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Níveis altos de ferro no sangue podem reduzir risco da doença de Parkinson

Pesquisa analisou mutações genéticas e mostra redução no risco de desenvolvimento do distúrbio

Níveis altos de ferro no sangue podem reduzir risco da doença de Parkinson

A doença de Parkinson é um distúrbio nervoso que provoca tremores e dificuldades para caminhar, se movimentar e se coordenar. Segundo um novo estudo publicado no dia 4 de junho no jornal PLOS Medicine níveis elevados de ferro no sangue podem estar associados a um menor risco de desenvolvimento da doença.

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Irene Pichler da Academia Europeia de Bolzano (EURAC), na Itália, e um grupo de pesquisadores internacionais investigaram se haviam evidências sobre a associação dos níveis de ferro e o risco da doença de Parkinson. Estudos anteriores mostraram uma possível ligação entre níveis de ferro baixos no sangue em pessoas com a doença de Parkinson em comparação com quem tinha níveis controlados do mineral.

Os pesquisadores estimaram o efeito de níveis de ferro no sangue sobre o risco da doença de Parkinson por meio de três mutações em dois genes, HFE e TMPRSS6. A investigação contou com 22 mil pessoas da Europa e Austrália, além da análise de um estudo feito com 20.809 pessoas com Parkinson e 88.892 pessoas para o grupo de controle. Ao cruzar os dados dos três grupos, eles obtiveram uma redução de 3% do risco de doença de Parkinson para cada aumento de 10 ug / dl de ferro no sangue.

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Essa constatação é importante porque sugere que o aumento dos níveis de ferro no sangue pode ter um efeito protetor contra a doença de Parkinson, embora o mecanismo que explique porque isso acontece permaneça obscuro. Os autores afirmam que são necessários mais estudos sobre os mecanismos param serem propostas as recomendações específicas de tratamento.

Mude os hábitos e trate os sintomas

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O doença de Parkinson é uma disfunção na área do cérebro responsável pelos movimentos, principalmente os chamados automáticos, que são aqueles que fazemos sem pensar - como respirar, andar ou levantar de uma cadeira. Alguns hábitos como ginástica facial e musculação podem tratar os sintomas de quem já tem a doença. Confira:

Exercícios diários

idosa usando um andador - Foto Getty Images
idosa usando um andador - Foto Getty Images

Para que o paciente com Parkinson possa executar movimentos automáticos, é necessária a prática de diversos exercícios diários. O objetivo desse treino é fazer com que o movimento passe a ser feito de maneira consciente, e não mais automática. A fisioterapeuta da Associação Brasil Parkinson explica que o portador da doença deve passar a fracionar os movimentos, prestando atenção em cada gesto. "Para ele não é mais simplesmente andar, é levantar uma perna, colocá-la para frente, depois levantar a outra perna e assim por diante", diz.

Mariana explica que podem ser usadas pequenas pistas tanto visuais quanto auditivas na hora de executar uma tarefa. "É possível riscar várias linhas no chão, de forma que o paciente pule cada uma delas quando for andar, assim como podemos fazer uma contagem para cada movimento", diz. Ela afirma que essas pistas são uma forma de substituir a função automática por uma função consciente. "Pular a faixinha ou contar o passo faz com que o paciente se conscientize da tarefa, executando-a com mais rapidez e facilidade."

Tai Chi Chuan

casal de idosos praticando o tai chi chuan - Foto Getty Images
casal de idosos praticando o tai chi chuan - Foto Getty Images

Um estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa de Oregon (EUA), feito com 195 pessoas, mostrou que os movimentos do tai chi chuan podem ajudar a reverter alguns dos sintomas físicos da doença de Parkinson. A prática do exercício duas vezes por semana durante 60 minutos ajudou os pacientes a manter o equilíbrio e fazer movimentos com mais precisão.

O fisioterapeuta Frederico Brant, da Academia Rio Sport Center, afirma que o tai chi chuan promove mobilidade, equilíbrio e estabilidade aos portadores de Parkinson. Esse conjunto de habilidades acaba gerando mais autonomia para execução das atividades diárias e diminuindo o risco de quedas. "O tai chi tem exercícios que envolvem grandes amplitudes de movimento e estabilidade postural, servindo como ferramenta de combate aos sintomas da doença", diz Frederico.

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Musculação

idosa levantando halteres - Foto Getty Images
idosa levantando halteres - Foto Getty Images

Um estudo realizado pela Universidade de Illinois, na cidade de Chicago, afirma que fazer musculação durante uma hora, duas vezes por semana, pode melhorar a coordenação motora de pessoas com Parkinson. De acordo com o personal trainer Juliano Farah, gerente de musculação da Cia. Athletica de Brasília, as consequências geradas pela doença incluem perda e redução da força muscular, além da rigidez dos músculos. "A musculação consegue reverter esses problemas e melhorar a estabilidade da caminhada. A postura também ganha alinhamento", afirma.

Para Juliano, a frequência e intensidade do exercício dependem do grau da doença e o trabalho físico de pacientes com Parkinson deve ser realizado em parceria com o neurologista que acompanha o caso. "Se o programa incluir exercícios com aparelho, o ideal é buscar aqueles com mais conforto e apoio para o corpo, como bicicletas ergométricas máquinas de musculação, em vez de pesos livres."

Origami

pássaro de origami - Foto Getty Images
pássaro de origami - Foto Getty Images

Em fases mais avançadas da doença, o paciente pode ter dificuldades em desenvolver a motricidade fina, que são os movimentos precisos, como abotoar uma camisa, escrever ou pegar coisas usando apenas dois dedos. De acordo com a fisioterapeuta Mariana, a prática do origami estimula a motricidade e dá mais precisão aos movimentos, tornando essas atividades mais fáceis. "Também podem ser feitos outros exercícios específicos para a motricidade fina, como apertar um pregador ou envolver as mãos em um elástico e fazer movimentos de abrir e fechar", afirma.

Trabalhar a fala

casal de idosos cantando - Foto Getty Images
casal de idosos cantando - Foto Getty Images

O paciente com Parkinson pode apresentar dificuldade para engolir e alterações na fala, como a gagueira. A fonoaudióloga Arminda Sarpa, coordenadora do setor de Fonoaudiologia da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação, explica que podem ser feitos exercícios para coordenar a respiração e a fala do paciente a fim de que ele supere essas dificuldades. Aulas de canto e leitura em voz alta, com a orientação de um fonoaudiólogo, também são úteis para superar dificuldades orais.

Existe também um aplicativo para iPhone e Android chamado DAF Assistant, que funciona como uma espécie de eco - você fala no dispositivo e ele te retorna o mesmo áudio atrasado em uma fração de segundo. Isso dá a impressão de que o paciente está falando junto de outra pessoa e ajuda na fluência. O aplicativo custa 12,99 dólares para os dois sistemas e pode ser comprado nos links:

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http://itunes.apple.com/app/daf-assistant/id309496166?mt=8 (iPhone)

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.artefactsoft.daf (Android)

Ginástica facial

idoso fazendo uma careta - Foto Getty Images
idoso fazendo uma careta - Foto Getty Images

Outro fenômeno comum da doença de Parkinson é a perda de expressão facial, resultado da rigidez muscular. De acordo com Arminda Sarpa Nesses, exercícios como os da ginástica facial podem ajudar o paciente na recuperação dos movimentos das sobrancelhas ou boca.

Exercitar a mente

casal de idosos lendo e usando o computador - Foto Getty Images
casal de idosos lendo e usando o computador - Foto Getty Images

O paciente com Parkinson pode apresentar problemas de memória e raciocínio. Segundo o neurologista André Lima, da Academia Brasileira de Neurologia, existe até um distúrbio chamado demência parkinsoniana, que é resultado de uma mente com Parkinson pouco estimulada. "Por isso é importante trabalhar a mente do paciente com Parkinson com jogos, aulas de música e leitura, por exemplo", diz André. Nesses casos, a atividades podem ser diárias e de acordo com a preferência ou aptidão do paciente.

Convívio social

idosos jogando baralho - Foto Getty Images
idosos jogando baralho - Foto Getty Images

Em decorrência das limitações físicas que se desenvolvem progressivamente, o portador de Parkinson pode sofrer um abalo psicológico e até apresentar um quadro de depressão. "Para evitar a apatia no paciente, é recomendado que ele continue a fazer todas as atividades de antes, mesmo demorando um pouco mais de tempo", afirma o neuropsicólogo, especialista em idosos, Alexandre Monteiro, do Rio de Janeiro. "Manter a autoestima também é um fator positivo para evitar ou combater a depressão, e é importante que ninguém force o paciente a fazer atividades que não o agradem ou exigir velocidade na execução das tarefas", diz.

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Atividades manuais como pintura, cerâmica e artesanato podem ser benéficas e minimizar o desgaste emocional. "Isso porque a área cerebral responsável pela concentração para realizar estas tarefas é a mesma área que provoca os tremores, se esses neurônios são desafiados, o sintoma que caracteriza o Parkinson pode diminuir", afirma Alexandre. Além disso, conversar com familiares, amigos ou mesmo um grupo terapêutico podem ajudar pacientes que têm vergonha de sua condição. "Grupos de apoio e palavras de carinho podem não alterar a progressão de perdas funcionais, evitam o desenvolvimento de doenças oportunistas, como a depressão."