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Luz verde diminui sintomas de enxaqueca em 20%, diz estudo

Pesquisadores utilizaram diferentes cores de luz para entender qual traria menos malefícios

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Um estudo realizado por pesquisadores da Harvard Medical School, nos Estados Unidos, constatou que pacientes com enxaqueca possuem uma melhora nos sintomas quando expostos à luz verde. A pesquisa foi publicada na revista científica "Brain".

Segundo o Dr. Rami Burstein, principal autor do estudo, apesar de a fotofobia não ser tão incapacitante quanto a dor de cabeça, a intolerância à luz pode ser. "Mais de 80% das crises de enxaqueca estão associadas e podem ser agravadas pela sensibilidade à luz, levando muitos pacientes com enxaqueca a procurarem o conforto da escuridão e isolarem-se do trabalho, da família e das atividades cotidianas", relatou.

Há cinco anos, Burstein e sua equipe realizaram uma descoberta de que a luz azul causa dor em pacientes cegos com enxaqueca, levando à ideia de que, bloqueando a luz azul, a dor pudesse ser atenuada. Tais resultados incentivaram a equipe a estudar o efeito de diferentes cores de luz em pessoas sem deficiência visual.

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Neste estudo, os pesquisadores expuseram os pacientes a diferentes cores de faixas luminosas. Os participantes relataram que as cores branca, azul, amarelo e vermelho pioravam suas dores, enquanto a faixa de luz verde reduzia os sintomas em 20%. Apenas 41 dos 69 participantes completaram o estudo.

Para entender os motivos de a luz verde provocar menos dores, a equipe de pesquisadores desenvolveu um outro experimento para medir a magnitude dos sinais elétricos gerados pela retina e o córtex de tais pacientes mediante a resposta a cada cor. Assim, foi constatado que as luzes vermelhas e azuis geravam uma maior intensidade de sinais na retina e no córtex e que a luz verde gerava sinais mais fracos.

Após estes resultados, os pesquisadores aplicaram uma técnica desenvolvida por Rodrigo Noseda, também professor de Harvard, usando modelos animais para estudar os neurônios do tálamo, área cerebral responsável pela transmissão de informações luminosas do olho para o córtex, detectando que tais neurônios possuem maior sensibilidade à luz azul do que à luz verde.

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Burstein está agora trabalhando no desenvolvimento de uma lâmpada que emita "luz verde pura" e de baixa intensidade, assim como óculos de sol acessíveis que filtrem a cor verde.