Saliva, fezes: quais secreções podem transmitir coronavírus?

Estudos analisaram quais tipos de secreção corporal, como saliva, lágrimas e fezes, podem transmitir a COVID-19

Conteúdo atualizado em 06/11/2020

Estudos sobre o novo coronavírus (SARS-CoV-2) estão sendo realizados a todo instante ao redor do mundo. Além de buscarem a cura da doença, cientistas procuram entender melhor a ação e o desenvolvimento do vírus, assim como seus diferentes meios de transmissão.

Apesar de outras possíveis formas de contágio da COVID-19 ainda estarem em análise, o principal meio de transmissão da doença segue ocorrendo através de gotículas respiratórias emitidas pela boca e nariz, que podem ser passadas por meio do contato direto entre pessoas. Algumas situações comuns são:

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O médico infectologista Matheus Todt explica que essas secreções (como saliva, muco e catarro) podem ser ejetadas até 2 metros de distância, contaminando mãos, utensílios e superfícies.

"O contato dessas secreções com as mucosas dos olhos, nariz e boca levam à infecção do paciente. Apesar de já terem sido isoladas partículas virais em outras secreções, como fezes, não há comprovação que sejam infectantes", acrescenta o especialista.

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Outros meios de transmissão

Lágrimas

Um estudo publicado pela Academia Americana de Oftalmologia (AAO), dos Estados Unidos, relatou que as chances de transmissão do novo coronavírus através das lágrimas é baixa. Cientistas analisaram 17 pacientes que estavam com a COVID-19, mas nenhum indício relevante do vírus foi encontrado nas secreções oculares.

Porém, apesar do risco menor, ainda é possível que ocorra a contaminação pelo contato direto das mãos não higienizadas com os olhos, assim como a projeção de gotículas respiratórias que podem entrar em contato com o globo ocular - como é o caso da saliva.

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Fezes

Já uma análise divulgada no site JAMA demonstrou que existe um potencial de infecção pela COVID-19 através das fezes. Os cientistas analisaram o excremento de pacientes infectados que apresentaram sintomas como náusea e diarreia, concluindo que há, sim, traços do novo coronavírus nos resíduos.

Uma nova pesquisa realizada pela Universidade de Hong Kong, na China, apontou que aerossóis gerados na descarga do vaso sanitário de uma família contaminada foram responsáveis por contagiar outros moradores do mesmo prédio. Entretanto, os cientistas afirmam que o resultado do estudo é circunstancial, já que a pesquisa não foi feita de forma controlada e em maior escala.

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Assim, ainda não é possível concluir se a carga viral encontrada nas fezes é suficiente para causar a contaminação de outras pessoas. De qualquer forma, especialistas afirmam que medidas de prevenção e higiene devem ser tomadas ao dividir o banheiro com pacientes infectados, como limpar as superfícies com álcool 70% ou água e sabão.

Sangue

De acordo com a Junta Britânica de Transfusão de Sangue, não há evidências de que o coronavírus possa ser transmitido através do sangue de uma pessoa contaminada. Logo, as medidas tomadas são apenas preventivas, permitindo que infectados pela COVID-19 no Brasil façam doações de sangue 90 dias após apresentarem melhora nos sintomas.

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Como se prevenir do coronavírus

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os cuidados mais recomendados para se proteger contra o novo coronavírus são:

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