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Remédios para ansiedade: os mais usados e opções naturais

Veja não só as classes medicamentosas, mas alimentos e hábitos que ajudam no tratamento

A ansiedade é um problema cada vez mais incidente, hoje quase todo mundo se sente ansioso. E é cada vez mais comum encontrar pessoas que desenvolvem transtornos de ansiedade.

Existem remédios que podem ajudar a controlar os sintomas dessas doenças, reequilibrando a química do cérebro, mas eles devem ser indicados por um psiquiatra. Os mais conhecidos são os ansiolíticos, mas eles não são os únicos. As classes de medicamentos mais usadas são:

Antidepressivos: "o tratamento de escolha para os transtornos ansiosos é feito com certos grupos de antidepressivos, especialmente os que têm uma boa atuação em um neurotransmissor chamado serotonina", explica o psiquiatra Luís Augusto Dias Malta. Eles são sugeridos para tratamentos mais prolongados em razão do seu baixo risco de dependência e pela facilidade em serem retirados de forma lenta e gradual na fase final do tratamento.

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Ansiolíticos: esses medicamentos agem de várias formas a depender do sistema de neurotransmissão que atuam. "Os ansiolíticos tarja preta são usados na fase aguda da doença para alívio dos sintomas físicos da ansiedade, agem no sistema chamado GABA - que reduzem a hiperatividade cerebral a níveis adequados", ensina o psiquiatra Leonardo Maranhão. Mas só funcionam com os sintomas, sem melhorar a causa.

Antipsicóticos: alguns antipsicóticos, como a quetiapina, podem ser usados como paliativos durante os períodos mais críticos dos quadros ansiosos. "Entretanto, tal como os ansiolíticos, eles apenas aliviam sintomas, não tratando a causa", considera Malta.

Tratamentos naturais para a ansiedade

Pacientes já diagnosticados com um transtorno, como o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) ou a síndrome do pânico devem ter mudanças no seu estilo de vida que podem agir como remédios também, reduzindo a ansiedade. O psiquiatra Maranhão indica algumas:

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Controle da jornada de trabalho: "adultos até 50 anos não devem devem trabalhar mais de 40 horas semanais e, acima dessa idade, é recomendado que a jornada seja reduzida para cerca de 25 horas", explica o psiquiatra Maranhão.

Investir em momentos de lazer: Ter momentos que fujam do estresse, como passeios no parque, interação com animais de estimação e viagens são importantes para ter mais qualidade de vida e reduzir a ansiedade.

Prática de atividade física: de acordo com o psiquiatra, é preciso fazer um exercício aeróbico pelo menos três vezes da semana para que haja efeito significativo na redução da ansiedade. A psicóloga Adriana de Araújo ressalta o efeito relaxante dessas atividades, principalmente ao mexerem com a respiração. "Dar um novo foco para o corpo e a mente nos possibilita desenvolver novas formas de relaxamento e serenidade", pondera a especialista.

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Dieta mais natural: Incluir alimentos mais naturais, como frutas, verduras e cereais, ajuda não só a reduzir o número de aditivos químicos no prato. Além disso, os alimentos possuem nutrientes que podem atuar diretamente nos neurotransmissores do cérebro, substâncias que podem desencadear o bem-estar ou a ansiedade. Veja melhor a lista abaixo:

Alimentos que ajudam na ansiedade

Alguns alimentos podem agir como um remédio natural para a ansiedade não patológica, como por exemplo:

Maracujá em suco ou chá: O maracujá tem compostos flavonoides que atuam no sistema nervoso central. "O mecanismo de ação ainda é desconhecido, porém acredita-se que esteja relacionado à inibição da monoamina oxidase e à ativação dos receptores de ácido gama aminobutírico (GABA), cujos níveis em baixa tem correlação com a ansiedade", explica a nutricionista Clarissa Fujiwara.

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Banana: Essa fruta é rica em triptofano, um aminoácido essencial precursor da serotonina, que por sua vez é um neurotransmissor que influencia no humor promovendo a sensação de bem-estar. "A produção e o nível no organismo deste neurotransmissor estão relacionados à ingestão de alimentos fontes de triptofano", considera a nutricionista.

Alface: Esse vegetal possui uma substância calmante chamada de lactucina, que é encontrada na folha e principalmente no talo. Além do consumo in natura, é possível se beneficiar do chá de alface.

Erva de São João: Esse fitoterápico é muito popular no Brasil e possui ativos como hipericina, hiperforina e flavonoides como a rotina e hiperosideo. "Os possíveis mecanismos de ação que relacionam a planta a menor ansiedade são atribuídos à inibição da ação de enzimas responsáveis pela degradação de neurotransmissores como a serotonina e dopamina", considera Clarissa. Mas cuidado: a Erva de São João pode interagir com medicamentos e até anticoncepcionais, portanto deve ser consumida com orientação.

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Erva Kava-kava: Não se sabe ao certo como, mas a kava-kava é capaz de reduzir a atividade do sistema límbico, parte da mente responsável pelas emoções e comportamento social. "Ensaios clínicos utilizando extratos da planta demonstram redução em pontuação de escalas de ansiedade em comparação ao uso de placebo", ressalta a nutricionista Clarissa.

Gingko biloba: Os flavonoides presentes nessa planta são capazes de reduzir a circulação sanguínea e também atuam na ansiedade. "Em estudos com indivíduos apresentando transtorno de ansiedade que receberam doses diárias de extrato de ginkgo biloba, observou-se mudança significativa dos sintomas", explica a especialista.