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Melanoma: o que é, sintomas, causa, como tratar e se tem cura

Visão Geral

O que é Melanoma?

O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais.

Considerado m dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive no cérebro e coração. Portanto, trata-se de um câncer com grande letalidade.

Câncer de pele

Há diversos tipos clínicos de melanoma, como o melanoma nodular, melanoma lentigioso acral, melanoma maligno disseminado e melanoma maligno lentigo.O melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos de câncer de pele.

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Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas do órgão, apesar de ser o mais grave. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados mais de 6 mil novos casos de melanoma por ano.

Causas

O melanoma ocorre quando existe um descompasso na produção de melanina (melanócitos). Normalmente, as células da pele se desenvolvem de maneira controlada e ordenada - novas células saudáveis empurram as células mais velhas para a superfície da pele, onde morrem e, eventualmente, caem.

Normalmente, as células da pele se desenvolvem de maneira controlada e ordenada - novas células saudáveis empurram as células mais velhas para a superfície da pele, onde morrem e, eventualmente, caem.

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Mas algumas células se desenvolvem com danos no DNA e podem começar a crescer fora de controle - e, eventualmente, formar uma massa de células cancerosas.

Ainda não está claro, exatamente, como os danos ao DNA das células da pele podem causar o melanoma.

É provável que uma combinação de fatores ambientais e genéticos provoque o melanoma.

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Raios UV e melanoma

Os médicos acreditam que a exposição à radiação ultravioleta (UV) do sol e de câmaras de bronzeamento é a principal causa de melanoma.

A luz UV não causa todos os melanomas, especialmente aqueles que ocorrem em lugares em seu corpo que não recebem a exposição à luz solar. Isso indica que outros fatores podem contribuir para o risco de melanoma.

Tipos

Existem quatro tipos principais de melanoma:

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Melanoma extensivo superficial

É o tipo mais comum. O melanoma extensivo superficial geralmente é plano e irregular, quanto ao formato e à cor, e ocorre em tons diferentes de preto e marrom. Ele pode se manifestar em qualquer idade ou região do corpo e é mais comum em pessoas de pele branca.

Melanoma nodular geralmente

Geralmente, começa como uma área elevada de cor preta azulada ou vermelha azulada. Entretanto, alguns melanomas não apresentam cor alguma.

Melanoma lentigo maligno

Normalmente, ocorre em idosos. O melanoma lentigo maligno é mais comum em peles danificadas pelo sol na região do rosto, do pescoço e dos braços. As áreas de pele anormal geralmente são grandes, planas e têm aspecto bronzeado com áreas marrons.

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Melanoma lentiginoso acral

É a forma menos comum de melanoma. Ele geralmente ocorre nas palmas, solas ou embaixo das unhas e é mais comum em afroamericanos.

Fatores de risco

Exposição solar

Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para melanoma. Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco de ela ter um câncer de pele.

Viver perto da Linha do Equador ou em maior altitude também aumenta o risco, uma vez que os raios do sol são mais diretos. Além disso, pessoas que moram em grandes altitudes estão mais expostas a radiação UV.

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Idade e sexo

O melanoma incide preferencialmente na idade adulta, a partir dos 50 anos, uma vez que quanto mais avançada a idade maior é o tempo de exposição solar daquela pele. Também é um câncer que atinge homens com mais frequência do que mulheres.

Características da pele

Histórico familiar

O melanoma é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares da doença. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco, o rastreamento com o dermatologista deve ser mais intenso.

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Histórico pessoal

Pessoas que já tiveram um câncer de pele ou uma lesão pré-cancerosa anteriormente têm mais chances de sofrer com o melanoma. Caso a pessoa já tenha sido tratada para um determinado tipo de câncer de pele e ele retorna, o processo é chamado de recidiva.

Imunidade enfraquecida

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de câncer de pele. Isso inclui as pessoas que têm a leucemia ou linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico, ou então aqueles que foram submetidos a transplantes de órgãos.

Sintomas

Sintomas de Melanoma

O melanoma pode ocorrer na pele, olhos, nas orelhas, no trato gastrointestinal, nas membranas mucosas e genitais. As áreas mais comuns são o dorso para os homens e os braços e pernas para as mulheres. Os primeiros sintomas de melanoma são frequentemente:

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Sinais de melanoma em uma marca existente incluem ainda incluem alterações na:

Sinais ABCDE do melanoma

O melanoma varia muito na aparência. Alguns podem mostrar todas as alterações citadas, enquanto outros podem ter apenas uma ou duas características incomuns.

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Por isso, como regra geral, qualquer novo sinal na pele ou mudança em uma pinta/mancha que já existia deve servir de alerta para procurar um dermatologista.

É importante, também, procurar um médico sempre que notar uma nova lesão, ou quando uma lesão antiga tiver algum tipo de modificação. Existe uma regra didática para os pacientes, chamada ABCDE, cujo objetivo é reconhecer um câncer de pele em seu estágio inicial:

Sintomas que o melanoma se espalhou

Os sintomas de um melanoma metastático podem ser vagos. Eles incluem nódulos linfáticos inchados, especialmente nas axilas ou virilhas, e uma protuberância incolor ou espessamento sob a pele.

Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Melanoma

O diagnóstico é feito pela avaliação clínica e exame anátomo patológico (biópsia) do tecido suspeito. O médico também pode verificar os seus nódulos linfáticos para ver se eles são maiores do que o normal. Veja os exames que podem ser pedidos para o diagnóstico de câncer de pele:

Dermatoscopia

A dermatoscopia é um exame complementar importante para o diagnóstico de melanoma.

No exame manual, o dermatologista olha as pintas que tem relevância com o próprio dermatoscópio e avalia naquele momento o risco de cada lesão.

Já a dermatoscopia digital permite a análise de uma fotografia ampliada das pintas na pele, para que o profissional possa identificar lesões de risco muito antes do olho nu.

No mapeamento digital da pele há o registro das fotos do corpo todo e a documentação das lesões, para que os resultados possam ser acompanhados com o passar do tempo. Isso aumenta a sensibilidade de identificação de novas lesões ou mudanças importantes.

Microscopia confocal

A microscopia confocal é um método de diagnóstico por imagem não invasivo, que permite a avaliação das camadas da pele em um tecido ainda vivo e a observação de lesões alteradas.

O exame é feito com um laser de diodo que serve como fonte de luz, tornando possível a visualização de detalhes da estrutura celular da pele, com resolução próxima a de um exame microscópico, sem que seja necessário causar dano ao tecido.

Biópsia

Todo tecido coletado para biópsia é enviado para uma avaliação histológica - é isso que irá dizer se aquele tecido é mesmo canceroso, qual o tipo de câncer de pele, qual seu grau de malignidade e outras informações importantes.

O exame histopatológico da pele com tumor e suas classificações são de grande importância para os pacientes, pois é o que faz a confirmação final do câncer.

No caso do melanoma, a biópsia é o único modo de se obter um diagnóstico definitivo de câncer.

Exames de imagem

Os exames de imagem são usados para ver se o câncer se espalhou para outras partes do seu corpo, como os pulmões, cérebro ou fígado. Estes testes incluem a tomografia de emissão (PET), tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (MRI).

Buscando ajuda médica

O sinal de aviso mais importante para o melanoma é uma mudança no tamanho, forma, cor ou pele ao redor de uma pita ou marca de nascença. Chame o seu médico se você tem:

Procure atendimento o mais rápido possível se você já foi diagnosticado com melanoma e:

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Melanoma

O melhor tratamento depende do tamanho e estágio do câncer, sua saúde e suas preferências pessoais.

Melanomas em estágio inicial

O tratamento para o melanoma em estágio inicial geralmente inclui cirurgia para remover o tumor. O melanoma muito fino pode ser removido totalmente durante a biópsia e não necessitar de tratamento adicional.

O cirurgião irá remover o cancro, bem como uma margem de pele normal e de uma camada de tecido normal por baixo da pele. Para as pessoas com melanomas em estágio inicial, este pode ser o único tratamento necessário.

Melanomas avançados

Se o melanoma se espalhou para além da pele, as opções de tratamento podem incluir:

Prevenção

Prevenção

É extremamente importante evitar a exposição solar sem proteção adequada para prevenir o câncer de pele. Para isso, é necessário adotar uma série de hábitos:

Protetor solar

Usar filtro solar FPS 30, no mínimo, diariamente. Reaplique-o pelo menos mais duas vezes no dia e espere pelo menos 30 minutos após a aplicação para se expor ao sol.

Horário de exposição ao sol

Procure evitar os momentos de maior insolação do dia (entre 10h e 16h) e fique na sombra o máximo que você puder.

O sol emite vários tipos de radiação, sendo os tipos UVA e UVB os mais conhecidos. Os raios UVB são os mais prejudiciais, responsáveis por aquela pele avermelhada, que fica ardendo, e sua concentração é maior nos horários centrais do dia, quando o sol está mais forte. Já os raios UVA são aqueles que deixam a pele bronzeada e oferecem menos risco.

Além do protetor solar, use protetores físicos, como chapéus e camisetas.

Conheça sua pele

Examinar sua pele periodicamente é uma maneira simples e fácil de detectar precocemente o câncer de pele. Com a ajuda de um espelho, o paciente pode enxergar áreas que raramente consegue visualizar. É importante observar se há manchas que coçam, descamam ou sangram e que não conseguem cicatrizar, além de perceber se há pintas que mudaram de tamanho, forma ou cor. O diagnóstico precoce é muito importante, já que a maioria dos casos detectados no início apresenta bons índices de cura.

Vá ao dermatologista

É importante que as pessoas com fatores de risco sejam acompanhadas por um dermatologista. Em casos mais arriscados, a recomendação do médico pode ser a prevenção absoluta contra exposição solar.

Nessas situações, pode ser que o especialista receite suplementação de vitamina D, para evitar a deficiência e conseguir manter o paciente o mais longe possível do sol.

Para pacientes que já sofreram como câncer de pele e foram tratados, é ainda mais importante o acompanhamento. Uma vez tratado, o paciente com câncer de pele não deve ser abandonado nunca.

O dermatologista irá acompanhar o local de onde o câncer foi retirado, principalmente a pele no entorno, e cuidar para que o tumor tenha sido completamente removido e tratado.

Referências

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Instituto Nacional do Câncer (INCA)