldade de tomada de decisões, a inflexibilidade de pensamento, dificuldade de raciocínio lógico e de cálculo e o próprio déficit de memória.

Dificuldade de expressão da linguagem

A dificuldade de expressão da linguagem - seja oral ou escrita - pode ser precoce em alguns tipos de demência e bem mais tardia em outras. É comum o paciente sofrer com a perda da comunicação, que pode ser a fala ou o entendimento de uma mensagem. Segundo o neurologista André, no primeiro caso o paciente pode entender o que você fala, mas é incapaz de se expressar pela linguagem falada, e no segundo ele consegue se expressar de todas as formas, mas não entende o que lhe é dito. Em alguns cenários, o idoso pode se expressar e compreender a linguagem falada, mas não reconhece as palavras escritas ou tem dificuldades para escrevê-las.

No caso de comprometimento no grupo compreensão, é importante que a família fica atenta aos sinais que ela pode apresentar, pois é muito difícil reconhecer essa dificuldade. Geralmente, a pessoa não responderá as perguntas de forma adequada, e falará sobre assuntos que não estão sendo discutidos no momento.