Dor de garganta: oito medidas que aliviam o sintoma

Métodos como própolis, chás e mel mascaram a dor, mas não tratam doenças relacionadas

POR CAROLINA SERPEJANTE - ATUALIZADO EM 06/06/2014

Basta chegar o inverno para as doenças típicas da estação começarem a aparecer: gripe, faringite, laringite e até mesmo resfriado são problemas que têm um sintoma comum e muito incômodo - a dor de garganta. Seja uma dor aguda ou a garganta "arranhando", essas sensações indicam que há algo de errado e tem uma doença se instalando. Por ser um sintoma comum e bastante dolorido, a dor de garganta tem alguns velhos companheiros, conhecidos por sua efetividade no tratamento e cura das doenças. Entretanto, esses truques dão apenas um alívio para a garganta, sem influenciar no tratamento da inflamação ou outra condição existente. "A hidratação constante, sim, é uma das medidas mais recomendadas para o tratamento de infecções na garganta, pois além de manter a hidratação das cordas vocais, deixa as secreções mais fluidas, facilitando a expectoração", diz Ângela Saragoça, coordenadora de Pronto Socorro do Hospital São Camilo de São Paulo. Beber água também é fundamental para que as reações de defesa do organismo possam estar ativas e prontas para combater os vírus e bactérias.

Outra medida importante para o tratamento de inflamações e infecções da garganta é o uso de anti-inflamatórios e antibióticos, que devem ser indicados pelo médico a fim de erradicar totalmente a infecção e prevenir recorrências. "É importanque o paciente com dor de garganta faça uma avaliação médica, visto que a dor de garganta é um sintoma de muitas causas diferentes", diz a otorrinolaringologista Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista. Confira abaixo as medidas que aliviam a dor de garganta, mas que no entanto não tratam as doenças relacionadas. Ao menor sinal de piora, como a presença de pus, sangue ou dores mais intensas, avise seu médico. 

Hexamidina em spray

Com efeito analgésico, os medicamentos à base de hexamidina trazem benefício apenas durante o efeito da medicação, aliviando o sintoma sem tratá-lo. "Pelo fato de anestesiar a região, a pessoa pode forçar a garganta mais do que deveria, sofrendo inclusive uma piora na dor ao fim do efeito da medicação", diz a infectologista Valéria Paes, do laboratório Pasteur, em São Paulo. "É um medicamento que deve ser utilizado, por exemplo, para permitir que o paciente se alimente melhor, até que o quadro se resolva", completa. 

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