Estudo relaciona exposição solar a risco menor de desenvolver artrite

Especialistas acreditam que a vitamina D, produzida com a luz, proteja o corpo

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 05/02/2013

A artrite é uma inflamação em uma ou mais articulações que ainda não tem cura e, por essa razão, o diagnóstico precoce ainda continua sendo a melhor saída para que os médicos consigam proporcionar ao paciente uma vida completamente normal. Entretanto, um estudo publicado ontem (4) no periódico Annals of the Rheumatic Diseases descobriu que a exposição solar pode ser um método eficaz para se prevenir da doença. A pesquisa foi desenvolvida por especialistas da Harvard Medical School, nos Estados Unidos.

Foram acompanhadas mais de 200 mil mulheres divididas em dois grupos, sendo um deles monitorado a partir de 1976 e o outro a partir de 1989. A saúde das participantes foi comparada aos níveis de radiação UVB a que elas estavam expostas com base no local onde viviam. No grupo de 1976, aquelas que moravam em regiões mais ensolaradas dos Estados Unidos - recebendo, portanto, os níveis mais elevados de raios solares - eram 21% menos propensas a desenvolver artrite reumatoide do que as demais. Entretanto, os raios UV não pareceram afetar o grupo de 1989.

De acordo com os autores, os resultados podem ser consequência dos efeitos da vitamina D (produzida com a exposição solar) no organismo. O fato de o segundo grupo não ter sido afetado pode estar ligado à maior preocupação das novas gerações em se proteger do sol. Os pesquisadores não recomendam, porém, que um indivíduo passe o dia todo exposto à radiação solar sem qualquer proteção. O ideal é aproveitar os raios solares antes das 10 horas e depois das 16 horas com filtro solar.

Eles lembram ainda que a artrite reumatoide afeta mais as mulheres do que os homens, mas não é uma doença exclusiva do público feminino. Para quem se preocupa com o bem-estar físico e deseja evitar as dores causadas pela doença, aqui vão algumas opções de alimentos ricos em ômega 3, nutriente com ação anti-inflamatória:

Peixes oleosos de água fria

Peixes como atum, sardinha e salmão são ótimas fontes de ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, que impedem um processo de conversão de nutrientes no organismo responsável por originar inflamações. "O alimento também funciona como um grande aliado no controle do colesterol, na regeneração dos tecidos, na prevenção de doenças cardiovasculares e até na amenização dos sintomas da TPM e da menopausa", afirma a nutricionista Daniela Cyrulin, da Nutri & Consult.

Recomendação de consumo: um filé de 200g duas vezes por semana

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