Níveis altos de ferro no sangue podem reduzir risco da doença de Parkinson

Pesquisa analisou mutações genéticas e mostra redução no risco de desenvolvimento do distúrbio

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 06/06/2013

Níveis altos de ferro no sangue podem reduzir risco da doença de Parkinson

A doença de Parkinson é um distúrbio nervoso que provoca tremores e dificuldades para caminhar, se movimentar e se coordenar. Segundo um novo estudo publicado no dia 4 de junho no jornal PLOS Medicine níveis elevados de ferro no sangue podem estar associados a um menor risco de desenvolvimento da doença.

Irene Pichler da Academia Europeia de Bolzano (EURAC), na Itália, e um grupo de pesquisadores internacionais investigaram se haviam evidências sobre a associação dos níveis de ferro e o risco da doença de Parkinson. Estudos anteriores mostraram uma possível ligação entre níveis de ferro baixos no sangue em pessoas com a doença de Parkinson em comparação com quem tinha níveis controlados do mineral.

Os pesquisadores estimaram o efeito de níveis de ferro no sangue sobre o risco da doença de Parkinson por meio de três mutações em dois genes, HFE e TMPRSS6. A investigação contou com 22 mil pessoas da Europa e Austrália, além da análise de um estudo feito com 20.809 pessoas com Parkinson e 88.892 pessoas para o grupo de controle. Ao cruzar os dados dos três grupos, eles obtiveram uma redução de 3% do risco de doença de Parkinson para cada aumento de 10 ug / dl de ferro no sangue.

Essa constatação é importante porque sugere que o aumento dos níveis de ferro no sangue pode ter um efeito protetor contra a doença de Parkinson, embora o mecanismo que explique porque isso acontece permaneça obscuro. Os autores afirmam que são necessários mais estudos sobre os mecanismos param serem propostas as recomendações específicas de tratamento.

Mude os hábitos e trate os sintomas

O doença de Parkinson é uma disfunção na área do cérebro responsável pelos movimentos, principalmente os chamados automáticos, que são aqueles que fazemos sem pensar - como respirar, andar ou levantar de uma cadeira. Alguns hábitos como ginástica facial e musculação podem tratar os sintomas de quem já tem a doença. Confira:

Musculação

Um estudo realizado pela Universidade de Illinois, na cidade de Chicago, afirma que fazer musculação durante uma hora, duas vezes por semana, pode melhorar a coordenação motora de pessoas com Parkinson. De acordo com o personal trainer Juliano Farah, gerente de musculação da Cia. Athletica de Brasília, as consequências geradas pela doença incluem perda e redução da força muscular, além da rigidez dos músculos. "A musculação consegue reverter esses problemas e melhorar a estabilidade da caminhada. A postura também ganha alinhamento", afirma.

Para Juliano, a frequência e intensidade do exercício dependem do grau da doença e o trabalho físico de pacientes com Parkinson deve ser realizado em parceria com o neurologista que acompanha o caso. "Se o programa incluir exercícios com aparelho, o ideal é buscar aqueles com mais conforto e apoio para o corpo, como bicicletas ergométricas máquinas de musculação, em vez de pesos livres."

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