PUBLICIDADE

Melanoma: o que é, sintomas, causa, como tratar e se tem cura

Visão Geral

O que é Melanoma?

O melanoma é um tipo de tumor maligno originário dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina (proteína que dá cor à pele, olhos e cabelos), e pode ocorrer em qualquer parte da pele, além do trato gastrointestinal, das membranas mucosas e dos genitais.

Ele é considerado o tipo mais grave de câncer de pele, que tem a capacidade de invadir qualquer órgão do corpo, criando metástases, inclusive no cérebro e no coração. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados mais de 6 mil novos casos de melanoma por ano.

Geralmente, a doença é caracterizada por lesões pigmentadas, amarronzadas ou pretas, com bordas irregulares e mais de uma cor. Por isso, muitas vezes, o melanoma é confundido com uma pinta (nova ou antiga). Entretanto, também existe o melanoma amelanótico, que não possui coloração escura.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Causas

Normalmente, as células da pele se desenvolvem de maneira controlada e ordenada - novas células saudáveis empurram as células mais velhas para a superfície da pele, onde morrem e, eventualmente, saem do corpo. No entanto, algumas células se desenvolvem com danos no DNA e podem começar a crescer fora de controle - podendo formar uma massa de células cancerosas.

Ainda não está claro, exatamente, como os danos ao DNA das células da pele podem causar o melanoma. É provável que uma combinação de fatores ambientais e genéticos (decorrentes de uma mutação de herança familiar) provoque o melanoma.

A maioria dos especialistas concordam que o principal fator de risco para o surgimento do melanoma é a superexposição à luz solar, especialmente nos casos de queimaduras solares ocorridas na juventude e em pessoas que passam muito tempo debaixo do Sol.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Os médicos acreditam também que a exposição à radiação ultravioleta (UV), geralmente presente em câmaras de bronzeamento, aumenta o risco de melanoma, tendo sido designada como cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fatores de risco

Exposição solar

A exposição à radiação ultravioleta (UV) solar desempenha um papel importante no desenvolvimento do câncer de pele. Pessoas que tomaram muito Sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para melanoma.

Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco de ela ter um câncer de pele.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Pessoas que usam camas de bronzeamento, salões de bronzeamento ou lâmpadas solares também têm maior risco de desenvolver todos os tipos de câncer de pele.

Histórico familiar

O melanoma é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares da doença. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco, o rastreamento com o dermatologista deve ser mais intenso.

Pessoas com doenças genéticas hereditárias específicas, incluindo xeroderma pigmentoso, retinoblastoma, síndrome de Li-Fraumeni, síndrome de Werner e certas síndromes hereditárias de câncer de mama e ovário, têm um risco aumentado de desenvolver melanoma.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Histórico pessoal

Pessoas que já tiveram um câncer de pele ou uma lesão pré-cancerosa anteriormente têm mais chances de sofrer com o melanoma. Caso a pessoa já tenha sido tratada para um determinado tipo de câncer de pele e ele retorne, o processo é chamado de recidiva.

Características da pele

Geralmente, indivíduos que possuem muitos sinais ou sinais incomuns na pele, chamados nevos displásicos (manchas grandes de cor e formato irregulares) ou sinais atípicos, têm um risco maior de desenvolver melanoma.

O risco de melanoma também pode ser maior em pessoas com a pele clara, cabelos loiros ou ruivos, olhos azuis e sardas. Esse risco também é maior para pessoas cuja pele tem tendência a queimar em vez de bronzear.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Sistema imunológico enfraquecido

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de câncer de pele. Isso inclui as pessoas que têm leucemia ou linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico, ou então aqueles que foram submetidos a transplante de órgãos.

Tipos

Há diversos tipos clínicos de melanoma, no entanto, os principais são:

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Sintomas

Sintomas de Melanoma

O melanoma pode ocorrer na pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. As áreas mais comuns são o dorso para os homens e os braços e pernas para as mulheres. Os primeiros sintomas de melanoma são frequentemente:

Saiba mais: 5 passos simples para identificar um melanoma

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Os sintomas de um melanoma metastático podem ser vagos e incluir ainda sinais como nódulos linfáticos inchados, especialmente nas axilas ou virilha, e uma protuberância incolor ou espessamento sob a pele.

Como identificar um melanoma

É importante procurar um médico sempre que notar uma nova lesão na pele ou quando uma lesão antiga tiver algum tipo de modificação. Existe uma regra didática para os pacientes, chamada ABCDE, cujo objetivo é reconhecer um câncer de pele em seu estágio inicial:

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Há ainda outras características que podem ser notadas e indicadas ao especialista, como:

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

O sinal de aviso mais importante para o melanoma é uma mudança no tamanho, forma, cor ou pele ao redor de uma pinta ou marca de nascença. Em geral, os especialistas habilitados a fazer o diagnóstico e tratamento de um melanoma são os médicos dermatologistas, oncologistas e cirurgiões de cabeça e pescoço.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Diagnóstico de Melanoma

O diagnóstico é feito através da avaliação clínica e de um exame anátomo patológico (biópsia) do tecido suspeito. O médico também pode verificar os nódulos linfáticos para ver se eles são maiores do que o normal. Entre os exames que podem ser pedidos para o diagnóstico de câncer de pele, estão:

Dermatoscopia

A dermatoscopia é um exame complementar importante para o diagnóstico de melanoma. No exame manual, o dermatologista olha as pintas que têm relevância com o próprio dermatoscópio e avalia naquele momento o risco de cada lesão.

Já a dermatoscopia digital permite a análise de uma fotografia ampliada das pintas na pele, para que o profissional possa identificar lesões de risco muito além do olho nu.

No mapeamento digital da pele, há o registro das fotos do corpo todo e a documentação das lesões, para que os resultados possam ser acompanhados com o passar do tempo. Isso aumenta a sensibilidade de identificação de novas lesões ou mudanças importantes.

Microscopia confocal

A microscopia confocal é um método de diagnóstico por imagem não invasivo, que permite a avaliação das camadas da pele em um tecido ainda vivo e a observação de lesões alteradas.

O exame é feito com um laser de diodo que serve como fonte de luz, tornando possível a visualização de detalhes da estrutura celular da pele, com resolução próxima a de um exame microscópico, sem que seja necessário causar dano ao tecido.

Biópsia

Todo tecido coletado para biópsia é enviado para uma avaliação histológica - é isso que irá dizer se aquele tecido é mesmo canceroso, qual o tipo de câncer de pele, qual seu grau de malignidade e outras informações importantes.

O exame histopatológico da pele com tumor e suas classificações são de grande importância para os pacientes, pois é o que faz a confirmação final do câncer. No caso do melanoma, a biópsia é o único modo de se obter um diagnóstico definitivo de câncer.

Exames de imagem

Os exames de imagem são usados para ver se o câncer se espalhou para outras partes do corpo, como os pulmões, cérebro ou fígado. Estes testes incluem a tomografia de emissão (PET), tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (MRI).

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Melanoma

O tratamento do melanoma depende do tamanho e estágio do câncer, além das condições de saúde e preferências pessoais do paciente. Em geral, as terapias envolvem os seguintes procedimentos:

Melanomas em estágio inicial

O tratamento para o melanoma em estágio inicial geralmente inclui cirurgia para remover o tumor. O melanoma muito fino pode ser removido totalmente durante a biópsia e não necessitar de tratamento adicional.

O cirurgião irá remover o cancro, bem como uma margem de pele normal e de uma camada de tecido normal por baixo da pele. Para as pessoas com melanomas em estágio inicial, este pode ser o único tratamento necessário.

Melanomas avançados

Se o melanoma se espalhou para além da pele, as opções de tratamento podem incluir:

Prevenção

Prevenção

Diferentes fatores podem causar diferentes tipos de câncer. Dessa forma, as causas, fatores de risco e prevenção continuam sendo estudados por pesquisadores e médicos. Contudo, ainda que não exista uma maneira comprovada de prevenir completamente o melanoma, é possível diminuir o risco adotando uma série de hábitos e cuidados, como:

Protetor solar

Usar diariamente um filtro solar FPS 30, no mínimo, é fundamental não apenas para evitar queimaduras causadas pelo Sol, mas também para evitar eventuais problemas na pele, como envelhecimento precoce e ressecamento.

O indicado é reaplicar o protetor solar, pelo menos, mais duas vezes ao dia e esperar cerca de 30 minutos após a aplicação para se expor ao Sol novamente.

Horário de exposição ao sol

Procure evitar os momentos de maior insolação do dia (entre 10h e 16h) e fique na sombra o máximo que puder. Além do protetor solar, use protetores físicos, como chapéus e camisetas.

O Sol emite vários tipos de radiação, sendo os tipos UVA e UVB os mais conhecidos. Os raios UVB são os mais prejudiciais, responsáveis pela pele avermelhada, que fica ardendo, e sua concentração é maior nos horários centrais do dia, quando o Sol está mais forte. Já os raios UVA são aqueles que deixam a pele bronzeada e oferecem menos risco.

Conheça sua pele

Examinar sua pele periodicamente é uma maneira simples e fácil de detectar precocemente o câncer de pele. Com a ajuda de um espelho, o paciente pode enxergar áreas que raramente consegue visualizar.

É importante observar se há manchas que coçam, descamam ou sangram e que não conseguem cicatrizar, além de perceber se há pintas que mudam de tamanho, forma ou cor. O diagnóstico precoce é muito importante, já que a maioria dos casos detectados no início apresentam bons índices de cura.

Vá ao dermatologista

É importante que as pessoas com fatores de risco sejam acompanhadas por um dermatologista. Nessas situações, pode ser que o especialista receite uma suplementação de vitamina D para evitar a deficiência do nutriente e conseguir manter o paciente o mais longe possível do Sol.

Para pacientes que já sofreram com câncer de pele e foram tratados, é ainda mais importante o acompanhamento médico. O dermatologista irá acompanhar o local de onde o câncer foi retirado, principalmente a pele no entorno, e cuidar para que o tumor tenha sido completamente removido e tratado.

Referências

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Instituto Nacional do Câncer (INCA)

Fabiana Seidl (CRM RJ 52 87852-9) - Dermatologista, com residência médica em clínica médica pela UERJ e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.