Urticária crônica espontânea é comum, mas poucos sabem identificá-la | Minha Vida
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Urticária crônica espontânea é comum, mas poucos sabem identificá-la

Evento de conscientização da urticária crônica espontânea teve como objetivo trazer visibilidade para uma condição que afeta muito a qualidade de vida do paciente

Já pensou como deve ser difícil sofrer com uma doença crônica que afeta sua vida de tal forma que realizar tarefas cotidianas, como trabalhar e sair com o amigos, são impossíveis? Imagina então, não saber quais são as causas do seu doença, tendo que esperar 5 ou 10 anos e passar por mais de 8 médicos para receber o diagnóstico da doença. Complicado né? Porém, quem sofre de urticária crônica espontânea (UCE) precisa lidar com todas essas questões e enfrentar um duro tratamento.

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O que é a UCE?

Urticária - foto: Reprodução/Shutterstock
Urticária - foto: Reprodução/Shutterstock

A urticária crônica espontânea é uma doença não contagiosa, caracterizada pela ocorrência diária ou quase diária de urticas (manchas na pele) e angioedema (inchaço rápido) por um período maior do que 6 semanas, sem que estes sejam causados por alimentos, cosméticos, produtos de limpeza ou qualquer outro fator externo.

Embora não seja uma doença conhecida, a urticária crônica afeta 1% da população mundial, sendo que a maior parte dos casos - aproximadamente 66% - são do tipo espontânea. A UCE pode ocorrer em qualquer idade, mas a faixa etária mais afetada é entre 20 e 40 anos.

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De acordo com Solange do Valle, imunologista e chefe do Serviço de Imunologia do HUCFF da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a urticária crônica é mais frequente do que doenças consideradas comuns, como a artrite reumatoide e o Alzheimer.

Evento de conscientização

Cristo Redentor vestiu a camisa para campanha de conscientização da UCE - Divulgação
Cristo Redentor vestiu a camisa para campanha de conscientização da UCE - Divulgação

Para promover a conscientização sobre o tema, a farmacêutica Novartis criou a 1ª campanha de conscientização - Tudo sobre UCE. O evento que aconteceu nesta quinta-feira (05) no Rio de Janeiro, trouxe novos dados sobre a doença, histórias de pessoas que lutam contra a UCE e contou ainda com a presença de celebridades como Eriberto Leão (embaixador da causa), Gabriel O Pensador, Ellen Roche e Flavio Canto.

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Dados sobre a UCE

O Instituto Ipsos, a pedido da farmacêutica Novartis, desenvolveu uma pesquisa para entender o conhecimento da população sobre a UCE. Segundo os resultados, 91% das pessoas desconhecem totalmente a doença. O estudo foi realizado em 72 municípios de todo Brasil e entrevistou 1.200 pessoas.

Um dos índices mais preocupantes da investigação é que as pessoas jovens têm maior desconhecimento da doença, 94% entre a faixa dos 16 e 34 anos nunca ouviu falar da UCE. Isso tem grande impacto, considerado que essa é a faixa etária mais atingida pela condição.

Além disso, é possível notar o desconhecimento da UCE devido ao fato de que a maior parte dos participantes não sabem as causas da doença. Muitos dos entrevistados acreditam que a UCE ocorre por conta do estresse emocional (22%) ou alimentos (18%), sendo que na verdade, trata-se de uma doença autoimune.

Mas afinal, como diagnosticar e tratar a UCE?

Os principais sintomas da urticária crônica espontânea são as manchas vermelhas na pele e a coceira intensa, contudo, a doença é muito mais do que isso. Devido ao estresse e dificuldade para dormir, a UCE causa improdutividade e afeta a qualidade de vida do paciente mais do que aqueles que sofrem de hanseníase, psoríase e vitiligo (outras doenças que causam lesões na pele).

O diagnóstico da UCE é clínico, portanto apenas com os sintomas e histórico médico é possível diagnosticar a doença. No entanto, devido ao desconhecimento da doença, a média para o diagnóstico é de 2 anos, mas algumas podem demorar até 10 anos para descobrirem que sofrem com urticária crônica espontânea. Por esse motivo, muitos paciente acabam desistindo de tentar encontrar uma causa para esse problema.

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Apesar da UCE ser uma doença séria, existe tratamento. O objetivo do tratamento é o controle dos sintomas. Com o tratamento 92% dos pacientes obtém o controle completo dos sintomas, recuperando a qualidade de vida. Além disso, o tratamento está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

"Eu tenho UCE": histórias de quem luta diariamente contra doença

Valéria Rezende demorou 3000 dias para ser diagnosticada com UCE - Divulgação/Youtube
Valéria Rezende demorou 3000 dias para ser diagnosticada com UCE - Divulgação/Youtube

Aos 11 anos, Valéria Rezende começou a apresentar os sintomas de UCE, porém na época achava que estava sofrendo uma reação alérgica e precisou fazer diversas mudanças na alimentação e na maneira como vivia para tentar descobrir o que estava acontecendo, mas sem êxito. Foram 3000 dias, visitas a 8 médicos e muita persistência para que ela finalmente descobrir que sofria com urticária crônica espontânea.

Atualmente, ela faz o tratamento para UCE e conta toda sua luta lá no seu canal do youtube , local onde ela encontrou forças para lidar com a doença.

Patrícia Sarruf, também é uma das milhares de pessoas que sofrem com UCE. Em 2005, os primeiros sintomas da doença apareceram e no pronto-socorro ela foi diagnóstica com urticária. Contudo, ao iniciar o tratamento com corticóides e anti-histamínicos, não teve melhora.

Então, ela fez diversos exames alérgicos, uma biópsia, tomou diversos anti-histamínicos e nada fazia com que os sintomas desaparecessem. Após, realizar exames para reumatismo, ela foi diagnosticada erroneamente com lúpus, e por 6 meses fez o tratamento com Cloroquina e Benzetacil.

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10 anos depois da primeira crise de urticária, Patrícia finalmente foi diagnosticada com UCE, mas ainda não iniciou o processo de tratamento. Além disso, ela criou um blog para contar toda sua trajetória, confira aqui.