A influência dos pais é determinante para formar novos leitores

Cidade do Livro é opção de diversão garantida no mês das crianças

Por Minha Vida - publicado em 30/09/2008


Dados do IBGE revelam que, em 2007, 1,3 milhão de crianças entre oito e 14 anos não sabia ler nem escrever, porém, os números também apontavam que destas, 1,1 milhão freqüenta a escola. Para o empresário Claudio Amadio, idealizador da Cidade do livro, a base oferecida pela escola não é o suficiente. Os pais são os maiores incentivadores e responsáveis por alimentar o interesse e gosto pela leitura.

Para a psicóloga Fernanda Grimberg da Clínica Luisa Catoira, os livrinhos infantis, ao contrário do que muitos pensam, não servem apenas para distrair os pequenos Eles podem ajudar na educação, porque recuperam as brincadeiras para ensinar, prendendo a atenção por um longo período , afirma.

A leitura não deve ser imposta e, muito menos, iniciada com livros densos. Para isso, o empresário credita o poder que os livros do Harry Potter tiveram, iniciando os pequenos no hábito da leitura. Afinal, não é nada fácil fazer com que uma criança prenda-se a um título com cerca de 400 páginas.

A criação da Cidade do livro, há 11 anos, foi um desejo de fazer com que a leitura fizesse parte do cotidiano de todos. Até o fim deste ano, 1.200 escolas, 8.500 educadores e 80.000 alunos são esperados pela Cidade, o que representa um crescimento de 40% nos dois últimos anos.

Atualmente, as crianças já possuem à disposição diversos tipos e formatos de livro que, inclusive, permitem interações com a história através dos personagens em forma de boneco. No mês das crianças a novidade fica por conta da entrada liberada para adultos, ou seja, os pais poderão acompanhar os filhos no passeio sem pagar nada. Essa iniciativa já tinha sido realizada nas férias e foi visível a percepção que os pais tiveram sobre a importância de dar livros as crianças. O empresário afirma que a maior gratificação é quando ouve um adulto dizer que não tinha o hábito de ler, porque não teve oportunidade quando era criança. Mas que não reproduzirá o fato com o próprio filho.

A especialista Fernanda Grimberg ainda explica que conversar com uma criança, dando um livro como exemplo, torna qualquer explicação mais próxima da realidade dela. Isso vale principalmente para temas complexos, como separação dos pais, adoção, morte de pessoas queridas ou assuntos ligados aos bichinhos de estimação. Os livros são uma ferramenta excelente para que a criança lide melhor com situações turbulentas , afirma.

Cidade do livro
Al. Afonso Schmidt, 877 / 879 - Santa Terezinha
São Paulo / SP
Telefone: (11) 2977-8674 / (11) 2959-6179
http://www.cidadedolivro.com.br/

Entenda melhor o que cada história reflete nos pequenos com a matéria:
Histórias infantis revelam os medos e os desejos das crianças


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