Obesidade agrava casos da gripe H1N1

Pacientes com sobrepeso apresentam complicações mais severas da doença

Por Minha Vida - publicado em 14/07/2009


Com o aumento no número de pessoas infectadas com o vírus da gripe H1N1, os especialistas dedicam-se a entender os fatores de risco para doença. E um deles tem chamado a atenção nos Estados Unidos: a obesidade. Num levantamento que acaba de ser feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Michigan, os pesquisadores alertam que o sobrepeso pode favorecer complicações da doença, levando os pacientes à morte.

A conclusão, ainda alvo de muita polêmica, foi obtida após a análise de dez pacientes contaminados com o vírus e internados em estado grave no Hospital de Michigan. Sete deles apresentavam obesidade severa (IMC acima de 40) e, dentre eles, dois faleceram. Havia ainda duas pessoas obesas (IMC acima de 30) e uma delas também não resistiu, somando três mortes.

A associação entre o sobrepeso e as complicações da gripe trouxe novas indicações para o tratamento desses pacientes. Os especialistas recomendam que, nos cuidados com obesos, sejam aumentadas as doses do antiviral usado no combate à gripe H1N1

Uma das complicações notadas, especialmente, nos obesos foi a formação de coágulos nos pulmões, mal que ocorreu em cinco das pessoas internadas em estado grave. Cinco delas apresentaram falha renal. Até então, o problema não tinha sido visto em nenhum paciente diagnosticado com a infecção. E, até agora, nenhuma das pessoas está totalmente recuperada.

Pandemia mata no Brasil
A gripe H1N1 é considerada uma pandemia, pela Organização Mundial da Saúde, desde junho. Até agora, o vírus já matou cerca de 500 pessoas em todo o mundo. Os Estados Unidos acumulam mais de 200 óbitos e, no Brasil, o vírus já fez quatro vítimas (duas no Rio Grande do Sul e duas em São Paulo).

Dando força à tese dos médicos americanos, o paciente que acaba de falecer, no Estado de São Paulo, sofria com obesidade mórbida. O jovem, de 28 anos, morreu após permanecer internado num Hospital na cidade de Botucatu: ele chegou com os sintomas da gripe a acabou precisando ser transferido para a UTI, onde faleceu após quatro dias sob tratamento intensivo.


O infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital São Camilo, no entanto, não acredita que exista motivo para pânico. Havendo suspeita de gripe, ele recomenda uma consulta imediata no pronto-socorro, onde o plantonista irá avaliar se os sintomas apresentados coincidem com os provocados pelo vírus H1N1.

"Os antivirais não devem ser tomados sem prescrição médica. Esses remédios podem levar a alterações das funções renais ou hepáticas, por exemplo", afirma. Ele também recomenda cuidados com as aglomerações típicas do inverno, quando as janelas ficam fechadas para proteção ao frio. "A ventilação dos ambientes é restrita, a utilização de ar-condicionado é mais frequente e a chance de propagação do vírus é muito grande", diz o infectologista.

Procure um médico se você apresentar
- Febre alta (acima de 38 C)
- Tosse
- Dores no corpo e nas articulações
- Dor de cabeça intensa
- Irritação nos olhos e no fluxo nasal

Se, além de apresentar os sintomas, você tiver chegado recentemente do exterior ou mantiver contato com alguém que tenha feito viagens internacionais, avise ao especialista na hora da consulta.


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