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Dieta das brasileiras é pobre a ponto de pôr a saúde em risco

Estudo revela que elas comem muita gordura e são carentes de vitaminas

Se suas preocupações na hora de encher o prato giram apenas em torno das calorias, sua saúde pode estar em risco. Um estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo e pela Faculdade de Saúde Pública da USP, que levou o nome de Brazos Woman, revelou que as refeições das mulheres brasileiras com mais de 40 anos são carentes em vitaminas e minerais. O baixo consumo de cálcio e vitamina D, entre elas, era um das nossas suspeitas , afirma Marcelo Pinheiro, reumatologista da Unifesp e um dos coordenadores do estudo. Além disso, queríamos descobrir que fatores favorecem as fraturas em mulheres com osteoporose (Osteoporose pega, principalmente, coluna e quadril )Foram entrevistadas 1.695 mulheres, relatando tudo o que haviam comido nas últimas 24 horas. O questionário servia para identificar a dieta padrão e rendeu surpresas bastante desagradáveis. (faça uma avaliação nutricional gratuita e veja a dieta indicada para você)

Além de detectar que 90% das mulheres ingerem apenas um terço da quantidade recomendada de cálcio e que 99% não consomem a quantidade suficiente de vitamina D (dois componentes importantes para manter a saúde dos ossos e evitar doenças crônicas como a osteoporose), o estudo apontou que as vitaminas A, C, E, K e as do complexo B também não atingem as taxas recomendadas. Junto com elas, um grupo de minerais como fósforo, magnésio e potássio não é consumido da maneira ideal.


A falta de balanceamento acabou favorecendo a ingestão das gorduras. Verificamos um consumo maior que o recomendado em 30% da população avaliada , relata o doutor Marcelo Pinheiro. (Aprenda a diferenciar os tipos de gordura 902). O dado tem relação com outro aspecto desvendado pela pesquisa: 51% das mulheres participantes sofrem com sobrepeso e se enquadram na obesidade grau I. (Você está com o peso ideal? Faça uma avaliação nutricional gratuita e descubra)


A professora de nutrição da UFRJ e consultora do Ministério da Saúde, Andréa Ramalho revela que, na última década, foi notado um aumento na prevalência de obesidade entre os adultos e, em especial, no sexo feminino. Ao avaliarmos a taxa de ascensão da obesidade no Brasil, observamos que é de 0,36% ao ano para a população feminina e 0,20% para a população masculina, afetando 6,9% dos homens e 12,5% das mulheres .


Na opinião do reumatologista, tantos erros na hora das refeições são cometidos por falta de informação e de conhecimento sobre a influência da alimentação na saúde. O especialista também reconhece a dificuldade indireta trazida pela rotina atribulada demais, o que atrapalharia e elaboração diária de um cardápio balanceado. Ainda de acordo com Marcelo, se tais erros fossem corrigidos, o desenvolvimento de males da saúde seria menor.

Sabemos que a prevenção da osteoporose, por exemplo, está relacionada ao consumo alimentar de cálcio e vitamina D. Outro ponto relevante é o papel antioxidante dessas vitaminas e minerais sobre o envelhecimento e desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, assim como câncer e infecções , enumera o reumatologista. (Faça das informações saudáveis suas aliadas)


Segundo Andréa Ramalho, a grave situação da deficiência de micronutrientes no Brasil tem levado à necessidade de avaliar alternativas para combater o problema . Dentre elas, a especialista cita a reeducação alimentar, a suplementação e a fortificação de alguns alimentos básicos. Veja, a seguir, as funções desempenhadas por alguns dos nutrientes que estão em falta no prato da mulher brasileira e certifique-se de que eles fazem parte do seu cardápio.



Vitamina A: entre suas tarefas, ela atua na manutenção da visão e no bom funcionamento do sistema imunológico. Sua recomendação diária é de 500 microgramas e, de acordo com o estudo, 50% das mulheres entrevistadas não atingiram esta meta. Para incluir a vitamina no menu, conte com os alimentos alaranjados e vegetais verdes.

Vitamina C: nem toda a boa fama que ronda a vitamina C foi capaz de convencer as mulheres a colocá-la no prato. 88% das participantes do estudo não ingeriram a quantidade diária recomendada da vitamina, que é de 60 miligramas. Sua deficiência está relacionada ao escorbuto, cujos sintomas são inchaço, dores nas articulações, hemorragia nas gengivas e feridas que não cicatrizam. Suas principais fontes alimentares são laranja, limão, abacaxi, mamão, goiaba e pimentão.


Vitamina D:
ela é essencial para a manutenção do metabolismo do cálcio, que atua no desenvolvimento ósseo. Outra tarefa importante da vitamina D é fazer com que o sistema nervoso ande nos trilhos, regulando assim, a pressão arterial. 10 microgramas diárias são suficientes para mulheres de até 70 anos. Quem passou dessa idade, precisa consumir 15 microgramas por dia. A pesquisa revelou que 94% das mulheres não chegaram ao valor recomendado do nutriente. Para encontrar a vitamina, basta lançar mão de salmão, sardinha e gema de ovo. (Resgate os ovos do exílio gastronômico)


Vitamina E:
composta por um time de oito antioxidantes, a vitamina E protege a gordura, naturalmente presente na membrana celular, dos radicais livres. Além disso, ela melhora a circulação sanguínea, regenera tecidos e aumenta a resistência imunológica. Mais de 98% das entrevistadas não consumiram a quantidade diária ideal da vitamina, que é de 12 microgramas. Óleos vegetais e sementes como amêndoas, amendoim, nozes e castanha são boas fontes do nutriente.


Vitamina K:
além de participar da coagulação do sangue, evitando hemorragias, a vitamina K é importante para a formação dos ossos e previne fraturas. Sua recomendação diária é de 90 microgramas. Segundo o estudo, 95% das mulheres participantes da pesquisa não atingiram a meta. Ela faz parte do menu quando óleos vegetais e folhas verde-escuras estão no prato.


Cálcio:
a função dele é tão importante que, quando a alimentação não dá conta da quantidade necessária, o organismo se encarrega de captar o cálcio dos ossos. Isso faz com que o esqueleto fique enfraquecido e mais vulnerável a acidentes. A quantidade ideal para as mulheres de meia idade passarem longe de problemas como a osteoporose é de 1.200 miligramas por dia. No entanto, 90% da população estudada não chegou a atingir os níveis necessários do mineral. Suas principais fontes alimentares são o leite e seus derivados.


Fósforo:
componente estrutural das células, tecidos e ossos, a falta do fósforo está relacionada à osteoporose. Diminuição de apetite, anemia, fraqueza muscular e dor nos ossos são alguns dos sintomas que revelam a falta do mineral. Dentre as mulheres entrevistadas, 30% não atingiram a recomendação diária de 580 miligramas. Para colocar o fósforo no prato, conte com os alimentos ricos em proteína mineral, como carnes, leites e derivados. (Desfrute todos os benefícios da carne vermelha)


Magnésio:
ele é abundantemente encontrado em alimentos de origem vegetal e animal. Mesmo assim, 80% das mulheres participantes do estudo não bateram a meta de ingestão diária de 265 miligramas. Entre as tarefas do mineral, estão o funcionamento dos neurônios e a prevenção de doenças do sistema nervoso central.


Potássio:
os sintomas da deficiência do mineral são fadiga, fraqueza, cãibra muscular, constipação intestinal e dor abdominal. A hipocalemia, como é chamada a baixa concentração de potássio no plasma, pode levar à arritmia cardíaca e ser fatal. Banana, tomate, batata e laranja são alguns dos vegetais fontes do mineral. A ingestão diária deve ser de 4.700 miligramas. O dado alarmante descoberto pela pesquisa é que nenhuma das entrevistadas atingiu a recomendação.



texto6Ds



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