Maria perguntou:

Qual a diferença entre a depressão, é a esquizofrenia.?

  • Respondido em 01/06/2017
    Carlos César Petruy Psicologia - CRP 08/15211/PR
    Olá,

    Os sintomas apresentados são bem distintos, mas ambas precisam ser avaliadas por um profissional da área da saúde para um diagnóstico bem fundamentado a fim de que se possa encaminhar para um tratamento adequado dependendo o caso.

    Os sintomas da depressão não são apenas psicológicos, são também físicos.
    A depressão é uma doença que gera sintomas como choro fácil, falta de energia e alterações no peso por exemplo, podendo ser difícil de ser identificada pelo paciente, porque os sintomas podem estar presentes noutras doenças ou serem apenas sinais de tristeza sem se tratar de uma doença com necessidade de tratamento específico.
    Porém, a depressão provoca sintomas que estão presente por mais de 2 semanas e é uma doença que no caso de não se fazer tratamento vai piorando, podendo em casos graves, levar ao suicídio, etc.

    Na esquizofrenia envolvem alterações específicas do pensamento, da percepção sensorial, do comportamento e do afeto. Um ou mais destes sintomas podem estar presentes em uma pessoa com esquizofrenia. No entanto é importante ressaltar que outras doenças também podem apresentar alguns destes sintomas e um diagnóstico final só poderá ser feito por um profissional habilitado: os transtornos do pensamento envolvem delírios e alucinações
    Distúrbios formais dos pensamentos saltam de um tópico a outro, às vezes sem conexão aparente. A pessoa pode criar palavras novas, substituir palavras por sons, rimas e repetir sílabas;
    Alterações no comportamento apresentam-se como diminuição de iniciativa, transtornos motores e alterações no comportamento social. A pessoa pode ficar parada por um longo período de tempo ou se engajar numa atividade repetitiva e aparentemente sem finalidade. Os extremos podem incluir o estupor catatônico;
    Alterações no afeto com a diminuição da resposta emocional já foi considerada um sintoma característico da esquizofrenia.


    Atenciosamente,

    Psicólogo Carlos César

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  • Respondido em 02/06/2017
    Dirk Belau Psicologia e Psicanálise - CRP 06/117170/SP
    Olá,

    só posso adivinhar o motivo da sua pergunta, mas dele depende a resposta. Imagino que você quer saber se uma pessoa (você) que se sente deprimida arrisca ser diagnosticada como esquizofrênica também. No entanto, se você quer saber se a esquizofrenia inclui a depressão, a resposta é simples: sim, pode incluir, ou não, pois a esquizofrenia tem vários tipos.

    Tanto a depressão como a esquizofrenia são condições mentais onde falta o sentimento de apoio pelo mundo, pelas outras pessoas, principalmente pela família, já na idade infantil.

    No caso da depressão, a pessoa se torna contra si mesma e se acha, além de abandonada, também culpada ainda que talvez inconscientemente.

    No caso da esquizofrenia, a pessoa desenvolveu uma forte reação ativa, normalmente sem se dar conta, no sentido de um comportamento que a distancia das outras pessoas internamente. É uma reação de revolta para assim dizer. A pessoa pode imaginar vozes e imagens, normalmente tais que a perseguem, ela pode falar de convicções sem plausibilidade para os outros (ilusões, halucinações), parar de se mexer corporalmente, mas também pode se recluir em si mesma, ficando calma demais, com pouca atenção para outras pessoas nem para objetos e situações. Esta última versão do comportamento esquizofrênico parece bastante à depressão, só que esta costuma passar em episódios enquanto a depressão esquizofrênica pode ficar.

    A fobia social pertence à síndrome da ansiedade. Ela é um exemplo forte da reação da pessoa às experiências negativas com relações humanas, provavelmente vividas na infância. A pessoa com fobia social tem medo de ser reprovada, criticada. Assim, ela evita o contato. A depressão tanto como as fantasias de perseguição na esquizofrenia são apenas outras formas de expressar a fobia social.

    Resumindo, pouco adianta querer identificar certos sintomas, pois os chamados "transtornos" mentais podem parecer de uma ou de outra forma, podem ser semelhantes ou parecer um o contrário do outro. A mente humana funciona assim: sofrimentos podem gerar ou a submissão ou a revolta ("reação") ou ainda alternadamente uma e outra, as vezes até mistas, combinadas ao mesmo tempo.

    Alerto que a psiquiatria comum somente vê os sintomas, mesmo contraditórios entre si, e procura dar nomes a certos conjuntos de sintomas, ou seja, aparências, pois quase nada sabemos do que realmente acontece no cérebro das pessoas. São processos que ainda não sabemos pesquisar, salvo alguns deles, muito simples e crus.

    Sendo assim, os remédios que a psiquiatria prescreve, sobretudo são calmantes, pois até a depressão é um estado de excitação. Parece de inércia, pois a mente procura tampar a excitação devido à dor mental e ao medo que vem com ela.

    Assim, para viver seja a depressão seja a esquizofrenia, é importante entender o sentido que fazem na vida da pessoa. Para melhorar a vida, a pessoa deveria desenvolver este entendimento e assim chegar a mudar ativamente. Para esta tarefa pode-se usar o diálogo com o profissional da psicoterapia da linha humanista ou da psicanálise, enfim, qualquer tipo de psicoterapia trabalhando com o diálogo e com o sentido que fazem as experiências da pessoa e o comportamento dela.

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