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Parkinson: sintomas, tratamento e como adiar o avanço da doença

Visão Geral

O que é Parkinson?

Parkinson (CID 10 - G20) é uma doença progressiva que afeta principalmente o cérebro, sendo caracterizada por tremores, dificuldade para se movimentar e prejuízos na coordenação motora.

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Também chamado de Mal de Parkinson ou Doença de Parkinson (DP), é uma patologia crônica do sistema neurológico, ainda sem cura e imprevisível. Considera-se um dos principais distúrbios nervosos na terceira idade.

Parkinsonismo e Doença de Parkinson

Há quem julgue Parkinsonismo e Doença de Parkinson como sinônimos, mas os médicos indicam que as terminologias não se tratam do mesmo diagnóstico.

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Parkinsonismo (ou Síndrome Parkinsoniana) é o conjunto dos seguintes sinais e sintomas: tremores, lentidão de movimentos voluntários, rigidez muscular e instabilidade postural. Portanto, é capaz de englobar diversas doenças - sendo a principal delas a Doença de Parkinson.

Dessa forma, quando um médico menciona o Parkinsonismo não necessariamente ele está se referindo à Doença de Parkinson.

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Causas

Falta de dopamina

As células nervosas usam uma substância química do cérebro chamada dopamina para ajudar a controlar os movimentos musculares. Assim, o Parkinson ocorre quando as células nervosas do cérebro que produzem dopamina são destruídas lenta e progressivamente.

Sem a dopamina, as células nervosas dessa parte do cérebro não podem enviar mensagens corretamente e são desgastadas. Isso leva à perda da função muscular, cujo dano piora com o tempo.

Desgaste das células

A causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida, mas os médicos acreditam que uma mistura de fatores possa estar envolvida:

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Fatores de risco

Alguns fatores são considerados de risco para o desenvolvimento do Parkinson. Confira:

Idade

Jovens adultos raramente apresentam a doença de Parkinson, pois ela é mais comum em pessoas na terceira idade. Isso porque o risco do Parkinson aumenta com a idade, de modo que pessoas costumam desenvolver a doença em torno de 60 anos de idade ou mais.

Hereditariedade

Ter um parente próximo com a doença de Parkinson aumenta as chances de uma pessoa desenvolver a doença. No entanto, os riscos ainda são pequenos, a menos que a pessoa tenha muitos parentes que apresentem a doença.

Gênero

É cientificamente comprovado que homens são mais propensos a desenvolver a doença de Parkinson do que mulheres.

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Publicado no periódico American Journal of Epidemiology, um estudo revela que a relação chega a ser de dois homens diagnosticados para cada mulher com Parkinson. Ainda, mulheres costumam apresentar sintomas cerca de dois anos depois de quando se manifestam nos homens.

Exposição a toxinas

A exposição contínua a herbicidas e pesticidas pode colocar uma pessoa em um risco ligeiramente aumentado de doença de Parkinson.

Sintomas

Sintomas de Parkinson

O Parkinson pode afetar apenas um ou ambos os lados do corpo, e o grau de perda de funções causada pela doença pode variar dependendo do caso.

Sintomas iniciais de Parkinson

Os sintomas costumam ser mais suaves no início, incluindo:

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Sintomas avançados de Parkinson: motores

Mais para frente, conforme o quadro evolui, os sintomas motores mais significativos (que afetam a coordenação motora) são:

Sintomas avançados de Parkinson: não-motores

Também há a presença de sintomas não-motores como:

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Ao apresentar sintomas, o especialista mais recomendado para diagnosticar e tratar o Parkinson é:

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Busque ajuda médica, também, se os sintomas piorarem ou caso apareçam novos sintomas.

Na consulta médica

Leve todas as suas dúvidas sobre a doença para o consultório médico e aproveite para sanar todas elas. Faça uma lista de todos os sintomas e quando eles apareceram, bem como de medicamentos e suplementos que tome frequentemente.

Pergunte tudo ao médico e responda a todas as perguntas que ele lhe fizer de forma clara e objetiva.

Veja abaixo exemplos do que o médico poderá lhe perguntar:

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Diagnóstico de Parkinson

O neurologista irá diagnosticar a doença com base no histórico médico do paciente e na revisão de seus sinais e sintomas, além de um exame neurológico e físico.

Análise clínica

Na análise clínica o neurologista pode pedir para que o paciente realize alguns movimentos (como agachar e levantar, caminhar, fazer movimento de pinça com os dedos) e repita palavras, de modo a verificar a coordenação motora, rigidez muscular, capacidade de fala, equilíbrio.

Às vezes é preciso tempo para diagnosticar a doença de Parkinson. Os médicos podem recomendar consultas de acompanhamento regulares com neurologistas especialistas em distúrbios do movimento para avaliar a condição do paciente e os sintomas ao longo do tempo. Somente após isso, então, poderão diagnosticar ou não o Parkinson.

Exames

Exames de imagem, como tomografia cerebral e ressonância magnética, são complementares. Ou seja, servem para avaliação e descarte de outras condições que possam causar os sintomas.

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Além disso, a tomografia auxilia a quantificar a dopamina presente no cérebro, apesar do quadro evolutivo da doença já ser perceptível com análise clínica.

Reação medicamentosa

Além de exames, o médico pode lhe receitar carbidopa-levodopa, a medicação típica da doença de Parkinson. Melhoras significativas nos sintomas após o início de uso deste remédio podem, muitas vezes, confirmar o diagnóstico de Parkinson.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Parkinson

Parkinson tem cura?

Até o momento não há cura conhecida para o Parkinson, que é uma doença crônica e progressiva.

Como funciona o tratamento para Parkinson

O objetivo do tratamento é, prioritariamente, controlar os sintomas. Para isso, são usados basicamente medicamentos. Mas uma cirurgia pode ser necessária em alguns casos.

O médico também poderá recomendar mudanças no estilo de vida do paciente, especialmente a inclusão de exercício aeróbio contínuo no dia a dia da pessoa doente. Em alguns casos, a fisioterapia também será necessária para melhorar o senso de equilíbrio do paciente.

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Cirurgia para Parkinson

Com menor frequência, a cirurgia pode ser uma opção para pacientes com Parkinson severo que já não respondem bem a medicamentos. Essas cirurgias não curam o Parkinson, mas podem ajudar alguns pacientes a terem uma melhor qualidade de vida.

Na estimulação cerebral profunda (DBS), por exemplo, o cirurgião implanta estimuladores elétricos em áreas específicas do cérebro para ajudar o paciente a ter controle sobre seus movimentos.

Importância do tratamento

Se não for tratada, a doença piora até a pessoa se tornar completamente inválida. O Parkinson pode levar à deterioração de todas as funções cerebrais e à morte prematura.

Medicamentos para Parkinson

Medicamentos podem ajudar a tratar problemas com o andar, movimentos e tremor, aumentando a quantidade de dopamina no cérebro. O médico pode prescrever derivados da levodopa, anticolinérgicos, amantadinas, entre outros.

Os remédios para Parkinson mais indicados são (em ordem alfabética):

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Eficácia dos medicamentos

A maioria das pessoas responde bem aos medicamentos; contudo, é importante ressaltar que a eficácia em aliviar os sintomas e a duração desse efeito pode ser diferente em cada pessoa. Além disso, os efeitos colaterais dos medicamentos podem ser graves se não acompanhados por um especialista.

Você pode apresentar uma melhora significativa dos sintomas após o início do tratamento. Ao longo do tempo, no entanto, os benefícios dos medicamentos frequentemente diminuem ou tornam-se menos consistentes, embora os sintomas geralmente possam continuar a ser razoavelmente bem controlados.

Flutuação motora: o que é?

Pacientes em tratamento do Parkinson pode apresentar a chamada flutuação motora, em que os sintomas oscilam conforme o efeito da medicação. Assim, há um ápice de melhora quando o medicamento faz efeito e depois uma queda desta sensação.

Isso é causado quando o paciente toma doses muito altas de Levodopa, por exemplo - um dos principais medicamentos contra o Parkinson. Normalmente isso pode ser controlado distribuindo melhor as doses ou fazendo associações medicamentosas.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Se você foi diagnosticado com o Parkinson, lembre-se de que você terá acompanhamento conjunto à equipe médica para encontrar um plano de tratamento que oferece o maior alívio dos sintomas e com menos efeitos colaterais possíveis.

Mudanças no estilo de vida

Certas mudanças de estilo de vida também podem ajudar a fazer a vida com a doença de Parkinson mais fácil, a exemplo de:

Os assistentes sociais ou outros serviços de aconselhamento podem ajudar você a lidar com a doença e obter assistência (como onde encontrar serviços de comida em domicílio).

Saiba mais: 8 hábitos para tratar os sintomas do Parkinson

Como adiar a evolução do Parkinson

A realização de algumas atividades auxiliam o melhor convívio do paciente com a doença, permitindo que algumas tarefas do dia a dia antes difíceis para o portador de Parkinson se tornem mais simples.

Novos tratamentos

Apesar do Parkinson ainda não ter uma cura cientificamente comprovada, estudos em todo o mundo têm sido realizados para descobrir modos de amenizar os sintomas e até mesmo cessar a doença.

Pesquisadores descobriram a ligação da doença de Parkinson com uma proteína desenvolvida não no cérebro, mas no intestino. Ao ser transportada no nosso organismo, essa proteína pode se acumular no cérebro e, assim, danificar as células nervosas responsáveis pelos movimentos e pela fala em poucas semanas. A descoberta pode trazer novos tratamentos à doença.

Além disso, um equipamento criado por cientistas brasileiros tem apresentado resultados muito positivos na redução de sintomas do Parkinson. A tecnologia, que usa laser e sucção nos músculos, foi capaz de diminuir dores musculares, rigidez e tremores em pacientes.

Como participar de testes para cura do Parkinson

Caso você ou alguém que conheça tenha Parkinson e queira participar dos testes desenvolvidos no Brasil para redução dos sintomas e cura do Parkinson, basta se cadastrar na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) pelo telefone (16) 3509-1351 ou pelo e-mail fotodinamica@santacasasaocarlos.com.br.

A unidade está localizada na Santa Casa da Misericórdia. O endereço é: R. Paulino Botelho de Abreu Sampaio, 535 - Jardim Pureza, São Carlos.

Pesquisadores alertam que quanto mais voluntários se candidatarem, mais rapidamente o equipamento para diminuição dos sintomas poderá ser disponível ao público.

Complicações possíveis

A doença de Parkinson é muitas vezes acompanhada por alguns problemas adicionais, que podem ser tratáveis:

Prevenção

Prevenção

Infelizmente não existe ainda como prevenir o aparecimento do Parkinson em pessoas predispostas a esta doença.

No entanto, sabe-se que pessoas com melhor condições físicas, principalmente condicionamento físico, são menos propensas a apresentar a doença e também apresentam melhor evolução.

Além disso, indivíduos com o hábito de tomar café parecem ter menos risco de apresentar o quadro.

Mais sobre Parkinson

Famosos com Parkinson

A doença de Parkinson é uma enfermidade que pode acometer qualquer pessoa, a incluir celebridades. Conheça famosos que foram diagnosticados com Parkinson e como eles conviveram com a doença:

João Paulo II, papa

?O papa João Paulo II chamou a atenção de fiéis e fãs por seus tremores em membros superiores durante suas aparições públicas. A administração do Vaticano finalmente somente confirmou sua doença em 2003, após mantê-la em segredo por 12 anos.

Muhammad Ali, boxeador

Considerado por muitos o melhor boxeador da história, Muhammad Ali passou a apresentar sintomas do Parkinson já na década de 1980. Em 2010 o atleta viajou para Israel para iniciar um possível tratamento com células-tronco.

Michael J. Fox, ator

Ator conhecido pelo filme “De Volta para o Futuro”, Michael J. Fox revelou ter Parkinson em 1998, doença que o acometia desde 1991. A doença serviu de inspiração para sua autobiografia "Lucky Man" ("Homem de Sorte"), ?em que narra seu dia a dia e a defesa de pesquisas de células-tronco como cura para o Parkinson.

Paulo José, ator

Paulo José é um famoso ator, roteirista e diretor brasileiro, premiado por suas atuações em "Todas as mulheres do mundo" e "O Palhaço". Recebeu o diagnóstico de Parkinson em 1991, com 56 anos de idade.

Referências

Egberto Reis Barbosa (CRM-SP 19.843), neurologista, chefe do ambulatório de Parkinsondo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade São paulo (HC-FMUSP)

Henrique Ballalai (CRM-SP 44.250), neurologista, professor afiliado Livre-Docente do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo

Sociedade Brasileira de Neurologia