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Cistos nos ovários X Síndrome do Ovário Policístico: entenda a diferença

A presença de cistos nos ovários nem sempre indica a SOP, doença crônica que atinge cerca de 10% das mulheres na idade reprodutiva

O cisto ovariano é uma coleção de líquido envolta por uma fina membrana no interior de um ou ambos os ovários, podendo representar desde um folículo ovulatório até um tumor ovariano.

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Existem alguns tipos de cistos ovarianos, sendo os mais comuns o cisto folicular e o cisto de corpo lúteo. Ambos são denominados funcionais e fazem parte do processo normal do ciclo ovulatório. Geralmente, eles não provocam sintomas e desaparecem de forma espontânea.

A presença de cistos nos ovários nem sempre indica a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), uma das doenças endócrinas crônicas mais frequentes, que atinge 10% das mulheres na idade reprodutiva. A diferenciação pode ser feita com base nas características clínicas, laboratoriais e de imagem. O principal exame de imagem é a ultrassonografia pélvica realizada por via transvaginal. Neste caso, as principais características para distinguir o cisto no ovário da SOP são o tamanho e o número de cistos.

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Alguns sintomas dos cistos ovarianos são: dor pélvica, inchaço no abdome, sensação de pressão no abdome, aumento de peso, cansaço, dificuldade para engravidar, dor aguda na região lombar ou nas coxas, sensibilidade nas mamas, dor ao evacuar, náuseas e vômitos.

No caso da SOP as manifestações incluem amenorreia (ausência de menstruação por três ciclos consecutivos ou seis meses em mulheres que já apresentaram ciclo normal), oligomenorreia (ciclos menstruais com intervalos maiores que 35 dias), infertilidade, hirsutismo, acne e obesidade.

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Os critérios para o diagnóstico da SOP ainda são motivo de discussão na literatura. De acordo com o consenso de Rotterdam, o diagnóstico de SOP inclui pelo menos dois dos seguintes critérios: amenorreia e/ou oligomenorreia, sinais clínicos e/ou bioquímicos de hiperandrogenismo (principalmente hirsutismo) e/ou ovário policístico à ultrassonografia, excluindo-se outras causas com manifestações clínicas semelhantes.

Esse consenso ainda definiu os ovários policísticos pela presença de 12 ou mais folículos medindo entre 2 e 9 milímetros de diâmetro e/ou aumento do volume ovariano (maior que 10 cm3) ao exame ultrassonográfico.

Vale mencionar que a avaliação por ultrassonografia não deve ser realizada quando a mulher utiliza contraceptivos hormonais, que podem levar a redução ou desaparecimento dos cistos. Nesse caso, a ausência ou o pequeno número de cistos podem induzir ao erro no diagnóstico da SOP.

Ou seja, enquanto a observação de um ou até mesmo de poucos cistos ovarianos não caracteriza por si só a SOP, a sua ausência também não afasta essa possibilidade ? é necessário uma combinação dos critérios já descritos acima.