Terapia hormonal pode aumentar risco de câncer de mama

Estudo diz que chances são maiores quando mulher acaba de entrar na menopausa

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 01/04/2013

Mulheres que fazem terapia hormonal com estrogênio e progesterona estão em maior risco de desenvolver câncer de mama, afirma um novo estudo desenvolvido por pesquisadores do Los Angeles Biomedical Research Institute, no Harbor-UCLA Medical Center, nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados no Journal of National Cancer Institute no dia 29 de março.

Os pesquisadores acompanharam 42 mil mulheres com idade entre 50 e 70, todas já na menopausa, durante 11 anos em média. Dessas, cerca de 25 mil não faziam a terapia hormonal e mais de 16.000 tomaram estrogênio e progestina, também chamada de terapia hormonal combinada. Para esta análise, os pesquisadores não incluíram a terapia de estrógeno apenas, usada por mulheres que tiveram uma histerectomia - cirurgia para retirada do útero.

Ao final do período de acompanhamento, mais de 2.200 das mulheres sofreram com câncer de mama. Em comparação as não-usuárias, aquelas que fizeram terapia combinada foram mais propensas a ter câncer de mama. De acordo com os pesquisadores, mulheres que haviam entrado na menopausa há poucos meses tinham um risco três vezes maior de apresentar câncer de mama do que as mulheres que iniciaram tratamento 10 anos após a menopausa ou mais.

Uma possível explicação para essa diferença no risco é que mulheres que iniciam a terapia hormonal perto da menopausa ainda têm níveis circulantes de estrogênio altos o suficiente para fazê-los ultrapassar o limite além do seguro para o organismo. Segundo os autores, os resultados mostram o momento mais seguro para iniciar a terapia hormonal, e que ainda assim é essencial as mulheres discutirem os prós e contras do tratamento durante a menopausa com seus médicos.

Prevenção do câncer de mama
O câncer de mama é a doença que mais mata mulheres no Brasil - mais 10 mil óbitos por ano, segundo o Ministério da Saúde. A maneira mais popular para a detecção precoce desse câncer é o autoexame de toque. Já a mamografia e o ultrassom de mama são os exames mais precisos, que podem diagnosticar o tumor na mama. "O rastreamento mais viável para reverter esse quadro é a mamografia. Ela consegue encontrar tumores menores do que um centímetro. Nesse estágio, 95% dos casos são tratáveis", explica o oncologista Ricardo Caponero, do Hospital Albert Einstein. Além do diagnóstico precoce, existem hábitos que ajudam a evitar o desenvolvimento dessa doença. Saiba quais são eles e aumente a sua proteção:

Longe do Álcool

De acordo com o médico Arthur Guerra, coordenador do Curso Médico da Faculdade de Medicina do ABC, o consumo de apenas 14 gramas de álcool por dia pode aumentar as chances de câncer de mama em 30%.

"O mecanismo de ação pelo qual o consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama ainda permanece desconhecido, mas sabemos que o álcool influencia as vias de sinalização do estrógeno, hormônio fortemente associado ao câncer de mama", explica.

Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.