Consumo de carne vermelha pode aumentar o risco de diabetes tipo 2

Estudo afirma que a redução do consumo pode inclusive prevenir a doença

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 18/06/2013

O diabetes é uma doença que chega sem anúncio, e no caso do tipo 2 suas causas se refletem diretamente nos hábitos adotados pelo indivíduo, incluindo a dieta Um estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade Nacional de Cingapura, chegou à conclusão de que pessoas que aumentaram o consumo de carne vermelha estão mais propensos a desenvolver diabetes tipo 2. A pesquisa envolveu uma análise de dados de cerca de 150 mil pessoas de três estudos, com cerca de 20 anos de duração, feitos pela Harvard University, envolvendo principalmente enfermeiros e médicos.

Os resultados foram publicados dia 17 de junho, na revista da American Medical Association, JAMA Internal Medicine. Os participantes do estudo preencheram um questionário detalhado sobre os tipos de alimentos e bebidas que consumiram no início do estudo e a cada quatro anos.

Em termos gerais, o estudo mostrou que, em comparação com um grupo de pessoas que não tinham nenhuma alteração na ingestão de carne vermelha, o aumento do consumo de carne vermelha por mais de meia porção por dia ao longo dos quatros anos foi associado com um aumento de 48% no risco de desenvolver diabetes tipo 2 durante os próximos quatro anos. No entanto, a redução do consumo de carne vermelha pela mesma quantidade durante o mesmo período de tempo não foi associada à diminuição do risco de diabetes durante os próximos quatro anos, mas o risco se reduz em 14% em um período de tempo mais longo.

As mudanças eram independentes de outros fatores, como peso corporal e qualidade da dieta. As conclusões mostram que o problema não é simplesmente o tipo de carne ingerida (vermelha), e sim, o tipo de gordura e as quantidades dela presentes nesse tipo de proteína. Uma sugestão feita por pelos pesquisadores incluía o consumo de cortes mais magros de carne vermelha, como o contrafilé sem gordura e músculo.

Deixe sua carne menos gordurosa!

Muitos brasileiros amam carne vermelha e o alimento está disponível em restaurantes, em casa e, até mesmo, nos churrascos de fim de semana. No entanto, a recomendação geral é de que a ingestão de carne seja limitada a até três vezes por semana para não aumentar os níveis de colesterol e gordura no sangue. Confira como deixar sua carne menos gordurosa e mais nutritiva:

Cortes magros x cortes gordos

Segundo a nutricionista Barbara Gerbasi Ortolani, da RG Nutri, em São Paulo, os cortes que apresentam maior quantidade de gordura são a costela, com 28 g de gordura a cada 100 g de carne; a fraldinha, com 26 g de gordura a cada 100 g de carne e a picanha, com 20 g de gordura a cada 100 g de carne. Já os cortes mais magros são o patinho, a maminha e o músculo, com 7 g de gordura a cada 100 g de carne. Vale lembrar que 100 g é o peso de um bife de tamanho médio. Além disso, boa parte das calorias das carnes mais gordurosas pode ser dispensada com a eliminação da gordura aparente. Um pedaço de 100 g picanha pode perder até 80 calorias desprezando-se a gordura aparente. O mesmo peso de contra filé pode perder até 121 calorias com o procedimento.