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Alergia a cosméticos: por que acontece e como evitar?

Vermelhidão, coceira e até inchaços na pele são algumas das reações

Cosméticos compreendem produtos utilizados na pele, no cabelo e nas unhas como cremes, ceras depilatórias, perfumes, maquiagens, xampus, tinturas, esmaltes, entre tantos outros produtos. As reações na pele decorrentes da exposição a algum agente externo (como aos ingredientes contidos nesses itens) recebem o nome de dermatite de contato. As reações causadas por cosméticos podem ser diagnosticadas como:

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Em sua fase aguda, aparecem eczema com vermelhidão, inchaço na pele, pequenas bolhas e coceira. Já na fase subaguda, há presença de secreção e as bolhas se rompem, formando crostas. Na fase crônica, há um aspecto chamado de liquenificação principalmente nas mãos, em que aparecem depressões ou linhas profundas e a pele é muito seca. Quando a pessoa é exposta à luz solar com um determinado produto, pode ocorrer a fotodermatite. Muitas vezes não há como distinguir visualmente os dois tipos de dermatite.

Alergia a cosméticos pode acontecer de repente em algum período da vida; não se nasce com esse problema. Existe, portanto, um grupo de pessoas que reage frente a esses produtos por apresentar uma predisposição, com a participação de um mecanismo imunológico, e não pelas características do produto.

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A dermatite de contato de cosméticos é mais comum em adultos, podendo haver predomínio em mulheres em relação a certos alérgenos, como para- fenilenodiamina (presente em tintura de cabelos), lanolina (presente em xampus, sabões e loções capilares) e perfumes.

Como evitar reações indesejadas na pele?

Algumas regras básicas devem ser respeitadas:

Tratamento

Quando o paciente apresenta lesões ativas, o ideal é inicialmente realizar tratamento com hidratantes adequados, anti-histamínicos e corticosteroides tópicos (na pele) ou imunomoduladores tópicos, tentando afastar o possível agente causador das lesões. Posteriormente, é importante fazer um teste alérgico para tentar identificar quais substâncias contidas nesse produto podem desencadear a reação.

Esse teste é chamado de teste de contato ou patch test e é feito por um alergologista ou dermatologista. O procedimento consiste em colocar substâncias no dorso do indivíduo através de adesivos que contêm 10 substâncias cada um, dentro de contensores de plástico ou alumínio.

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A bateria de testes de contato padrão brasileira é composta por 30 substâncias, mas há outras baterias complementares como só de cosméticos, regional, capilar, de corticosteroides etc. Os adesivos são aplicados e deixados no dorso do paciente por 48 horas, sem poder molhar a região. Após 48 horas, o teste é removido e é realizada uma primeira leitura. A segunda leitura é feita após 96 horas da colocação do teste. No final do processo, se houver uma reação no local com vermelhidão e/ou pequenas bolhas, identifica-se a substância responsável.

Deve-se, então, fornecer ao paciente uma lista com o nome das substâncias e explicar em que tipos de cosméticos podem ser encontradas. Uma vez que o teste se apresente positivo para uma determinada substância, a orientação é evitá-la, pois se houver a insistência em usá-la, a reação pode ser pior a cada exposição.

É importante destacar que os esmaltes provocam reações em face e pescoço e não frequentemente nas unhas. Quando o teste se apresentar positivo para componentes dos esmaltes, a orientação é passar a usar esmaltes hipoalergênicos, isentos de 3/5 ou 7 agentes alergênicos.

Há também maquiagem, tinturas de cabelo e desodorantes hipoalergênicos no mercado, encontrados em lojas de produtos para pessoas alérgicas. Ainda assim, vale o alerta de que, ocasionalmente, reações podem ocorrer - mesmo que o rótulo sinalize que determinado item é hipoalergênico. Em relação a perfumes, é um pouco mais difícil: se houver alergias, o ideal mesmo é não usá-lo.

Os principais responsáveis pelas reações alérgicas nos cosméticos são conservantes (como parabenos, formol ou formaldeído); corantes, fragrâncias (perfume-mix e bálsamo do Peru, por exemplo) e veículos (como a lanolina, presente em xampus, sabões e loções capilares). Há, também, o tolueno - um alérgeno importante para esmalte de unhas.

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A boa notícia é que, com a realização do teste somada à orientação adequada do médico especialista, há como driblar a situação de alergia, fazendo substituições e procurando viver com conforto.