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Ar-condicionado pode atrapalhar desempenho das mulheres no trabalho, diz estudo

O estudo pode alertar empresas para não deixarem a temperatura ambiente desagradável

A temperatura do ar-condicionado costuma ser um tema de fervorosas discussões em ambientes de trabalho. Alguns sentem muito calor, já outros congelam de tanto frio. Uma nova pesquisa realizada por cientistas dos Estados Unidos e da Alemanha descobriu que ambientes quentes melhoram o desempenho do cérebro feminino. O estudo foi publicado no periódico Plos One.

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O estudo reuniu 543 estudantes em Berlim, na Alemanha, e os cientistas passaram 3 tipos de tarefas que envolviam matemática, texto e reflexão cognitiva. Enquanto isso, a temperatura foi ajustada entre 61 e 91 Fahrenheit.

Os homens e as mulheres foram afetados pela temperatura ao realizarem atividades matemáticas e verbais, já no teste de reflexão cognitiva não houve impacto.

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Os resultados mostraram que as mulheres realizaram melhor as atividades quando estavam em temperaturas mais quentes. "O que descobrimos não é apenas se você se sente confortável ou não, mas seu desempenho em coisas que importam - em matemática e dimensões verbais, e o quanto você tenta - é afetado pela temperatura", afirmou Tom Chang, um dos autores do estudo.

Chang acredita que o estudo pode servir para que as empresas fiquem mais atentas a temperaturas frias do ambiente, pois pode tornar o local desagradável.

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Em um outro estudo da Universidade de Maastricht, na Holanda, realizado em 2016, também indicou que o ar condicionado do ambiente de trabalho é muito frio para mulheres. Isso porque, a grande parte das empresas costuma seguir um padrão baseado na taxa metabólica em repouso de um homem de 40 anos e com aproximadamente 70kg.

Esse fator é responsável por gerar tanto desconforto em muitas mulheres e homens que não se encaixem nesse padrão físico. Os pesquisadores ressaltam ainda que é necessário estabelecer novos perfis de aquecimento e refrigeração, levando em conta o sexo, a idade e o perfil corporal dos funcionários, visto que esse padrão usado atualmente foi estabelecido em 1960.

E não para por aí: os cientistas encontram ainda indícios de que os funcionários são mais passíveis de erro quando trabalham em condições muito frias. O aumento da temperatura de 20ºC para 25ºC evitou 44% dos erros de digitação e elevou para 150% a taxa de produtividade.