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Reinfecção por COVID-19: o que se sabe até o momento

A confirmação de novos casos de reinfecção da doença gera alerta sobre a importância dos meios de prevenção

Estudos sobre os efeitos e impactos do novo coronavírus seguem sendo feitos em grandes quantidades. Apesar de algumas informações ainda serem limitadas, o surgimento de novas descobertas traz uma maior compreensão e alerta a respeito de medidas de segurança que devem ser tomadas para conter a pandemia.

A possibilidade de reinfecção se tornou um dos principais tópicos analisados recentemente. O primeiro caso confirmado no Brasil ocorreu no dia 09 de dezembro, quando uma paciente do Rio Grande do Norte testou positivo para a COVID-19 quatro meses após ter tido o primeiro diagnóstico da doença.

Com isso, o Ministério da Saúde estabeleceu um protocolo de segurança que servirá como base para a realização de futuros diagnósticos que confirmem uma nova contaminação em pacientes que já apresentaram quadro de coronavírus anteriormente.

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Como ocorre a reinfecção

Embora as pesquisas sobre a reinfecção ainda estejam em fase de análise no mundo todo, cientistas já utilizam alguns critérios para realizar o diagnóstico de uma nova infecção. De acordo com o Ministério da Saúde, novos casos só podem ser confirmados após a aplicação do teste RT-PCR em tempo real para o vírus SARS-CoV-2, feitos num intervalo de tempo igual ou superior a 90 dias desde a primeira infecção.

"Os estudos mais recentes na literatura sugerem que os dias de apresentação entre duas reinfecções variam muito, um período entre 48-120 dias entre dois episódios de sintomas característicos de infecção por SARS-Cov-2. Além disso, a reinfecção é confirmada com o sequenciamento do genoma viral, que nos mostra se a pessoa foi infectada com vírus diferentes", explica André Báfica, médico e pesquisador do projeto Equipe Halo, iniciativa da ONU que reúne cientistas de diversas partes do mundo com o objetivo de estudar a COVID-19.

O especialista explica que é preciso considerar que o PCR tenha apontado negativo nos dias entre os diferentes episódios de infecção. Dessa forma, é possível confirmar que houve a reinfecção e não a recaída do primeiro quadro de coronavírus apresentado. "Portanto, um período de três meses aumenta as chances de triar para casos de reinfecção, para que estudos mais específicos com o sequenciamento do genoma viral possam ser realizados", conta André.

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Reinfecção x Imunização

Com a confirmação de novos casos de reinfecção, muitas pessoas questionaram os impactos que essa situação pode promover com a chegada da vacina. Entretanto, André Báfica explica que há uma série de coleta de dados e análises que ainda devem ser feitas para entender as consequências da COVID-19.

"Vírus podem escapar do sistema imune e, na natureza, estão fazendo isso o tempo todo. Se SARS-Cov-2 sofrer mutações a ponto de modificar o seu genoma e certas proteínas, isso poderia influenciar negativamente a imunização. Felizmente, até o presente momento, não há evidências de que a reinfecção reportada aconteça por uma nova variante de SARS-Cov-2 que apareceu devido a mecanismos de escape do sistema imune. Ou seja, a vacinação em larga escala deve dar conta dos vírus que estão circulando neste momento", conta o pesquisador.

O que fazer ao suspeitar de reinfecção?

As novas diretrizes do Ministério da Saúde passaram a recomendar que qualquer pessoa com suspeita de infecção por coronavírus busque auxílio imediato. Logo, mesmo que o quadro ocorra pela primeira ou segunda vez, é indicado que se siga os protocolos estabelecidos pelas secretarias de saúde de cada cidade.

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Os principais sintomas provocados pelo novo coronavírus são:

Como se prevenir do coronavírus

A possibilidade de se contaminar com o coronavírus mais de uma vez reforça a importância de seguir as orientações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar o aumento da disseminação da doença. Algumas das medidas preventivas mais recomendadas são:

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