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Filariose (Elefantíase): o que é, sintomas e tratamento

Visão Geral

O que é Filariose?

A filariose, também chamada de filariose linfática ou elefantíase, é uma doença parasitária crônica causada por vermes nematóides (as filárias). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 36 milhões de pessoas infectadas com a doença estejam em tratamento no mundo inteiro.

Causas

Ciclo da filariose

O parasita responsável pela doença humana é o nematóide Wuchereria bancrofti, que tem como vetor o mosquito Culex quinquefasciatus (conhecido como pernilongo, muriçoca ou mosquito-palha). Após a picada, as larvas da filária percorrem o organismo e se desenvolvem nos linfonodos (gânglios) até a sua fase adulta, o que pode levar anos, manifestando uma série de alterações no sistema humano.

Transmissão

O ser humano é a fonte primária de infecção, pois o parasita é transmitido de pessoa a pessoa por meio da picada do mosquito. Atualmente, há um grande foco na erradicação da doença, fazendo com que pessoas que moram em áreas de risco participem de programas de quimioterapia preventiva, para que a transmissão seja contida.

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Foto: Getty Images/franck metois
Foto: Getty Images/franck metois

Sintomas

Sintomas de Filariose

De acordo com Ligia Brito, infectologista e clínica geral do Hospital Edmundo Vasconcelos, os sintomas da fase aguda de elefantíase podem ser confundidos com uma virose, surgindo entre uma semana e um mês após a picada do mosquito. Já os indícios da fase crônica demoram de meses a anos para serem percebidos.

Sintomas da fase aguda

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Sintomas da fase crônica

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Filariose

O tratamento é feito com o uso de medicamentos, de acordo com as manifestações clínicas resultantes da infecção pelos vermes adultos, dependendo também do tipo e grau de lesão que as larvas provocaram e suas consequências clínicas. Em alguns pacientes, é necessária a realização de cirurgias para a desobstrução dos vasos linfáticos.

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De acordo com o médico angiologista Bruno Lima Naves, alguns métodos utilizados no tratamento são:

Filariose tem cura?

De acordo com a médica Ligia Brito, a cura da filariose só é possível quando tratada no início. “Como o diagnóstico neste período é difícil, a doença acaba se tornando crônica e o tratamento é feito com o objetivo de matar o verme e impedir a progressão da obstrução dos vasos linfáticos”, explica a especialista.

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Medicamentos para Filariose

Os medicamentos mais usados para o tratamento de filariose são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

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Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Diagnóstico de Filariose

Na fase aguda, o diagnóstico é feito de forma clínica. Ligia Brito explica que, no início da infecção, a identificação da filariose é mais difícil, por apresentar sinais parecidos com outras doenças mais comuns.

“Mas com a suspeita, que pode surgir após o relato de passagem em localidades endêmicas no Brasil, como Recife e cidades próximas, solicita-se um exame de sangue capaz de identificar a presença da larva”, conta a médica.

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Já na fase crônica, quando as larvas se desenvolveram para a fase adulta, o diagnóstico é facilitado devido aos sintomas mais perceptíveis, como a obstrução dos vasos linfáticos, que causa o inchaço das pernas, por exemplo.

Alguns exames solicitados são:

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Complicações possíveis

A obstrução dos vasos linfáticos pode acarretar uma série de complicações, como o inchaço das pernas (uma ou mesmo as duas), dos testículos, das mamas e, em casos mais graves, baço e coração. Dependendo do nível de avanço da doença, a filariose pode causar a incapacitação total do paciente.

Prevenção

A melhor forma de se prevenir da filariose é evitar a exposição prolongada aos mosquitos da espécie Culex quinquefasciatus nos locais onde ainda ocorre a transmissão. No Brasil, estes locais estão restritos a bairros periféricos dos municípios de Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista (todos da Região Metropolitana de Recife).

Flávio Alves Barradas, médico de família, explica algumas medidas que podem ser tomadas para se prevenir da elefantíase:

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Referências

Ligia Brito, médica infectologista e clínico-geral do Hospital Edmundo Vasconcelos, CRM 98099

Flávio Alves Barradas, médico de família e comunidade, CRM 52755621/RJ

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Bruno Lima Naves, médico angiologista, CRM 13800/MG

Ministério da Saúde

Organização Mundial da Saúde