Falta de higiene ainda é a maior causa de intoxicação

Cerca de 85% dos casos acontecem por descuido com os alimentos

Por Minha Vida - publicado em 27/02/2009


Ainda mais comum no verão, a intoxicação alimentar é uma doença infecciosa que acomete pessoas que tenham consumido alimento contaminado por parasitas (vermes) ou por bactérias, bolores e as toxinas produzidas por estes microorganismos. Os sintomas da intoxicação variam de dores de cabeça, cólicas, febre, náuseas, vômitos e diarréia e ocorrem, geralmente, até 12 horas após a ingestão do alimento contaminado.

Para a maioria das pessoas, a intoxicação alimentar é uma experiência desagradável, que dura um ou dois dias, porém pode ser perigosa para crianças pequenas, idosos ou pessoas com imunidade comprometida, como gestantes. Somente neste início de 2009, já foram noticiados vários casos de intoxicação ocorridos dentro de navios em cruzeiros na costa brasileira, inclusive com casos de óbito.

A contaminação mais frequente se dá por bactérias, dentre as quais a mais comum é a Salmonela, que pode ser transmitida por qualquer alimento, mas é encontrada principalmente em ovos, leite e carnes especialmente a de frango.

Segundo a instituição norte-americana Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a Salmonela é responsável por 1,4 milhões casos de intoxicação alimentar por ano, ocasionando por volta de 5,2 mil óbitos somente nos Estados Unidos. O Brasil, assim como outros países em desenvolvimento, também sofre com inúmeros casos de intoxicação alimentar.

No entanto, não existem estudos ou pesquisas que revelem a freqüência desses episódios, pois o país não conta com um órgão como o CDC norte-americano, responsável por relatar periodicamente o número de casos de contaminações alimentares, intoxicações por medicamentos, envenenamentos e casos de viroses.

Higiene e prevenção

Estima-se que 85% dos casos de intoxicação alimentar poderiam ser evitados tomando os devidos cuidados com a higiene no preparo e armazenamento dos alimentos. Os utensílios da cozinha precisam estar muito bem limpos, de modo que não se tornem possíveis agentes de contaminação, como nos casos de contaminação cruzada.

A contaminação cruzada acontece, basicamente, quando transferimos microorganismos de um local para outro, seja por meio de um utensílio, equipamento ou até mesmo nossas mãos, no momento de armazenar ou manipular um alimento contaminado, e depois usando o mesmo utensílio sem a higiene adequada para contato com um alimento sadio.

Há nutricionistas que recomendam utilizar utensílios diferenciados para cada tipo de alimento, sendo um para carnes que serão cozidas e outro para legumes e hortaliças, visando evitar que bactérias de um determinado alimento contaminem outros que serão ingeridos crus. Desse modo, há risco de o alimento sadio também ser contaminado pela bactéria por meio de uma prancha ou tábua de corte culinário, um pote plástico, uma faca ou até mesmo pela pessoa que está manipulando o alimento, por exemplo.


Este conteúdo ajudou você? Já ajudou você e + 1254 pessoa(s) Já avaliou

Imprima

Erro

erro

Comente

Compartilhe

Mais sobre:

siga o minha vida e melhore sua qualidade de vida

Saiba mais

Copyright 2006/2012 Minha Vida - Todos os direitos reservados

"As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas."

  • O Minha Vida é uma empresa Endeavor

  • Prêmio ABEMD 2010 Associação Brasileira de Marketing Direto

  • Nós aderimos aos princípios da 
                                charte HONcode da Fondation HON Nós aderimos aos princípios da carta HONcode.
    Verifique aqui