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Demência: o que é, causas, sintomas, tratamento

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Visão Geral

O que é Demência?

A demência é uma síndrome que consiste na deterioração da memória, do pensamento, do comportamento e da capacidade de realizar atividades cotidianas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

É um conjunto de sintomas que afetam diretamente a qualidade de vida da pessoa, levando a problemas cognitivos e afetando, também, a linguagem e o comportamento e alterando a personalidade do indivíduo.

Alzheimer: doença ligada ao envelhecimento afeta a memória recente

Tipos

As síndromes demenciais podem ser classificadas como irreversíveis e reversíveis. De acordo com Márcio Kamada, geriatra e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro, do total de casos, 5% são considerados reversíveis.

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Demência reversível

As demências reversíveis são as causadas por fatores externos (do ambiente) ou internos (metabólicos ou estruturais) e significam que, após o tratamento adequado, podem ser revertidas. Entre as causas mais comuns estão a Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN), a deficiência de vitamina B12 e o hipotireoidismo. Uso de determinados remédios, depressão, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e deficiência da vitamina B12.

Os sintomas são parecidos com os da demência irreversível, Porém, diferente do quadro degenerativo, os sintomas das demências reversíveis tem seu início e o desenvolvimento de forma mais súbita.

Demência irreversível

Os quadros de demência irreversível são os relacionados à presença de doenças degenerativas - quadro em que a perda da função cerebral se deteriora com o passar do tempo, sem a possibilidade de retorno total de sua capacidade.

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O Alzheimer, por exemplo, é uma das doenças que mais aciona a demência irreversível, seguida pela demência vascular e pela demência por Corpos de Lewy.

Causas

Diversas doenças estão por trás das causas da demência. Veja exemplos:

Demências irreversíveis (degenerativas)

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Demências reversíveis

Outras demências

Fatores de risco

Alguns fatores de risco, como idade, histórico familiar de demências e síndrome de Down, contribuem para o desenvolvimento da demência. Veja mais detalhes:

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Idade

À medida que uma pessoa envelhece, o risco de demências aumenta consideravelmente - especialmente após os 65 anos.

Entretanto, é importante entender que demência não é um processo intrínseco ao envelhecimento, uma vez que ela pode ser evitada. Além disso, pessoas jovens também podem desenvolver demência.

Histórico familiar

Pessoas com histórico familiar de demência têm maior risco de desenvolver alguma condição. No entanto, isso está longe de ser uma regra, já que muitas pessoas com histórico familiar podem também não desenvolver nenhuma doença, enquanto que uma pessoa sem nenhum tipo de histórico médico de demência desenvolver algum quadro ao longo da vida. Além disso, uma pessoa com mutações genéticas específicas está em maior risco de desenvolver certos tipos de demência.

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Síndrome de Down

Por volta da chamada “meia idade”, muitas pessoas com síndrome de Down desenvolvem sintomas relacionados à demência. Alguns podem, inclusive, desenvolver uma doença.

Outros fatores

Há, ainda, os fatores de risco que podem ser prevenidos:

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Sintomas

Sintomas de Demência

Sintomas de demência variam, dependendo da causa, mas os mais comuns incluem:

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

É importante procurar um médico ao notar problemas de memória ou outros sintomas de demência. Algumas condições médicas tratáveis podem causar sintomas de demência, por isso é importante que o médico faça o diagnóstico e determine a causa subjacente.

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Fique atento também a quem convive com você e o encaminhe ao médico também em caso de sintomas. Doença de Alzheimer e vários tipos de demência pioram ao longo do tempo. O diagnóstico precoce lhe dá tempo para planejar o futuro, enquanto você pode participar na tomada de decisões.

Na consulta médica

Entre as especialidades que podem diagnosticar uma demência estão:

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

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Diagnóstico de Demência

A perda de memória e outros sintomas de demência têm muitas causas, por isso o diagnóstico pode ser bastante difícil.

Para diagnosticar a causa exata de seus sintomas, o médico irá realizar uma série de perguntas sobre histórico clínico do paciente, questionar sobre sintomas e realizar um exame físico. O médico ou médica pode, também, solicitar uma lista de exames para diagnosticar a demência e descartar possíveis outras condições, como os descritos a seguir:

Exames cognitivos e neuropsicológicos

Nestes testes realizados nas consultas, os especialistas avaliam as funções cognitivas do paciente. Uma série de habilidades é medida por meio desses testes, como memória, orientação, raciocínio e julgamento, habilidades de linguagem e atenção.

Testes desse tipo ajudam o especialista a determinar se o caso do paciente é de demência, além de indicar se é um caso grave e quais partes do cérebro foram afetadas..

Avaliação neurológica

Nessa etapa, os médicos irão avaliar o movimento, os sentidos, o equilíbrio, os reflexos e outras áreas. Eles também podem usar a avaliação neurológica para diagnosticar possíveis outras condições.

Varreduras do cérebro

Os médicos podem solicitar exames cerebrais, como uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética, para verificar se há evidência de derrame ou hemorragia e para descartar a possibilidade de um tumor.

Testes de laboratório

Exames de sangue simples podem descartar problemas físicos que talvez estejam afetando o funcionamento do cérebro, tais como deficiência de vitamina B-12 ou hipertireoidismo.

Avaliação psiquiátrica

Um psicólogo ou um psiquiatra podem avaliar se o paciente apresenta sintomas reais de depressão ou outra condição psicológica que possa estar causando os sintomas.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Demência

O principal objetivo do tratamento é controlar os sintomas da demência, e ele costuma variar de acordo com a causa subjacente. Algumas pessoas necessitam ser internadas por um curto período para realizar o tratamento.

Às vezes, é necessário tomar medicamentos para controlar os problemas comportamentais causados pela perda da capacidade de julgamento, maior impulsividade e confusão. Medicamentos também podem ser usados em casos que envolvam depressão, distúrbios do sono, alucinações, parkinsonismo ou agitação.

Algumas drogas ainda podem ser usadas para evitar a piora rápida dos sintomas, principalmente em casos de demência degenerativa. No entanto, o benefício trazido por essas drogas é pequeno e os pacientes e suas famílias podem não perceber muita diferença.

Medicamentos para Demência

Os medicamentos mais usados para o tratamento de demência são:

Recentemente, o Adulhem foi aprovado pelo Food & Drug Administration (FDA). É o primeiro medicamento para tratar a doença subjacente, em vez de controlar sintomas como ansiedade e insônia, além de ser o primeiro liberado para o tratamento de Alzheimer em quase 20 anos.

De acordo com o geriatra Márcio Kamada, mesmo com as controvérsias a respeito do novo medicamento é importante entender que a droga não cura a doença, mas é um grande passo para a ciência continuar a evoluir.

É importante lembrar, também, que somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Também não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Grupos de apoio familiar são parte fundamental do tratamento de demências. Saber lidar bem com a doença e aprender a conviver diariamente com ela é importante para evitar agravamento no quadro.

É bom ter em mente que pessoas com demências degenerativas só tendem a piorar com o passar do tempo, como já citado. Por essa razão, é fundamental que os cuidadores adaptem-se a essa situação. Veja alguns procedimentos indicados:

Complicações possíveis

As complicações dependem da causa da demência, mas podem incluir o seguinte:

Além disso, é preciso se atentar aos cuidados com uma pessoa que sofre com demência e com quem vive ao ser redor. Lidar com a doença não é simples e pode sobrecarregar o cuidador do paciente, por exemplo.

Demência tem cura?

Atualmente a demência não tem cura, mas existem tratamentos que podem retardar seus efeitos. Para isso, é necessário identificar os sintomas precocemente e procurar ajuda médica o quanto antes.

É essencial que o diagnóstico médico seja realizado numa fase inicial, quando os primeiros sintomas aparecem, e que a pessoa seja tratada corretamente durante todo o tempo necessário.

Prevenção

Prevenção

É possível prevenir o desenvolvimento da demência a partir de uma série de hábitos e cuidados com o corpo. Isso porque a partir de uma rotina de atividades físicas, estímulos cerebrais, alimentação saudável, entre outras medidas, fortalecemos as conexões entre os neurônios. Confira algumas atitudes que ajudam a prevenir a demência:

Referências

Associação Brasileira de Alzheimer

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Neurociência

Márcio Kamada, geriatra e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro - CRM 61274