Internet estimula mais o cérebro do que livros

Pessoas na meia-idade ou mais velhas são as maiores beneficiadas

Por Minha Vida - publicado em 28/10/2008


O passar dos anos é crucial para a queda do bom funcionamento dos órgãos. Entre eles, um dos maiores prejudicados é o cérebro, que tem sua capacidade de raciocínio reduzida e encolhimento do tamanho. Para evitar os danos causados pelo tempo e retardar esse processo, uma das maiores indicações era se habituar a fazer palavras cruzadas, mantendo a atividade celular constante.

Mas os pesquisadores da Universidade da Califórnia, Los Angeles, têm uma alternativa mais ao gosto dos tempos atuais para conter a diminuição do funcionamento cerebral: o acesso regular à internet. Para o professor Gary Small, que liderou as pesquisas, a busca de dados estimula mais áreas do cérebro.

A pesquisa foi realizada com 24 voluntários, de idades entre 55 e 76 anos, e consistia em examinar o cérebro de cada um durante a leitura de um livro e quando usavam a internet. Ambas as atividades mostraram um grande funcionamento do cérebro nas regiões correspondentes ao controle da linguagem, leitura, memória e habilidades visuais. Porém, enquanto estavam em frente ao computador, outras regiões foram ativadas, como o local das decisões mais complexas. Esse resultado, No entanto, foi percebido apenas nos usuários mais experientes.

A grande diferença entre os dois objetos de estudo é que, com a internet, é preciso se decidir sobre o assunto mais relevante. Para Gary Small, fazer buscas na rede parece ser uma tarefa simples, porém, ajuda a intensificar os circuitos cerebrais, demonstrando que o cérebro pode continuar a aprender à medida que envelhecemos.

Porém, a conclusão da pesquisa e os parâmetros criados para manter o bom funcionamento do cérebro causam controvérsias. A diretora-executiva da organização Alzheimer's Research Trust, Rebecca Wood, enfatiza que a prática regular das atividades cerebrais estimulantes realmente podem reduzir o risco de demência e a tecnologia veio para somar esse processo. Já a chefe de pesquisas da Alzheimer's Society, Susanne Sorensen, discorda: para a profissional, ainda há poucas evidências de que manter o cérebro ativo por meio de palavras-cruzadas, jogos e outras atividades podem provocar esses resultados.

Enquanto isso, a unanimidade é que a alimentação deve ser a primeira atitude adotada em todas as etapas da vida para fortalecer a saúde. Além de se exercitar mentalmente, consuma os antioxidades, como castanhas, amêndoas, lentilha, espinafre e o azeite de oliva extra-virgem, que são capazes de estimular e auxiliar o cérebro contra sua degeneração.


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