Diagnóstico
O diagnóstico varia muito conforme o caso: enquanto alguns tumores já dão sinais visíveis e podem ser flagrados pelo próprio paciente caso do de mama e do de pele, por exemplo outros crescem silenciosos, e acabam sendo descobertos ou num exame de rotina ou só quando já dão sintomas, na fase avançada da doença.
Câncer de mama
A melhor estratégia para vencer o câncer de mama é o diagnóstico precoce, que pega e trata a doença em seus primeiros estágios. Os passos abaixo mostram uma estratégia comum, mas o melhor a fazer é perguntar ao seu médico sobre maneiras de prevenir ou descobrir cedo o câncer de mama.
Cheque seus seios uma vez ao mês, de três a cinco dias depois do fim da menstruação. Faça um check-up médico completo uma vez ao ano e faça mamografias uma vez a cada um ou dois anos se você tem 40 ou mais anos. A partir dos 50, é recomendável fazê-las anualmente. Comece as mamografias mais cedo se você tem um histórico familiar.
Baseie sua alimentação em frutas, vegetais, grãos e cereais.
Se você usa contracepção, pergunte ao médico sobre os prós e os contras das pílulas anticoncepcionais. Se você está perto da menopausa, pergunte ao médico se você precisa fazer terapia de reposição hormonal. Você e seu médico precisam decidir em conjunto sobre isso levando em conta suas chances de ter câncer de mama.
Quais São Os Sintomas do Câncer de Mama?
Em seus primeiros estágios, o câncer de mama normalmente não apresenta sintomas. Conforme o tumor se desenvolve, você pode notar os seguintes sinais:
Nódulos no seio ou na axila que persistem após o seu ciclo menstrual são normalmente o primeiro sintoma. O nódulo não dói, embora algumas mulheres sintam pontadas. Os nódulos são normalmente visíveis na mamografia muito antes de poderem ser sentidos pelo toque.
Inchaço na axila.
Embora os nódulos sejam indolores, dor e sensibilidade no seio podem ser um alerta.
Achatamento ou afastamento notável dos seios podem indicar um tumor que não pode ser visto ou sentido.
Mudanças de tamanho, contorno, textura ou temperatura do seio; uma superfície avermelhada e esburacada, como a casca de uma laranja, pode ser um sinal de câncer avançado.
Alterações no mamilo, como aparência de estar voltado para dentro, coceira, ardência ou ulceração podem ser sintomas da doença de Paget, um câncer localizado.
Liberação de líquidos pelo mamilo, que podem ser claros, com sangue ou de outra cor geralmente são sinais de tumores benignos, mas podem ser causados por câncer em alguns casos.
Uma área parecida com mármore sob a pele.
Uma área que é notavelmente diferente de qualquer outra área do seio.
Procure um médico se:
Um ou os dois seios apresentar um nódulo anormal ou dor persistente ou se parecer diferente. A causa normalmente não é câncer, mas deve ser identificada.
Suas axilas tiverem glândulas linfáticas inchadas. Qualquer inchaço do tipo pode estar ligado a um câncer.
Quais são os sinais de Alerta do Câncer de Mama?
Nódulos ou engrossamento do seio ou de uma área próxima a ele que persiste durante todo o ciclo menstrual.
Uma massa parecida com uma ervilha.
Mudança de tamanho, forma ou contorno do seio.
Líquidos com sangue ou claros expelidos pelo mamilo.
Mudança na aparência da pele do seio ou do mamilo.
Uma área notavelmente diferente do que qualquer outra no seio.
Uma área dura parecida com mármore sob a pele.
Essas alterações podem ser detectadas durante exames mensais das mamas. Com eles, você pode ficar mais familiarizada com as mudanças mensais normais dos seus seios. O auto-exame das mamas deve ser feito na mesma época todos os meses, de três a cinco dias após a menstruação. Se você parou de menstruar faça o exame no mesmo dia todos os meses.
Câncer de Mama em Estágio Inicial
Que tipo de tumor eu tenho? O que significa invasivo ?
Um tumor é um crescimento celular anormal que pode ser benigno ou maligno . Tumores de mama benignos não ameaçam a vida e não se espalham para outras partes do corpo. Tumores malignos, sim. Um tumor maligno que atinge os tecidos vizinhos é chamado de invasivo .
O que significa lobular" e ductal . O que isso muda no meu tratamento?
Cada seio é composto de até 20 seções chamadas de lóbulos . Cada um deles é formado de muitos pequenos bulbos, ou alvéolos, onde o leite é produzido. Lóbulos e bulbos são ligados por pequenos tubos chamados dutos que carregam leite ao mamilo.
O carcinoma lobular in situ (LCIS, na sigla em inglês) é um tumor benigno que consiste de células anormais no contorno de um bulbo. Apesar de carcinoma se referir a câncer esse tipo de tumor não é um câncer e não há qualquer evidência de que as células anormais de um LCIS vão se espalhar como um. No entanto, ter LCIS significa que a mulher tem um risco maior de desenvolver um câncer em qualquer um dos seios. Apesar disso, a maioria das mulheres com LCIS jamais apresentam a doença.
Nenhum tratamento é necessário e normalmente cirurgia não é recomendada. De vê em quando, mulheres com esse tipo de tumor optam por uma mastectomia bilateral como medida preventiva, mas a maioria dos cirurgiões não aprova essa medida. Algumas mulheres optam por tomar tamoxifen para diminuir a probabilidade de câncer de mama. O LCIS é às vezes chamado de estágio 0 do câncer de mama, mas essa denominação não é exatamente correta porque ele não é, de fato, um câncer.
O carcinoma ductal in situ (DCIS) são células anormais no contorno de um duto. É um tumor maligno não-invasivo, e é também chamado de carcinoma intraductal. Essas células anormais não se espalharam para além do duto e não invadiram o tecido ao redor do seio. No entanto, o DCIS pode se espalhar e se tornar invasivo. Não existe um tratamento cirúrgico recomendado oficialmente, embora uma Conferência de Consenso realizada na Filadélfia em 1999 tenha concluído que a maioria das mulheres com DCIS é candidata para cirurgia de conservação e que menos de uma em quatro precisam de mastectomia.
A terapia com radiação ajuda a prevenir o retorno do DCIS e o desenvolvimento de um câncer invasivo. Se esse timo de tumor se espalhar ou estiver em mais de um lugar, algumas mulheres escolhem passar por uma mastectomia. No tratamento do DCIS, os nódulos linfáticos da axila normalmente não são removidos. Tamoxifen é às vezes usado em conjunto com as opções cirúrgicas. O DCIS também é chamado às vezes de estágio 0 do câncer de mama porque não é invasivo.
Efeitos Colaterais do Tratamento do Câncer de Mama: Quimioterapia e Radioterapia
A quimioterapia e a radioterapia podem destruir células cancerosas. Mas esses tratamentos também podem afetar células saudáveis. Remédios e outros métodos de auto-ajuda podem aliviar muitos dos seguintes efeitos colaterais:
Perda de apetite
Náusea e vômito
Fraqueza e fadiga
Dor na boca
Perda de cabelo
Ganho de peso
Menopausa precoce
Baixa resistência à infecções
Como eu posso saber se tenho câncer de mama?
O câncer de mama responde melhor ao tratamento quando é detectado cedo. Por isso, você deve fazer um check-up médico anual, examinar seus seios mensalmente e fazer as mamografias recomendadas por seu médico.
Auto-exame das mamas
A partir dos 20 anos, examine seus seios mensalmente para que você se familiarize com a estrutura deles e seja capaz de detectar qualquer nódulo. Mudanças pré-menstruais podem causar engrossamento temporário que desaparece após a menstruação, então é melhor checar seus seios de três a cinco dias depois do fim do ciclo. Se você parou de menstruar, examine seus seios no mesmo dia todos os meses, escolha uma data fácil de lembrar. Se um auto-exame das mamas lhe deixa ansiosa ou se você não sabe como fazê-lo, consulte seu médico.
Procure por pequenos orifícios ou mudanças na forma ou na simetria. Isso pode ser feito olhando em um espelho. O resto do exame é melhor fazer no chuveiro, usando sabonete para que suas mãos possam deslizar mais fácil pela pele. Com pressão leve, procure nódulos perto da superfície. Aplique pressão firme para explorar tecidos mais profundos. Aperte cada mamilo gentilmente, se houver ejeção de líquido, principalmente com sangue, procure seu médico.
Se encontrar um nódulo novo ou estranho no seu seio, vá ao médico para ter certeza de que ele não é canceroso ou pré-canceroso. A maior parte dos nódulos é benigno e não é sinal de câncer. O melhor teste para distinguir um cisto de um tumor sólido é o ultra-som ou uma biópsia com agulha. Faça um exame das mamas com um profissional de saúde uma vez a cada três anos a partir dos 20 e anualmente a partir dos 40.
Uma mamografia básica, um raio-X do seio, é recomendada para mulheres aos 35 anos pela Sociedade Americana para o Câncer. Os nódulos no seio podem ser identificados por essa técnica cerca de dois anos antes de poderem ser sentidos com o toque.
Há muitos testes capazes de distinguir um nódulo benigno de um tumor maligno. Como eles costumam ter características físicas diferentes, exames de imagem como a mamografia e a ultra-sonografia geralmente já detectam o câncer. A única de confirmar o diagnóstico maligno, no entanto, é fazer uma aspiração com agulha ou uma biópsia para testar a amostra de tecido.
No caso de malignidade, você e seu médico precisam saber o estágio do câncer. Muitos testes são usados para conferir a presença do tumor e a probabilidade de ele se espalhar, ou entrar em metástase. Células cancerosas podem ser analisadas para verificar a presença ou ausência de receptores de hormônios, para descobrir se o câncer deve responder bem à terapia hormonal, como o tamoxifen. Outros testes podem ajudar a prever a probabilidade de metástase e o potencial de retorno após o tratamento.
Câncer de Mama: O Auto-Exame
A melhor forma de lutar contra o câncer de mama é detectá-lo cedo. O auto-exame das mamas pode ajudar, embora as ferramentas mais eficientes sejam a mamografia e o exame clínico das mamas por um profissional de saúde. De fato, mulheres que realizam o auto-exame regularmente são capazes de encontrar 90% das massas dos seios.
O que é o auto-exame e por que eu devo fazê-lo?
O auto-exame é uma forma de você checar seus seios para verificar a presença de mudanças, como nódulos, que podem sinalizar um câncer de mama. Quando o tumor é detectado em seus primeiros estágios, suas chances de sobrevivência aumentam muito. Apesar de 80% de todos os nódulos do seio não serem cancerosos, você pode ajudar a encontrar mudanças perigosas ao fazer o exame regularmente.
Como faço um auto-exame das mamas?
Siga os passos.
No espelho:
1. Observe-se em um grande espelho nua da cintura para cima em um cômodo bem iluminado. Observe seus seios. Não se assuste se eles não parecerem idênticos no tamanho ou na forma. A maioria dos seios das mulheres não é igual. Com seus braços relaxados ao lado procure por mudanças no tamanho, na forma, na posição ou na pele. Procure ulcerações, rugas ou descoloração. Inspecione seus mamilos e procure por descamações ou alterações na direção.
2. Em seguida, coloca as mãos no quadril e aperte firme para enrijecer os músculos peitorais abaixo de seus seios. Vire de lado a lado para que possa observar a parte externa dos seios.
3. Depois, curve-se para frente em direção ao espelho. Rotacione seus ombros e cotovelos para frente para enrijecer os músculos peitorais. Seus seios cairão para frente. Procure qualquer mudança no formato ou no contorno dos seios.
4. Agora, coloque as mãos atrás da cabeça e aperte-as para frente. Depois, vire-se de lado a lado para inspecionar as partes externas dos seus seios. Lembre-se de verificar a parte debaixo. Você pode precisar levantar os seios com as mãos para poder ver essa área.
5. Verifique se seus mamilos expelem fluidos. Coloque o dedão e o indicador no tecido ao redor do mamilo e pressione para frente, em direção a ele. Procure por qualquer líquido. Faça o mesmo no outro mamilo.
No chuveiro
6. Agora é hora de procurar alterações nos seios. Ajuda estar com as mãos escorregadias com água e sabão. Procure nódulos ou áreas mais grossas na região das axilas. Coloque sua mão esquerda no quadril e alcance a axila esquerda com a mão direita. Faça o mesmo do outro lado.
7. Verifique ambos os lados em busca de nódulos e áreas grossas acima e abaixo da clavícula.
8. Com as mãos ensaboadas, levante um braço atrás de sua cabeça para espalhar o tecido da mama. Use os dedos da outra mão para pressionar gentilmente os seios. Suba e desça indo da linha do sutiã à clavícula. Continue até cobrir todo o seio. Faça o mesmo do outro lado.
Deitada
9. Em seguida, deite-se e coloque um pequeno travesseiro ou uma toalha dobrada embaixo de seu ombro direito. Coloque sua mão direita atrás da cabeça e a esquerda na parte de cima de seu seio direito, com os dedos unidos. Loção corporal pode ajudar.
10. Pense no seu seio como um relógio. Comece no lugar onde estaria marcado 12hs e siga em direção à 1h com movimentos pequenos e circulares. Continue em volta do circulo completo até chegar novamente às 12h. Mantenha seus dedos unidos e em contato constante com o seio. Quando o círculo for completado, mova um centímetro em direção ao mamilo e faça um novo círculo em sentido horário. Continue nesse padrão até ter sentido o seio inteiro. Certifique-se de sentir as áreas externas que se estendem até sua axila.
11.Mantenha seus dedos unidos e diretamente no topo de seu mamilo. Sinta a região abaixo do mamilo. Gentilmente o pressione para dentro. Ele deve se movimentar com facilidade.
Os tumores cancerosos tendem a aparecer mais em certas partes do seio do que em outras. Se você dividir o seio em quatro seções, a porcentagem aproximada dos tumores de mama em cada região é (em sentido horário):
41% no quadrante superior externo
14% no quadrante superior interno
5% no quadrante inferior interno
6% no quadrante inferior externo
34% na área atrás do mamilo
Quase a metade dos casos ocorre no quadrante superior externo do seio, em direção à axila. Alguns médicos se referem a essa região como a cauda do seio e encorajam mulheres a examiná-la com atenção.
O Que Eu Faço Se Encontrar um Nódulo?
Procure seu
médico se encontrar qualquer alteração nos seios, mudanças persistentes
após a menstruação ou outras preocupações.
Câncer de
Mama: Tratamento
Há dois principais objetivos no tratamento
do câncer de mama:
1) Livrar o corpo do câncer tão completamente
quanto for possível
2) Prevenir o retorno do câncer
Como
o tratamento é definido?
O tipo de tratamento recomendado
para você por seu especialista em câncer dependerá do tamanho e da
localização do tumor na mama, dos resultados dos testes de laboratório
feitos nas células cancerosas e do estágio ou da extensão da doença. Seu
médico normalmente leva em conta sua idade e saúde como um todo, além
de seus sentimentos a respeito das opções de tratamento. Discuta suas
opções com ele.
Quais são os tipos de tratamento
disponíveis?
O tratamento do câncer de mama é local ou
sistêmico. Tratamentos locais removem, destroem ou controlam as células
cancerosas em uma área específica, como o seio. Eles incluem:
Cirurgia,
ou a mastectomia ou a lumpectomia (também chamada de cirurgia
conservadora ou de mastectomia parcial) com ou sem a remoção do nódulo
linfático.
Radioterapia Os tratamentos sistêmicos são usados para
matar ou controlar células cancerosas em todo o organismo. Eles incluem:
Quimioterapia,
que usa remédios para matar células cancerosas. Os efeitos colaterais
podem incluir náusea, perda de cabelo, menopausa precoce, calores,
fadiga e anemia temporária.
Terapia hormonal. Ela usa remédios para
prevenir os hormônios, especialmente o estrogênio de promover o
crescimento das células cancerosas que podem permanecer após a cirurgia.
Efeitos colaterais incluem calores e secura vaginal.
Terapia
Biológica, que funciona usando o sistema imunológico do corpo para
destruir células cancerosas. O remédio mira nas células do tumor de mama
que apresentam altos níveis de uma proteína chamada HER2. Tratamentos
sistêmicos podem ser dados após tratamentos locais (terapia adjuvante),
para matar células cancerosas que permanecem no corpo, ou antes (terapia
neoadjuvante). A paciente pode receber apenas um dos tratamentos ou uma
combinação, dependendo de suas necessidades.
O que
dizem os médicos
Quando um exame de mama ou uma mamografia
indica algo suspeito, os médicos costumam enviar as pacientes para fazer
uma biópsia. Durante esse procedimento, uma pequena amostra de células
ou de tecido da área afetada é coletada, usando cirurgia, agulhas e
outras técnicas. Depois que a amostra é retirada, ela é enviada a um
laboratório para ser testada.
Se os testes indicarem que um
câncer foi encontrado, você deve procurar uma segunda opinião para
confirmar o diagnóstico. Antes disso, pode querer entrar me contato com
seu plano de saúde, para saber o que ele cobre.
Primeiro, peça ao
seu médico a indicação de um especialista em câncer, ou ligue para um
centro médico ou hospital que trate a doença. O Instituto Nacional do
Câncer relacionou alguns centros que fornecem tratamento de última
geração contra o câncer. Pegue os nomes de diferentes médicos e
hospitais que ofereçam os mais eficientes e novos tratamentos e tenham a
maior experiência no assunto.
Quando você tem câncer, ter o
tratamento inicial correto é muito importante. Você deve pedir ao médico
da segunda opinião uma avaliação do tratamento planejado para você para
garantir que você terá acesso ao que há de mais novo na medicina e às
melhores chances de se tratar o seu tipo de câncer.
Câncer
de Mama: Combatendo a Fadiga Associada ao Câncer
A fadiga é
comum em pacientes com câncer e muitas vezes confundida com cansaço.
Cansaço acontece com todo mundo, é uma sensação que você espera ter após
certas atividades ou ao fim do dia. Normalmente, você sabe por que está
cansado e uma boa noite de sono resolve o problema.
A fadiga é
uma falta de energia diária: um cansaço anormal e excessivo não aliviado
pelo sono. Ela pode ser aguda (durando um mês ou menos) ou crônica
(durando de um a seis meses ou mais). A fadiga pode impedir que você
funcione normalmente e causa impacto na sua qualidade de vida.
A
fadiga associada ao câncer é um dos efeitos colaterais mais comuns da
doença e de seus tratamentos. Normalmente, surge repentinamente, sem elo
com atividade ou exaustão, e não é aliviada pelo descanso ou pelo sono.
Muitas vezes é descrita como paralisante e pode continuar aparecendo
mesmo após o tratamento.
Quais são as causas da fadiga
ligada ao câncer?
A causa exata é desconhecida, mas pode
estar ligada à progressão da doença. Os tratamentos a seguir são
comumente associados à fadiga:
Quimioterapia. Qualquer medicação
quimioterápica pode causar fadiga. Pacientes freqüentemente relatam
fadiga após muitas semanas de tratamento, mas isso varia. Em alguns, a
fadiga dura apenas alguns dias, enquanto outros afirmam que o problema
persiste por todo o tratamento e mesmo após sua finalização.
Radioterapia.
Terapia de radiação pode causar fadiga cumulativa (que aumenta com o
passar do tempo). Isso pode ocorrer independentemente do local tratado. A
fadiga geralmente dura de três a quatro semanas depois da parada do
tratamento, mas pode continuar por mais dois ou três meses.
Transplantes
de medula óssea. Esse tratamento agressivo pode causar fadiga que dura
até um ano. Terapia biológica. Interferons e interleuquinas são
citoquinas, proteínas naturais da célula que são normalmente liberadas
pelos glóbulos brancos em resposta a infecções. Em altas doses, elas
podem ser tóxicas e causar fadiga persistente.
Terapia de
combinação. Mais de um tipo de tratamento contra o câncer ao mesmo tempo
ou em seguida aumenta as chances de desenvolver fadiga.
Quais
outros fatores contribuem para a fadiga?
Estado
hipermetabólico causado pelo tumor. Células cancerosas competem por
nutrientes, com freqüência às custas das células normais. Além da
fadiga, perda de peso e falta de apetite são efeitos comuns.
Nutrição
reduzida pelos efeitos colaterais dos tratamentos (como náusea, vômito,
dores na boca, mudanças de paladar, ardência ou diarréia).
Tratamentos
contra o câncer podem reduzir a contagem de células sangüíneas, o que
pode levar à anemia, um problema do sangue que ocorre quando não há
suficiente hemoglobina, a substância que permite que o sangue transporte
oxigênio pelo corpo. Com menos oxigênio, há fadiga.
Se a glândula
tireóide estiver sub-ativada, o metabolismo pode desacelerar para que o
corpo não queime comida rápido o suficiente para gerar energia adequada.
Essa é uma condição comum, mas pode também acontecer apos radioterapia
nos nódulos linfáticos do pescoço.
Medicamentos usados para tratar
efeitos colaterais como náusea, dor, depressão, ansiedade e convulsões.
Dor
crônica e severa.
Estresse, que pode vir tanto do lidar com a doença
e seus desconhecidos como da preocupação com as metas diárias e com a
expectativa alheia. A fadiga costuma aparecer quando os pacientes tentam
manter seus estilos de vida, suas rotinas e suas atividades durante o
tratamento. Mudar seus hábitos pode ajudar. Depressão e fadiga
geralmente andam lado a lado, mas é difícil verificar quem chega
primeiro. Uma forma de resolver isso é tentar entender seus sentimentos e
como eles afetam sua vida. Se você está deprimida o tempo todo, se você
já estava deprimida antes do diagnóstico ou se está preocupada com
sentimentos de inutilidade e baixo valor, talvez deva procurar um
tratamento para depressão.
Como fazer para combater a fadiga?
A melhor maneira
é tratar a causa médica por trás dela. Infelizmente, na maioria dos
casos, a causa é desconhecida ou múltipla. Há outros tratamentos médicos
que podem ajudar a melhorar a fadiga causada pelo hipertireoidismo e
pela anemia. Outras causas de fadiga precisam ser avaliadas
individualmente.
E a nutrição?
A fadiga
associada ao câncer normalmente piora se você não está comendo bem ou
direito. Manter uma boa nutrição pode ajudá-la a se sentir melhor e a
ter mais energias. Aqui estão algumas estratégias para melhorar seu
consumo de nutrientes.
Consuma as calorias mínimas
necessárias. A necessidade calórica estimada para uma pessoa
com câncer é de 30 calorias por quilo se o seu peso estiver estável.
Adicione mais 500 calorias ao dia se perdeu peso. Por exemplo, uma
pessoa de 75 kg precisa de cerca de 2.250 calorias para manter seu peso.
Consuma
bastante proteína. Proteína reconstrói e repara tecidos
danificados e envelhecidos. A necessidade estimada é de 1 a 1,2 gramas
de proteína por quilo de peso. Exemplo: Uma pessoa de 75 quilos precisa
de algo em torno de 75 a 80 gramas de proteína ao dia. As melhores
fontes de proteína são os laticínios e as carnes.
Beba muito
líquido. Um mínimo de oito copos de líquido por dia vai
prevenir a desidratação (cerca de dois litros). Os líquidos podem
incluir suco, leite, milkshakes e outras bebidas. E, é claro, água.
Evite bebidas com cafeína. Saiba que precisa beber mais se está sofrendo
de diarréia ou vômito.
Garanta que está consumindo
vitaminas suficientes. Tome um suplemento se não tem certeza.
Um multivitamínico que oferece ao menos 100% das necessidades mínimas
diárias da maioria dos nutrientes. Observe: suplementos vitamínicos não
fornecem calorias, que são essenciais para a produção de energia.
Vitaminas não substituem uma alimentação adequada.
Consulte
um nutricionista. Ele poderá dar sugestões para resolver
qualquer problema de alimentação que possa estar interferindo com sua
nutrição (como sensação precoce de saciedade, dificuldade para engolir
ou alterações no paladar). Um nutricionista também pode sugerir formas
de maximizar as calorias e incluir proteínas em porções menores de
comida (como leite em pó, achocolatados e outros suplementos
comerciais).
E os exercícios?
Reduzir a
atividade física, o que pode ser resultado da doença ou do tratamento,
pode levar ao cansaço e à falta de energia. Cientistas descobriram que
mesmo atletas saudáveis forçados a passar períodos longos de tempo
deitados ou sentados desenvolvem sintomas de ansiedade, depressão,
fraqueza, fadiga e náusea.
Exercício regular e moderado pode
melhorar esses sintomas, ajudar a se manter ativo e aumentar a energia.
Mesmo durante o tratamento é possível continuar se exercitando. Passe
por um médico antes de começar um programa de exercícios.
Quando
devo ligar para o meu médico?
Embora a fadiga associada ao
câncer seja um efeito colateral comum e esperado do câncer e de seus
tratamentos, você deve se sentir a vontade para mencionar suas
preocupações a seus médicos. Há momentos em que fadiga pode ser uma
pista sobre um problema médico por debaixo dos panos. Em outros, pode
haver intervenções médicas para ajudar a controlá-la. Finalmente, deve
haver algumas sugestões mais especificas para a sua situação que
ajudariam a combater a fadiga. Tenha certeza de que seu médico ou
enfermeira saiba que você tem:
Falta de ar com pouco desgaste
Dor
incontrolável
Inabilidade de controlar os efeitos colaterais como
náusea, vômito, diarréia ou falta de apetite.
Ansiedade e nervosismo
incontroláveis.
Depressão.
Diagnóstico do câncer de
pulmão
Se os exames físicos de rotina encontrarem nódulos
linfáticos inchados acima da clavícula, uma massa no abdômen, respiração
fraca ou sons estranhos no pulmão, seu médico pode suspeitar de um
tumor no pulmão. Alguns deles produzem taxas altas de certos hormônios
ou substâncias, como o cálcio, no sangue. Se uma pessoa mostra esses
traços e nenhuma outra causa está aparente, ele deve considerar a
possibilidade de câncer. Uma vez que um tumor maligno começa a causar
sintomas, ele pode ser visto em um raio-X. É normal que um tumor ainda
não-sintomático seja visto em um raio-X realizado por outro motivo.
Exames
de muco ou de fluido pulmonar podem revelar células cancerosas
completamente desenvolvidas. O diagnóstico é normalmente confirmado com
uma biópsia. Com o paciente ligeiramente anestesiado, o médico guia um
pequeno e fino tubo pelo nariz e através das vias aéreas até o local do
tumor, onde uma pequena amostra de tecido é retirada. Se a biópsia
confirmar o câncer, outros exames vão determinar o tipo e o quanto ele
se espalhou. Nódulos linfáticos próximos podem ser examinados. Raios-X e
exames de catarro não se provaram como formas efetivas de detectar o
câncer em seus primeiros estágios, por isso não são recomendados.
Exames
e Testes
Após ouvir sobre os sintomas, um médico, ou o
principal ou um de emergência, vai formular uma lista de diagnósticos
possíveis. Ele vai fazer perguntas sobre os sintomas; sobre o histórico
médico e cirúrgico; sobre o histórico de fumo e de trabalho; e outras
perguntas sobre estilo de vida, saúde e medicamentos tomados. A não ser
que esteja ocorrendo expectoração de sangue, uma radiografia do peito
provavelmente será realizada para procurar uma causa para os sintomas
respiratórios.
O raio-X pode ou não encontrar uma anormalidade.
Tipos
de anormalidades vistas no câncer de pulmão incluem um pequeno nódulo
ou mais ou uma grande massa.
Nem todas as anormalidades são tumores.
Por exemplo, algumas pessoas apresentam cicatrizes e depósitos de
cálcio em seus pulmões que podem parecer tumores na radiografia. Na
maior parte dos casos, uma tomografia computadorizada ou uma ressonância
magnética vão ajudar a definir qual é o problema.
Se os sintomas
forem severos o raio-X pode ser dispensado e uma tomografia ou uma
ressonância pode ser pedida diretamente.
A vantagem da tomografia e
da ressonância é que elas mostram muito mais detalhes e são
tridimensionais.
Esses exames ajudam a definir o estágio do câncer
ao mostrar o tamanho do tumor.
Eles também podem ajudar a
identificar a extensão do câncer nos nódulos linfáticos e em outros
órgãos.
Se a radiografia de uma pessoa indicar a presença de um
tumor, ela vai passar por um procedimento para o diagnóstico. Ele começa
com a remoção de um pequeno pedaço do tecido do tumor (biópsia) ou de
um pequeno volume de líquido do saco em torno do pulmão. As células
retiradas são vistas em um microscópio por um médico especializado. Há
diferentes maneiras de se obter essas células:
Exame de
catarro: um exame simples usado de vez em quando para detectar
câncer nos pulmões. catarro é o muco grosso expelido durante a tosse.
Células nele podem ser examinadas para ver se são cancerosas. Esse exame
não é completamente confiável. Se negativo, precisa ser confirmado com
mais testes.
Broncoscopia: exame endoscópico dos
pulmões. O broncoscópio é inserido pela boca ou pelo nariz pelas vias
aéreas. De lá, pode alcançar os brônquios. O médico pode procurar
tumores e recolher amostras. Esse exame é normalmente usado para
determinar a extensão do tumor. É um procedimento desconfortável que
requer uma pequena dose de anestesia na boca e na garganta, e sedação.
Biópsia
de agulha: se um tumor estiver na periferia do pulmão, ele não
poderá ser visto com uma broncoscopia. Em vez disso, será feita uma
biópsia através de uma agulha inserida no peito e no tumor. A agulha é
guiada por uma radiografia ou por uma tomografia. O procedimento é
seguro e eficiente. O maior risco é de perfuração, que ocorre em algo
entre 3% e 5% dos casos. Embora o problema seja sério, quase sempre é
reconhecido rapidamente e tratado sem conseqüências.
Toracocentese,
ou punção pleural: tumores de pulmão, primários e
metastáticos, podem fazer fluido se acumular no saco em volta do pulmão.
Isso é chamado de efusão pleural. Esse fluido geralmente tem células do
câncer e amostras dele podem confirmar a presença da doença. A amostra é
retirada por uma agulha em um procedimento parecido com a biópsia de
agulha. Esse exame é importante tanto para o diagnóstico e para a
avaliação da doença.
Toracotomia: às vezes um
câncer de pulmão não pode ser alcançado nem por broncoscopia nem por
procedimentos com agulha. Nesses casos, a única maneira de fazer a
biópsia é com cirurgia. O peito é aberto e a maior quantidade possível
de tumor é retirada. A biópsia é feita no tumor retirado. Infelizmente, a
cirurgia pode não ter sucesso na remoção de todas as células cancerosas
se o tumor for grande ou se ele já tiver se espalhado para os nódulos
linfáticos.
Mediastinoscopia: é outro
procedimento endoscópico, realizado para determinar a extensão do câncer
na área do peito entre os pulmões. Uma pequena incisão é feita abaixo
do pescoço, acima do esterno. Em alguns casos, a incisão ocorre no
peito. O mediatinoscópio é inserido e amostras dos nódulos linfáticos
são retiradas. O procedimento é importante para determinar se o tumor
pode ser removido com cirurgia.
Outros exames:
são feitos para avaliar o tumor e a capacidade do paciente suportar a
cirurgia e outros tratamentos. A função pulmonar testa a capacidade
respiratória. Exames de sangue identificam desequilíbrios químicos,
problemas sanguíneos ou outras condições que podem complicar o
tratamento. Tomografias e ressonâncias podem ser realizadas nas áreas
mais comuns de metástase, se os sintomas indicarem que o tumor se
espalhou. Um escaneamento ósseo verifica se o câncer atingiu os pulmões.
Classificação: serve para planejar o
tratamento, feito individualmente para cada paciente. A classificação é
feita baseada no tamanho, na localização e na metástase do tumor.
Cirurgia
de Câncer de Pulmão
É o tratamento preferido de pacientes
com CPCNP (câncer de pulmão de células não-pequenas) em seus primeiros
estágios. Infelizmente, entre 60% e 80% dos pacientes com tumores
avançados ou metastáticos não são candidatos para cirurgia.
Pessoas
com CPCNP (câncer de pulmão de células não-pequenas) que não se
espalhou podem suportar a cirurgia se tiverem boa capacidade
respiratória.
Uma porção de um lobo, todo um lobo, ou um pulmão
inteiro pode ser retirado. A extensão da remoção depende do tamanho do
tumor, da sua localização e de quanto ele se espalhou.
Uma técnica
chamada de criocirurgia é às vezes usada para tratar CPCNP. Nela, o
tumor é congelado e destruído, para aliviar os sintomas.
As taxas de
cura para pequenos tumores periféricos são de 80%.
Apesar da
remoção cirúrgica completa, uma grande quantidade dos pacientes com
câncer em estágios iniciais tem recorrência e morrem disso.
A
cirurgia não é largamente usada no câncer de pulmão de células pequenas,
porque ele se espalha rapidamente pelo corpo, tornando a remoção
cirúrgica praticamente impossível. Uma cirurgia de câncer de pulmão é
muito séria. Muitas pessoas sentem dor, fraqueza, fadiga e falta de ar
após a operação. A maioria tem problemas de locomoção, para tossir e
respirar fundo. A recuperação pode ir de algumas semanas a muitos meses.
Diagnóstico do câncer de ovário
O câncer
de ovário é confirmado e avaliado por biópsias obtidas durante cirurgia
de laparotomia. Alguns exames iniciais são feitos antes da cirurgia se
há suspeita de câncer de ovário. Os exames incluem:
Levantamento
do histórico médico para checar seus sintomas e suas chance de
desenvolver câncer de ovário.
Um exame físico, que inclui um exame
pélvico e um papanicolau. Nódulos no ovário podem ser sentidos durante o
exame pélvico. Um exame retovaginal bimanual também pode ser feito para
sentir os órgãos pélvicos.
Uma contagem completa de sangue para
verificar se há anemia ou qualquer alteração sanguínea.
Uma
avaliação química para verificar problemas no fígado e nos rins.
Um
exame dos níveis de gonadotropina coriônica humana pode ser feito para
eliminar a possibilidade de gravidez ou de gravidez ectópica.
Um
exame para medir o antígeno do câncer 125, uma proteína encontrada na
superfície de muitas células cancerosas do ovário.
Um ultra-som
pélvico e transvaginal para procurar nódulos no ovário.
Exames
adicionais podem ser feitos antes da cirurgia para determinar se outras
áreas do corpo estão envolvidas. Os exames incluem:
Uma
tomografia ou ressonância pélvica ou abdominal e um raio-X do peito para
verificar se o câncer se espalhou.
Tratamentos e
cuidados
Sua escolha de tratamento e os resultados de
longo prazo (prognóstico) para mulheres com câncer de ovário dependem do
tipo e do estágio do câncer. Sua idade, saúde, qualidade de vida e
desejo de ter filhos também devem ser levados em conta.
A cirurgia é
feita para confirmar e tratar o câncer. A remoção de todos os tecidos
cancerosos e a realização de biópsias para checar se o câncer se
espalhou (classificação cirúrgica) é importante para o diagnóstico e
para o tratamento.
A quimioterapia é recomendada após a cirurgia
para a maioria dos estágios de câncer de ovário. Estudos recentes
mostram que essa combinação melhora os resultados de alguns tumores em
estágios iniciais.
Tratamento inicial
O
objetivo da cirurgia inicial é remover todo o câncer visível. O tipo de
cirurgia que você vai precisar depende do estágio de seu câncer e de
você querer ter filhos após a operação. Se você tem um tumor em seus
primeiros estágios e quer ter filhos, sua cirurgia pode incluir:
Remoção
do ovário canceroso e da trompa de falópio.
Uma biópsia de seu
outro ovário.
Remoção do tecido gorduroso que fica grudado em alguns
órgãos abdominais.
Remoção dos nódulos linfáticos da pélvis e
próximos à aorta na barriga.
Biópsias de outros tecidos e do fluido
peritoneal da barriga.
Seu útero e o ovário saudável vão
permanecer, então pode ser possível engravidar. Se seu tumor estiver em
um estágio mais avançado ou se você tem um tumor no primeiro estágio,
mas não quer ter filhos, sua cirurgia pode incluir:
Uma
histerectomia, que remove o útero, e uma salpingo-ooforectomia, que
remove seus ovários e as trompas de falópio.
Coleta de fluido
peritoneal.
Remoção dos nódulos linfáticos pélvicos e próximos à
aorta (dissecação do nódulo linfático).
Remoção do tecido gorduroso.
Remoção de tanto tecido canceroso quanto possível.
Biópsias de
qualquer tecido que possa ser canceroso.
Como essa cirurgia
remove todos os órgãos reprodutores, você não poderá ter filhos.
A
quimioterapia é recomendada após a cirurgia para a maioria das
mulheres. O tratamento atual consiste de seis ciclos de paclitaxel e
carboplatina ou cisplatina. Cada ciclo quimioterápico é agendado a cada 3
ou 4 semanas, então o tratamento completo pode durar de 4 a 6 meses.
Estudos estão buscando como fazer a quimioterapia chegar direto na
barriga. Um deles comparou dois grupos de mulheres com câncer de ovário
no estágio 3 que já tinham passado por cirurgia, um que passou por
quimioterapia com paclitaxel e cisplatina intravenosos enquanto o outro
grupo recebeu paclitaxel intravenoso seguido por um combinado de
paclitaxel e cisplatina direto na barriga. Embora o segundo grupo tenha
sofrido mais efeitos colaterais, a taxa de sobrevivência nele foi
melhor.
Se você recebeu recentemente o diagnóstico de câncer de
ovário, pode passar por diversas emoções diferentes. A maior parte das
mulheres sente raiva, rancor e negação. Não existe uma forma normal ou
certa de lidar com o câncer. Você pode seguir alguns passos, no entanto,
para lidar com suas reações emocionais. Algumas mulheres encontram
conforto conversando com família e amigos, enquanto outras preferem
ficar sozinhas.
Se suas emoções estiverem interferindo com sua
capacidade de tomar decisões sobre seu tratamento e sobre como continuar
com sua vida, é importante conversar com seu médico. Ele pode oferecer
serviços de aconselhamento. Você também pode procurar um grupo de apoio.
Conversar com outras mulheres que passaram por experiências parecidas
pode ajudar.
Em mais de 70% das mulheres com câncer de ovário, o
câncer já se espalhou (entrou em metástase) para fora da pélvis. Câncer
em estágio avançado se espalha mais comumente para o contorno da
cavidade abdominal, os nódulos linfáticos pélvicos e para o tecido
gorduroso em vota do intestino.
Seu resultado de longo prazo
depende de sua idade, do estágio e grau de seu câncer, e da quantidade
de tumor que permanece após a primeira cirurgia. Sua qualidade de vida é
um assunto importante ao decidir sobre opções de tratamento. Discuta
suas preferências pessoais com seu oncologista.
Você pode ter
interesse em participar de pesquisas científicas chamadas de testes
clínicos, que buscam melhores maneiras de tratar pacientes com câncer
baseados nas últimas informações a respeito da doença. Mulheres que não
querem tratamentos convencionais ou em quem os tratamentos convencionais
não funcionam, podem querer participar de testes clínicos.
Tratamento
continuado
Tratamento continuado Depois do tratamento
inicial para câncer de ovário, é importante manter o acompanhamento.
Suas reações emocionais podem continuar ao longo do tratamento,
dependendo de seu prognóstico, do tratamento usado e de suas decisões
sobre sua qualidade de vida. Seu oncologista ginecologista ou
oncologista vai marcar check-ups regulares, normalmente a cada três
meses nos primeiros dois anos após o tratamento, e a cada 6 ou 12 meses a
partir de então, dependendo do estágio do seu câncer. Essas avaliações
vão incluir:
Um exame de seu pescoço, pulmões e abdômen e um exame
pélvico para procurar sinais de retorno do câncer ou de nódulos
linfáticos inchados.
Um exame de sangue
Uma tomografia ou
ressonância abdominal e pélvica para verificar se o câncer se espalhou,
principalmente se surgem novos sintomas, como dor
Uma segunda
cirurgia, depois de 6 ciclos de quimioterapia, pode ser feita em estudos
ou testes clínicos se não for encontrado nenhum traço de câncer no
exame físico, nos exames de sangue ou no raio-X, na tomografia ou na
ressonância. Mais biópsias são feitas nessa segunda cirurgia para
verificar se há necessidade de mais tratamentos. Essa cirurgia não é
recomendada como um tratamento comum porque há chances de complicações e
porque não há certeza de que ela aumenta as taxas de sobrevivência
Tratamento
se o problema piorar
O resultado de longo prazo
(prognóstico) para o câncer de ovário que retorna após o tratamento
depende de acordo com a metástase. Entre 30% e 50% das mulheres tratadas
vêem o câncer retornar dentro de 5 anos. 3 Mulheres que têm o retorno
do câncer dentro de seis meses dificilmente responderão a mais
tratamentos com os mesmos remédios de quimioterapia em comparação com
mulheres em quem o câncer retorna após seis meses. Outros
quimioterápicos podem ser recomendados
A quimioterapia dada após
a cirurgia é chamada de terapia adjuvante. A maioria dos tratamentos
para câncer de ovário causa efeitos colaterais, que dependem do
tratamento escolhido, da sua idade e de sua saúde. Seu médico pode
conversar com você a respeito disso. Os efeitos colaterais da
quimioterapia podem incluir perda de apetite, náusea, vômito, diarréia,
dor na boca e perda de cabelo. Os efeitos colaterais da cirurgia
dependem da quantidade de operação feita para tratar o estágio inicial
do câncer.
Controlando a náusea e o vômito causados pela
quimioterapia
De todos os efeitos colaterais da
quimioterapia, a náusea e o vômito são os mais comuns e entre os mais
temidos. Mas passar por quimioterapia não significa que você terá que
sofrer com isso. Pontos chave
Náusea e vômitos podem ser controlados
e até prevenidos. O melhor tratamento será definido por seus médicos,
baseados em suas necessidades e sentimentos particulares. Você é a
autoridade a respeito do que sente.
Os remédios antináuseas de hoje
são muito bons em prevenir e controlar náusea e vômito. Seu médico deve
ser capaz de encontrar um que funcione para você.
Previna a náusea.
Quando seu médico ou você prevêem que um tratamento vai deixar você com
náuseas, tome um remédio antináuseas antecipadamente.
Há diversas
outras maneiras de se aliviar e fazer você se sentir melhor antes e
depois de seus tratamentos quimioterápicos.