Isabelle e mais 2 pessoas perguntaram:

Como ajudar o parceiro que está com síndrome do pânico?

  • Respondido em 11/07/2014
    Dra. Evelyn Vinocur Psiquiatria - CRM 303514/RJ
    especialista minha vida
    Olá,

    É comum que a família entenda os ataques de pânico como fraqueza moral e falta de personalidade:
    - “Eu também não gosto de trânsito, mas eu vou trabalhar todos os dias”.

    Por isso, a importância da conscientização da família. Grupos de autoajuda, livros sobre o assunto ou mesmo a internet podem ser úteis para que os familiares entendam a natureza da doença.

    Por outro lado, o excesso de compreensão pode favorecer a esquiva fóbica, e a pessoa não sai mais de casa nem para ir à padaria.
    Na verdade, a agorafobia = medo de sair de casa e passar mal e não ter como sair desta situação, cresce com os bons cuidados.

    Portanto, a família deve incentivar as atividades da pessoa com pânico, dizendo coisas do tipo:
    - “Eu sei que você não se sente bem, mas é importante continuar indo à escola”,
    Ou:
    - “Se você conseguisse ir ao clube, ir trabalhar e não pedisse demissão, seria melhor para a sua autoestima” são estímulos importantes aos pacientes.

    Para doenças crônicas como pânico que muitas vezes a pessoa carrega pela vida afora, o pior é ficar em casa. O certo é levar vida o mais normal possível apesar das dificuldades.

    *** Observação:
    Cuidado para que a família não piore ainda mais a chamada SÍNDROME DA DESMORALIZAÇÃO, que começa com uma longa jornada a médicos de todas as especialidades, ouvindo deles sempre a mesma coisa: “isso é psicológico”. Os portadores estão sujeitos a comentários infelizes como “isso não é nada”, “isso passa”, “isso é frescura”, “porque não tira uma semana de descanso”. Ele fica desacreditado pela família, ninguém acredita nas suas crises, principalmente se ele já passou por vários médicos que nada encontraram.


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