Tipos
Câncer de mama
O câncer de mama geralmente começa com a formação de um pequeno e confinado tumor. Alguns são benignos, ou seja, não invadem outros tecidos. Outros são malignos, ou cancerosos, e têm o potencial de entrar em metástase e se espalhar. Quando um tumor como esse alcança um certo tamanho, tem mais chances de espalhar suas células para outras partes do corpo através da corrente sanguínea e do sistema linfático. Diferentes tipos de câncer de mama crescem e se espalham em velocidades diferentes; alguns levam anos para irem além do seio, enquanto outros são rápidos.
Homens também podem ter câncer de mama, mas eles são apenas menos da metade de 1% dos casos. Entre as mulheres, o de mama é o tipo mais comum de câncer e a segunda maior causa de morte por tumores, depois do câncer de pulmão.
Se oito mulheres viverem até ao menos os 85 anos, será esperado que pelo menos uma delas desenvolva essa doença em algum ponto da vida. Dois terços das mulheres com câncer de mama têm mais de 50 anos, e a maioria do resto tem entre 39 e 49.
Felizmente, o câncer de mama é tratável se detectado cedo. Tumores localizados podem normalmente ser tratados com sucesso antes do câncer se espalhar; em nove de cada 10 casos, a mulher vai viver por pelo menos outros cinco anos. Os especialistas consideram uma sobrevivência de cinco anos uma cura.
Uma vez que o câncer começa a se espalhar, no entanto, se livrar dele fica mais difícil, embora o tratamento possa manter a doença sob controle por anos. Melhorias no diagnóstico e no tratamento fizeram com que pelo menos sete de cada 10 mulheres com câncer de mama vivam mais do que cinco anos após o primeiro diagnóstico. Metade vive mais de 10 anos.
O Que Causa o Câncer de Mama?
Embora as causas precisas do câncer de mama não sejam claras, conhecemos os principais fatores de risco. Ainda assim, muitas mulheres que são consideradas com grande risco de desenvolver a doença nunca a têm, enquanto muitas que têm o câncer não apresentam nenhum fator de risco. Entre os principais fatores está o envelhecimento e o histórico familiar. O risco aumenta um pouco para mulheres que já tiveram nódulos benignos e muito para mulheres que tiveram no passado câncer na mama ou no ovário.
Uma mulher que tenha uma mãe, irmã ou filha com câncer de mama tem de duas a três vezes mais chances de desenvolver a doença, especialmente se mais de um familiar de primeiro grau tiver sido afetado. Os cientistas identificaram dois genes responsáveis por algumas características do câncer de mama familiar. Cerca de uma mulher em cada 200 tem esses genes. Ter o gene predispõe uma mulher ao câncer, mas não é garantia de que ela o terá.
Em geral, mulheres acima dos 50 anos têm mais chances de ter câncer de mama do que mulheres jovens. Mulheres negras também têm mais chances de ter a doença antes da menopausa do que as brancas.
Um elo entre o câncer de mama e os hormônios está gradualmente ficando mais claro. Pesquisadores acreditam que quanto maior a exposição de uma mulher ao hormônio estrogênio, mais vulnerável ela fica ao câncer de mama. O estrogênio faz as células se dividirem; quanto mais as células se dividem, maiores são as chances de ocorrer algum erro e elas se tornarem um câncer.
A exposição de uma mulher ao estrogênio e à progesterona aumenta e diminui durante sua vida, influenciada pela idade com que ela tem a primeira e a última menstruação, pela duração média de seu ciclo menstrual e pela sua idade durante o primeiro parto. O risco de desenvolver esse tipo de câncer aumenta se ela menstruar antes dos 12, tiver seu primeiro filho após os 30, parar de menstruar após os 55 ou se seu ciclo menstrual for mais curto ou mais longo que a média de 26-29 dias. Pesquisas atuais indicam que os hormônios das pílulas anticoncepcionais provavelmente não aumentam esse risco. Alguns estudos sugerem que a terapia de reposição hormonal depois da menopausa pode aumentar o risco, especialmente quando feita por mais de 5 anos. Ainda há discussão a respeito disso, no entanto. Doses altas de radioterapia também podem ser um fator, mas mamografias de baixa dose apresentam quase nenhum risco.
O elo entre a alimentação e o câncer de mama é muito debatido. A obesidade é um fator de risco importante, e o consumo regular de álcool (mais do que algumas doses ao dia) pode promover a doença. Muitos estudos mostraram que mulheres com alimentação rica em gordura têm mais chance de desenvolver esse tipo de tumor. Pesquisadores suspeitam que se uma mulher baixar seu consumo de gordura para menos de 20% ou 30% ela pode ser protegida do desenvolvimento do câncer de mama.
Câncer de Mama: Visão Geral dos Riscos
Em 1940, o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama durante sua vida era de 5%, ou uma em 20. A Sociedade Americana para o Câncer estima que o risco em 2005 chegou a 13%, quase uma em oito. Em muitos casos não se sabe por que uma mulher desenvolver um câncer de mama. De fato, 70% de todas as mulheres com a doença não apresentam fatores de risco conhecidos.
Quais são os fatores de risco?
Um fator de risco é qualquer coisa que aumente as chances de uma pessoa ter uma doença. Tipos diferentes de câncer têm tipos diferentes de fatores de risco.
Risco significativamente alto
Uma mulher com histórico de câncer em um seio tem chances de três a quatro vezes maiores de desenvolver um novo câncer de mama, não relacionado ao primeiro, no outro seio ou em outra parte do mesmo seio. Isso é diferente de um ressurgimento do primeiro tumor.
Risco moderadamente alto
Envelhecimento.
Seu risco de desenvolver câncer de mama aumenta conforme você envelhece. Cerca de 77% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama ao ano têm mais de 50 anos, e quase metade tem 65 ou mais. Considere isto: em mulheres de 40 a 49 anos, há um risco de uma em cada 68 desenvolver câncer. No grupo de entre 50 a 59 anos, o risco salta para uma em cada 37.
Histórico familiar direto.
Ter uma mãe, uma irmã ou uma filha (parente de primeiro grau) com câncer de mama coloca você em risco de ter a doença. O risco é ainda maior se sua parente desenvolver o câncer antes da menopausa ou se o teve nos dois seios. Ter uma parente de primeiro grau com câncer de mama dobra as chances de uma mulher apresentar a doença. Ter duas, quintuplica. Ter um parente do sexo masculino com a doença também aumenta as chances de apresentar a doença.
Genética.
Portadoras de mutações em um dos dois genes do câncer de mama familiar, o BRCA1 e o BRCA2, têm um risco mais alto. Mulheres com uma alteração hereditária em um desses genes têm até 80% de chances de desenvolver câncer de mama durante suas vidas.
Lesões no seio.
Um resultado passado de hiperplasia (lobular ou ductal) atípica aumenta o risco entre 4 ou 5 vezes.
Risco ligeiramente alto
Histórico familiar distante. Ou seja, câncer de mama em parentes mais distantes, como tias, avós e primas.
Biópsia do seio anormal no passado. Mulheres que tiveram biópsias mostrando um dos seguintes casos têm um risco ligeiramente maior: fibroadenomas complexos, hiperplasia sem atipia, adenose esclerosante e papiloma solitário.
Idade no parto. Ter seu primeiro filho após os 30 ou nunca ter filhos. Menarca precoce. Primeira menstruação antes dos 12.
Menopausa tardia. Entrar na menopausa após os 55.
Peso. Estar acima do peso, principalmente na cintura, com consumo excessivo de calorias e gorduras, especialmente após a menopausa.
Radiação excessiva. Especialmente verdade para mulheres que receberam radiação para tratar inflamação nas mamas (mastite) após o parto, raios X fluoroscópicos para tuberculose ou que foram expostas a grandes quantidade de radiação antes dos 30, normalmente para tratar câncer como linfomas.
Histórico familiar de outros tumores. Histórico familiar de câncer nos ovários, no colo do útero ou no cólon.
Ascendência. Descendentes mulheres de judeus do leste e do centro da Europa.
Álcool. Em comparação com mulheres que não bebem, as que consomem uma dose de bebida alcoólica por dia apresentam um aumento bem pequeno no risco, e aquelas que tomam de 2 a 5 doses ao dia apresentam um aumento de 1,5. Álcool também aumenta o risco de desenvolver câncer na boca, na garganta e no esôfago.
Etnia. Em geral, mulheres brancas têm um risco ligeiramente maior do que negras, asiáticas, hispânicas e índias.
Terapia de Reposição Hormonal. Uso a longo prazo de estrogênio e progesterona. O risco volta ao normal 5 anos após o fim da terapia.
Risco baixo
Gravidez antes dos 18 anos
Menopausa precoce
Remoção cirúrgica dos ovários antes dos 37 anos
A maioria das mulheres com câncer de mama tem um histórico familiar da doença?
Não. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama são apenas de 5% a 10% dos casos. Se você tem um parente com a doença, você tem um risco maior. Ainda assim, três quartos das mulheres com esse fator de risco jamais desenvolvem um tumor do tipo. Mesmo sem um histórico familiar há risco de se desenvolver câncer de mama, especialmente após os 50.
Câncer
colo-retal
Para entender o câncer colo-retal, pode
ajudar entender primeiro quais são as partes do corpo afetadas e como
elas funcionam,
Cólon
O cólon é um tubo
musculoso de quase dois metros que liga o intestino delgado ao reto. O
cólon, que com o reto é chamado de intestino grosso, é um órgão
altamente especializado responsável pelo processamento dos dejetos para
que o esvaziamento dos intestinos seja fácil e conveniente. Ele remove a
água das fezes e armazena as fezes sólidas. Uma ou duas vezes ao dia
ele esvazia seus conteúdos no reto para iniciar o processo de
eliminação.
Reto
O reto é uma câmara de 20
cm que liga o cólon ao ânus. Seu trabalho é receber as fezes do cólon,
informar você de que há fezes a serem eliminadas e armazenar as fezes
até a evacuação.
O que é o câncer colo-retal?
O
câncer que começa no cólon é chamado de câncer de cólon e o câncer que
começa no reto, câncer de reto. Tumores em qualquer um desses órgãos
também podem ser chamados de tumores cólon-retais.
Quais
são as causas?
A causa exata não é conhecida. Mas há
diversos fatores de risco.
Outras doenças. O
câncer colo-retal está altamente associado a algumas outras doenças.
Essas pessoas consideradas de alto risco incluem qualquer um com
histórico familiar ou pessoal de pólipos no cólon, doenças
inflamatórias, como colite ulcerativa ou doença de Crohn, e câncer no
pâncreas, nas mamas, nos ovários ou no útero.
Hereditariedade.
Como com qualquer câncer, a susceptibilidade ao de colo-retal é ao
menos em parte determinada geneticamente. Algumas pessoas herdam
condições médicas familiares, como a polipose adenomatosa e a síndrome
de Gardner, nas quais os pólipos se desenvolvem muito cedo; a não ser
quando tratadas, essas pessoas provavelmente desenvolverão câncer
colo-retal.
Câncer de colo-retal hereditário não-poliposo
Alimentação.
A relação causa-e-efeito entre a alimentação e o câncer ainda não está
clara. Pessoas que se alimentam de muitas frutas e vegetais parecem
correr menos riscos. Muitos estudos afirmam que gordura animal e
proteína promovem esse tipo de tumor, mas os cientistas não apresentaram
ainda nenhuma conclusão definitiva. Alguns estudos mostram que consumir
carne vermelha regularmente aumenta o risco, enquanto outros não
encontraram qualquer ligação. Alguns cientistas acreditam que a gordura é
a principal culpada, enquanto outros suspeitam da proteína. Outros
ainda afirmam que a culpa não está em nenhum dos dois, mas a na forma
com que o alimento é cozido. Eles observaram que gordura e proteína
cozinhadas em altas temperaturas, especialmente em churrascos, podem
produzir substâncias potencialmente cancerígenas ligadas ao câncer
colo-retal.
Exposição Química. Alta exposição a
certos químicos, como o cloro, usado para purificar água, pode aumentar o
risco. Exposição a amianto também pode ser potencialmente perigoso,
porque ele pode criar pólipos no cólon.
Quem corre risco
de ter câncer colo-retal?
Todos nós. E a maioria não vai
apresentar nenhum fator de risco conhecido. Conheça mais alguns fatores
de risco:
Idade. Como em outros tumores, o risco aumenta
conforme envelhecemos. A doença é mais comum em pessoas acima dos 50, e
as chances de ter o câncer aumentam a cada década. No entanto, há casos
em pessoas mais jovens.
Sexo. O risco em geral é o mesmo, mas as
mulheres tendem a ter mais casos de câncer de cólon, enquanto os homens
de câncer de reto.
Pólipos. Pólipos são lesões na parede interna do
cólon ou do reto. Em geral eles são bastante comuns em pessoas acima dos
50. Apenas um tipo de pólipo, o adenoma, aumenta o risco de câncer. Os
adenomas são pólipos não-cancerosos, mas considerados o primeiro estágio
do câncer de cólon e retal.
Histórico pessoal. Pesquisas revelam que
mulheres com histórico de câncer de mama, de ovário ou de útero têm um
risco aumentado de desenvolver câncer colo-retal. Além disso, uma pessoa
que já teve esse tipo de tumor pode desenvolvê-lo novamente. Além
disso, pessoas com inflamações crônicas do cólon, como a colite
ulcerativa e a doença de Crohn, também correm mais risco.
Histórico
familiar. Parentes, irmãos e filhos de uma pessoa que teve câncer
colo-retal têm mais chances de desenvolver a doença.
Estilo de vida. O
risco aumenta se você costuma beber álcool, fumar, não se exercitar ou
se você está acima do peso.
Diabetes. Pessoas com essa doença têm um
risco entre 30% e 40% maior de ter o tumor.
Ter um ou mais
desses fatores de risco não garante que você desenvolverá a doença. No
entanto, você deveria conversar a respeito com seu médico. Ele vai poder
sugerir formas de reduzir suas chances de desenvolver o câncer
colo-retal.
Prevenção
Em algumas pessoas
está claro porque elas desenvolveram câncer colo-retal: elas o herdaram.
Mas na maioria dos casos não há causa definível. Sem uma causa
conhecida, a prevenção fica difícil. Pesquisas sugerem que a aspirina
pode ajudar a prevenir o câncer colo-retal hereditário não-poliposo, ou
síndrome de Lynch, uma forma hereditária desse tipo de câncer. Também se
acredita que uma alimentação saudável, com bastante fibras, sem fumo e
com exercícios pode prevenir a doença.
Alimentação e
exercício: especialistas recomendam que o primeiro passo da
prevenção seja a alimentação adequada e o exercício físico. O Instituto
Nacional do Câncer recomenda uma alimentação com pouca gordura, muita
fibra e com ao menos 5 porções de frutas e vegetais ao dia. Para reduzir
o consumo de gordura, você precisa mudar a forma como come e como
cozinha. As principais fontes de gordura são ovos, carne, laticínios e
óleos usados para cozinhar e em saladas. Para aumentar a quantidade de
fibras, coma mais vegetais, frutas, pão integral e cereais.
Aspirina:
Acredita-se que a aspirina seja capaz de impedir a multiplicação de
células cancerosas. Além disso, outros antiinflamatórios não-esteróides
podem reduzir o tamanho dos pólipos do cólon, e, assim, o risco de
câncer. Mas essa crença ainda não está bem fundamentada e não se sabe
ainda qual é a dose adequada para obter esse efeito. Nem todas as
pessoas toleram bem a aspirina, por problemas gastrintestinais, por
aumento no risco de sangramento, por interações medicamentosas ou por
outros problemas médicos. Se você está preocupado com seu risco de
desenvolver câncer de cólon, não tome aspirina antes de falar com seu
médico.
Exames: A maior parte dos problemas de
saúde é mais bem tratada quando diagnosticada o mais cedo possível. Para
pegar qualquer anormalidade cedo, você precisa passar por check-ups
médicos regularmente. No caso do câncer colo-retal, a prevenção inclui
um exame retal, exame de fezes e possivelmente outros testes como uma
sigmoidoscopia e uma colonoscopia. Recomendações de exames dependem do
risco individual de câncer.
Quais são os sintomas?
Em
seus primeiros estágios, o câncer colo-retal geralmente não apresenta
sintomas. Os mais prováveis sinais de alerta são: Mudanças nos
movimentos intestinais, que incluem prisão de ventre ou diarréia
constante, sensação de não conseguir esvaziar completamente o intestino
ou sangramento. Marcas de sangue nas fezes, ou fezes longas e finas,
como lápis. Desconforto abdominal. Fadiga inexplicável ou perda de
apetite ou peso.
Procure o médico se:
Você
notar mudanças nos movimentos de seus intestinos, sangramento no reto ou
nas fezes. Não presuma que tem hemorróidas, seu médico deverá fazer um
exame retal e possivelmente uma sigmoidoscopia ou colonoscopia.
Você
sentir dor abdominal persistente, perda de peso anormal ou fadiga.
Esses sintomas podem ser causados por outras coisas, mas podem estar
ligados ao câncer.
Você for diagnosticado com anemia. Ao determinar
as causas, o médico deve procurar sangramentos no trato digestivo.
Estágios
do Câncer Colo-Retal
Após muitos testes, você finalmente
recebe seu diagnóstico. Mas, o que significa quando seu médico diz que
você tem câncer de colón no estágio 1 ou câncer de reto no estágio 2? As
informações a seguir vão ajudar na compreensão de seu diagnóstico.
O
câncer de cólon e o retal são divididos em estágios de acordo com o
quanto eles se espalharam pelas paredes do cólon e do reto e se eles se
espalharam para outras partes do corpo. Essa prática permite que o
médico determine a melhor forma de tratamento. Também permite que ele
determine se o câncer está melhorando com o tratamento ou se não está
respondendo.
Estágios do Câncer de Cólon
Estágio
0
Neste estágio, o câncer é bastante jovem e encontrado
apenas na camada mais interna do cólon.
Estágio I
Também chamado de câncer de cólon Dukes A, neste estágio o tumor se
espalhou para além da camada mais interna do cólon para a segunda e a
terceira camada, atingindo a parede interna do órgão. No entanto, ele
ainda não atingiu a parede externa.
Estágio II
Também chamado de câncer de cólon Dukes B, é quando o tumor passou da
parede muscular do cólon, mas ainda não atingiu os nódulos linfáticos
(pequenas estruturas encontradas em todo o corpo que produzem e
armazenam as células que combatem as infecções).
Estágio III
Também chamado de câncer de cólon Dukes C, ocorre quando ele se
espalhou para fora do cólon para um ou mais nódulos linfáticos.
Estágio
IV Também chamado de câncer de cólon Dukes D, é quando o tumor
atingiu outros órgãos, como pulmões ou fígado. O tumor pode ser de
qualquer tamanho e pode ou não ter afetado nódulos linfáticos.
Estágios
do Câncer de Reto
Os estágios do câncer retal são muito
parecidos com os do câncer de cólon, mas como o tumor nesse caso é
localizado mais abaixo, as opções de tratamento são diferentes.
Estágio
0
Neste momento, o tumor afeta apenas o contorno do reto.
Para tratá-lo é possível optar por cirurgia de remoção do tumor ou de
uma pequena parte do reto onde ele se encontra.
Estágio I
Também chamado de câncer de reto Dukes A, é mais uma forma inicial ou
limitada de câncer. O tumor saiu da camada interna do reto, mas ainda
não passou pela parede muscular.
Estágio II Também
chamado de câncer de reto Dukes B, este câncer é um pouco mais avançado.
O tumor penetrou todo o intestino e pode ter invadido outros órgãos
como a bexiga, a próstata e o útero.
Estágio III
Também chamado de câncer de reto Dukes C, o tumor atingiu os nódulos
linfáticos.
Estágio IV Também chamado de câncer de reto
Dukes D, o tumor passou para partes distantes do organismo (entrou em
metástase). O tumor pode ser de qualquer tamanho e geralmente não é tão
grande. O fígado e o pulmão são os dois locais mais prováveis para o
espalhamento do câncer retal.
Como eu sei se tenho
câncer colo-retal?
A partir dos 50 anos, todos deveriam
fazer exames regularmente para prevenir o câncer colo-retal (pessoas em
grupos de alto risco podem começar antes). Há muitas opções. A mais
comum é fazer um exame de toque retal uma vez ao ano e coletar três
amostras de fezes para testes. Além disso, uma vez a cada três ou cinco
anos você deve fazer uma sigmoidoscopia para analisar a parte de baixo
do intestino.
Se alguma coisa estiver anormal, você será
direcionado para uma colonoscopia, uma avaliação completa do cólon e do
reto com um tubo flexível inserido no reto. Durante a colonoscopia é
possível obter amostras de tecido para analises laboratoriais. Muitos
médicos aconselham fazer direto uma colonoscopia uma vez a cada 10 anos.
A freqüência ideal para realizar o exame ainda não foi estabelecida,
então as regras podem mudar.
Mas uma vez que demora cerca de dez
anos para um pólipo virar um câncer, esse número parece bom para
começar. Aos poucos, um exame não-invasivo conhecido como colonoscopia
virtual está se tornando mais disponível. Ele dispensa o tubo e usa
tomografia computadorizada que produz uma imagem tridimensional do cólon
depois que ele foi esvaziado e preenchido com ar. Qualquer sintoma
suspeito vai alertar seu médico para realizar uma colonoscopia e fazer
uma biópsia. Se a biópsia confirmar o câncer, exames de imagem com
raios-X ou ultra-sons são usados para se descobrir se ele se espalhou
para outros órgãos. Exames de sangue também podem ser pedidos para
verificar se o fígado está funcionando e para medir o nível de uma
substância chamada de antígeno carcinoembriônico (CEA) no sangue. Quando
há um tumor colo-retal, ela se apresenta em altas taxas, principalmente
se tiver se espalhado.
Quais São os Tratamentos?
O
tratamento do câncer envolve não apenas terapias específicas para curar
ou controlar a doença, mas também estratégias para atender às
necessidades emocionais e físicas do paciente. Recuperar e manter a
qualidade de vida é uma preocupação central para os médicos, como deve
ser para parentes e amigos. Muitas terapias complementares podem ser
aliadas importantes se feitas ao lado de tratamentos médicos
tradicionais para ajudar na tolerância ao estresse do câncer e de seu
tratamento.
No entanto, as terapias complementares nunca devem
substituir o tratamento tradicional. Os principais tipos de tratamento
para o câncer colo-retal são a cirurgia, a radioterapia
e a quimioterapia. Dependendo do estágio do câncer,
esses tratamentos podem ser combinados. A cirurgia é a forma mais
eficiente de tratar tumores colo-retais. Tumores muito pequenos podem
ser removidos em uma colonoscopia, mas mesmo nesses casos remover uma
porção significativa do cólon e dos nódulos linfáticos mais próximos é
quase sempre o melhor tratamento. Normalmente, o cirurgião pode
reconectar as partes saudáveis do cólon e do reto. Quando isso não é
possível, ele faz uma abertura, conhecida como estoma, no abdômen e
redireciona o cólon cortado para lá. As fezes são recolhidas em um saco
externo. Esse procedimento, conhecido como colostomia, é muitas vezes
apenas temporário. Uma vez que o intestino cicatrizar, uma segunda
cirurgia religa o cólon ao reto.
A necessidade de colostomia
permanente é mais comum no câncer retal. No período pós-operatório, o
paciente deve esperar tomar analgésicos e outros remédios para controlar
diarréia ou prisão de ventre. Após a cirurgia, os pacientes são
aconselhados a consumir alimentos nutritivos, ricos em calorias e
proteínas, para ganhar força e se curarem. A radioterapia é o tratamento
com raios altamente energéticos que destroem as células cancerosas. A
radiação pode ser administrada após a cirurgia contra o câncer retal
para destruir quaisquer células do câncer deixadas para trás. Ou pode
ser usada antes dos procedimentos cirúrgicos para encolher um tumor
maior, para deixar a operação mais fácil.
Em tumores retais
avançados, a radiação pode ser usada para encolher tumores que causam
sintomas como obstrução intestinal, sangramento e dor. A radioterapia
também pode ser usada em pessoas com câncer de cólon quando o tumor se
ligou a outro órgão abdominal. Há uma grande variedade de remédios
quimioterápicos usados para tratar diversos estágios do câncer
colo-retal. A quimioterapia também pode ser usada diretamente no fígado
se o câncer de cólon se espalhar para lá.
Uma nova terapia
contra o câncer, chamada de imunoterapia ou terapia biológica, tem sido
usada. Os remédios funcionam usando o próprio sistema imunológico do
organismo para lutar contra a doença. Os medicamentos podem ser usados
para enfrentar tumores colo-retais avançados, que já se espalharam para
outras partes do corpo. Uma vez que um câncer de cólon ou reto entrar em
remissão, exames de acompanhamento serão necessários indefinidamente.
Mas centenas de milhares de pessoas estão vivendo confortavelmente vidas
normais mesmo após a cirurgia e a colostomia. Embora se ajustar ao
cotidiano após uma colostomia exija tempo, apoio e compreensão, as
pessoas que passaram pela experiência costumam descobrir que podem
comer, brincar e trabalhar tão bem quanto antes.
Exame
de Sangue Oculto nas Fezes
Quando o médico procura sangue
oculto nas fezes ele está procurando a presença de sangue microscópico,
um sinal de problemas no seu sistema digestivo, como um pólipo ou câncer
no cólon e no reto. Se o sangue for detectado, o médico deve procurar a
fonte do sangramento para diagnosticar e tratar adequadamente o
problema. Sangramentos gastrintestinais podem ser microscópicos (o
sangue oculto ) ou podem ser vistos claramente vermelhos ou negros nas
fezes.
O que faz sangue aparecer nas fezes?
1.
Crescimentos benignos ou malignos ou pólipos no cólon
2. Hemorróidas
(vasos sanguíneos inchados perto do ânus e da parte de baixo do reto
que podem romper e causar sangramento)
3. Fissuras anais
4.
Infecções intestinais que causam inflamações
5. Úlceras
6.
Colites ulcerativas
7. Doença de Crohn
8. Doença diverticular
9.
Anormalidade nos vasos sanguíneos do intestino grosso
Como
é feito um exame de sangue oculto nas fezes?
O exame de
sangue oculto nas fezes requer a coleta de três amostras, tiradas um dia
de cada vez, porque o câncer pode não sangrar o tempo inteiro. Kits de
testes de sangue oculto nas fezes podem ser comprados na farmácia, para
serem feitos em casa. Seu médico também pode oferecer um. Esses testes
fornecem instruções específicas e a maior parte fornece um número de
telefone para ligar em caso de dúvidas.
As amostras são
coletadas em um recipiente limpo e avaliadas pela detecção de mudanças
de cor em um cartão, ou pelo envio das amostras, em um recipiente
especial e um envelope, diretamente para o médico. Seu médico pode
examinar as fezes com um microscópio ou com testes químicos.
Com
que freqüência devo fazer este exame?
Para permitir a
detecção precoce e a prevenção do câncer colo-retal, o exame de sangue
oculto nas fezes deve ser feito anualmente em todos acima dos 50. Com
ele, pode ser recomendada um sigmoidoscopia flexível a cada cinco anos
para procurar pólipos ou tumores.
O que os resultados
significam?
Como pequenas quantidades de sangue normalmente
aparecem nas fezes, os exames procuram grandes quantidades de sangue. Um
teste positivo significa que foi encontrado um sangramento. Seu médico
terá que determinar a fonte, ou por uma colonoscopia ou por um exame,
para determinar se o sangue vem do estômago ou do intestino delgado. Um
teste negativo significa que não foi encontrado sangue. Você deve seguir
as recomendações do seu médico para continuar com exames preventivos.
Tratamento
das Condições Pré-Câncer de Cólon
Pólipos
adenomatosos. Esses tipos de pólipos têm mais chances que
outros de se tornarem tumores. Durante a sigmoidoscopia ou a
colonoscopia, os pólipos podem ser vistos e removidos. O tipo pode ser
determinado em laboratório. É assim que se lida com pólipos
adenomatosos:
Um único pólipo encontrado durante um exame de
sigmoidoscopia flexível geralmente vai levar a uma colonoscopia na
seqüência para procurar outros pólipos. Depois,quando o cólon estiver
livre de pólipos, os especialistas recomendam repetir a colonoscopia uma
vez a cada 1 a 3 anos. Se os exames de seqüência continuarem normais,
outras recomendações serão feitas pelo seu médico.
Polipose
adenomatosa familiar (FAP). Há constante controvérsia sobre
como lidar com pacientes com FAP. Quase todas as pessoas não-tratadas
desenvolvem câncer colo-retal até os 40, então alguma cirurgia é
necessária. É assim que a doença é tratada: Colectomia total, com a
ligação do íleo (no intestino) ao reto, a não ser que o reto tenha
pólipos. Depois uma proctoscopia (um exame do reto) após a cirurgia, uma
vez a cada seis meses, para procurar pólipos. Se a pessoa não está
disposta a correr o risco de desenvolver câncer no reto ou se ela já tem
pólipos no reto, ele pode ser removido. Nesses casos, uma cirurgia de
anastomose com a colocação de uma bolsa ileal-anal é escolhida para
manter a qualidade de vida.
Doença do Intestino
Inflamável. Muitas pessoas com inflamação crônica do intestino,
como colite ulcerativa, podem ser acompanhadas com colonoscopias
regulares para procurar por sinais de câncer de cólon. Se o câncer for
encontrado, ele pode ser tratado adequadamente. Alguns pacientes
preferem passar por colectomia profilática possivelmente com a criação
de uma bolsa ileal-anal para preserva parte do funcionamento intestinal.
remédio câncer Câncer de pulmão
O que é o câncer de
pulmão?
Embora o câncer de pulmão seja a principal causa de
morte por câncer nos Estados Unidos tanto em homens quanto em mulheres,
ele também é um dos tipos de câncer mais fáceis de prevenir. Ao menos
quatro entre cada cinco casos estão ligados ao fumo, e a relação
causa-e-efeito está extensivamente documentada. Durante os anos 1920,
muitos homens começaram a fumar cigarros, possivelmente em resposta ao
aumento das propagandas do produto. Vinte anos depois, a taxa de câncer
de pulmão em homens aumentou rapidamente. Nos anos 1940,
significativamente mais mulheres se tornaram fumantes. Vinte anos
depois, um novo aumento dramático nos casos de câncer de pulmão, dessa
vez entre mulheres.
Tumores de pulmão quase sempre começam nas
esponjosas e cinzentas paredes dos brônquios, as vias áreas tubulares em
forma de galhos dos pulmões. Mais de 20 tipos de tumores malignos que
começam no próprio pulmão, o câncer de pulmão primário, foram
identificados. Os principais tipos são tumores de células pequenas e
tumores de células não-pequenas. As variedades maiores mais comuns são
divididas em carcinoma de célula escamosa, adenocarcinoma e carcinoma de
células grandes.
O que causa o câncer de pulmão?
Fumo
A
incidência de câncer de pulmão está fortemente ligada ao fumo, com
quase 90% dos casos de câncer ligados ao consumo de tabaco. O risco de
câncer de pulmão aumenta com a quantidade de cigarros fumados ao longo
do tempo; os médicos se referem a esse risco do histórico de fumo com a
unidade maços/ano. Ela é definida pelo número de maços de cigarro
fumados ao dia multiplicado pelo número de anos de vício. Por exemplo,
uma pessoa que fumou dois maços ao dia por 10 anos tem um histórico de
fumo de 20 maços/ano. Apesar de o risco de desenvolver câncer de pulmão
aumentar mesmo com um histórico de 10 maços/ano, aqueles com um
histórico de 30 maços/ano ou mais são considerados os que correm mais
perigo de desenvolver câncer de pulmão. Entre aqueles que fumam dois ou
mais maços de cigarro ao dia, um em sete vai morrer de câncer de pulmão.
Charutos e cachimbos também podem causar câncer de pulmão,
embora o risco não seja tão alto quanto o do cigarro. Enquanto alguém
que fuma apenas um maço de cigarros ao dia corre um risco de desenvolver
câncer de pulmão 25 vezes maior do que o de um não-fumante, quem fuma
charutos e cigarros corre um risco 5 vezes maior.
A fumaça do
tabaco contém mais de 4 mil compostos químicos, muitos dos quais se
mostraram capazes de causar câncer. Os dois principais agentes
cancerígenos na fumaça do tabaco são os químicos conhecidos como
nitrosaminas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. O risco de ter
câncer de pulmão diminui a cada ano após parar de fumar conforme as
células normais crescem e substituem as células danificadas do pulmão.
Em ex-fumantes, o risco de desenvolver câncer começa a ser o mesmo de um
não-fumante cerca de 15 anos após o abandono do cigarro.
Fumo
passivo
O fumo passivo ou a inalação de fumaça de tabaco de
outros fumantes que moram ou trabalham com uma pessoa é também um fator
de risco para o câncer de pulmão. Pesquisas mostraram que não fumantes
que moram com um fumante apresentam um aumento de 24% no risco de
desenvolver câncer de pulmão quando comparadas com outros não-fumantes.
Fibras
de amianto
Fibras de amianto são fibras de silício que
persistem ao longo da vida no tecido pulmonar após a exposição ao
amianto. O local de trabalho é uma fonte de exposição comum, já que o
amianto foi usado largamente no passado em isolamentos térmicos e
acústicos. Hoje, o uso de amianto é limitado e banido em muitos países.
Tanto o câncer de pulmão quanto o mesotelioma (um tipo de câncer que
atinge a pleura, o contorno da cavidade abdominal, chamada de peritônio)
são ligados a exposição de amianto. A fumaça de cigarro aumenta
dramaticamente as chances de desenvolver um câncer de pulmão ligado ao
amianto. Trabalhadores expostos a amianto que não fumam têm cinco vezes
mais chances de ter câncer de pulmão do que uma pessoa normal, e
trabalhadores expostos a amianto que fumam têm um risco de 50 a 90 vezes
maior.
Radônio
O radônio é um gás natural,
quimicamente inerte que é o produto natural da degradação do urânio. Ele
se degrada e forma produtos que emitem uma espécie de radiação iônica. O
radônio é uma das causas conhecidas de câncer de pulmão. O gás é
invisível e inodoro, mas pode ser detectado facilmente com testes.
Predisposição
familiar
Embora a maioria dos tumores de pulmão estar
associada ao fumo, o fato de que nem todos os fumantes vão desenvolver
câncer indica que outros fatores, como a susceptibilidade genética
individual, podem ter um papel na causa desse tipo de câncer. Muitos
estudos mostraram que o câncer de pulmão tem mais chances de aparecer
tanto em parentes fumantes e não fumantes de pessoas que já tiveram
câncer. Pesquisas recentes localizaram uma área no braço longo do
cromossomo humano 6 que provavelmente contém um gene que confere uma
susceptibilidade maior ao desenvolvimento de câncer de pulmão em
fumantes.
Doenças
pulmonares
A presença de algumas doenças do pulmão,
notadamente doença crônica obstrutiva pulmonária, está associada a um
leve aumento no risco (de quatro a seis vezes mais do que o risco de um
não-fumante) de desenvolver câncer no pulmão mesmo após a exclusão dos
efeitos do fumo.
Histórico de câncer de pulmão
Sobreviventes
de câncer de pulmão têm um risco aumentado de desenvolver um segundo
tumor. Sobreviventes de câncer de pulmão de células não-pequenas têm um
risco adicional de 1% a 2% ao ano de desenvolver um segundo câncer de
pulmão. Em sobreviventes de câncer de pulmão de células pequenas o risco
de um segundo câncer chega a 6% ao ano.
Poluição do ar
A
poluição vinda de veículos e fábricas pode aumentar o risco de
desenvolver câncer de pulmão. Até 1% das mortes por câncer de pulmão são
atribuídas à poluição, e especialistas acreditam que a exposição
prolongada ao ar poluído pode estar ligada a um risco similar ao dos
fumantes passivos.
Prevenção do câncer
de pulmão
O câncer de pulmão pode muitas vezes estar
associado aos fatores de risco conhecidos. Muitos fatores podem ser
mudados, mas nem todos podem ser evitados.
Tabaco: estudos
mostram que fumar tabaco em qualquer forma é a principal causa de
câncer de pulmão. Pessoas que param de fumar e nunca mais voltam reduzem
seu risco de desenvolver câncer de pulmão ou de ver um câncer retornar.
Há muitos produtos, como chicletes, sprays e adesivos de nicotina que
podem ajudar uma pessoa a parar de fumar. Nunca fumar baixa o risco de
morrer de câncer de pulmão. O tabaco respirado por fumantes passivos
também causa câncer. Essa fumaça que vem de um cigarro queimando ou da
exalação de um fumante. Pessoas que respiram fumaça de segunda mão estão
expostas aos mesmos agentes cancerígenos que os fumantes, embora em
menores quantidades.
Causas ambientais: Há
outras causas de câncer de pulmão no ambiente, mas seus efeitos nas
taxas da doença são pequenos em comparação com o fumo. Agentes
causadores de câncer que podem ser encontrados fora de casa,
especialmente no trabalho, incluem amianto, radônio, arsênico, cromo,
níquel, piche e fuligem. Essas substâncias podem causar câncer em
pessoas que nunca fumaram e combinadas com o cigarro aumentam ainda mais
o risco de desenvolver o câncer. Muitos países trabalham para controlar
essas substâncias.
Beta Caroteno: Estudos
indicam que pessoas que fumam muito podem reduzir seus riscos de ter
câncer se evitarem consumir suplementos com beta caroteno.
Alimentação
e atividade física: Estudos mostram que uma alimentação rica
em frutas, e possivelmente em legumes, pode reduzir os riscos de ter
esse tipo de câncer, enquanto consumo pesado de álcool pode aumentar.
Além disso, estudos mostram que pessoas ativas fisicamente têm um risco
menor do que as sedentárias, mesmo levando o cigarro em conta.
Sintomas
Uma
em cada quatro pessoas com câncer de pulmão não apresentam sintomas
quando o tumor é diagnosticado. Esse tipo de câncer geralmente é
encontrado em um raio-X do peito feito por outros motivos. O três
quartos restantes apresentam alguns sintomas, causados por: efeitos
diretos do tumor, efeitos da metástase em outras partes do corpo ou por
alterações malignas de hormônios, sangue ou outros sistemas. Os sintomas
primários incluem tosse, tosse com sangue, dor pulmonar e falta de ar.
Tosse
nova em fumante ou ex-fumante deve ser causa de preocupação.
Uma
tosse que não passa ou piora ao longo do tempo deve ser investigada por
um médico.
Tossir sangue é comum em várias pessoas com câncer de
pulmão. Qualquer quantidade de câncer na tosse é causa de alerta.
Dor
no peito é um sintoma em um quarto das pessoas com câncer de pulmão. A
dor é insistente e pode envolver outras áreas além do pulmão.
Falta
de ar normalmente é resultado de um bloqueio em partes dos pulmões, de
fluido em volta do pulmão, ou do espalhamento do tumor pelos pulmões.
Chiado
e rouquidão podem ser sinais de bloqueios ou inflamações nos pulmões
que podem estar ligadas ao câncer.
Infecções respiratórias
repetidas, como bronquite e pneumonia, podem ser sinal de câncer de
pulmão. Sintomas de um tumor em metástase dependem da localização e do
tamanho. Entre 30% e 40% das pessoas com câncer de pulmão apresentam
algum sintoma ou sinal da doença em metástase.
Câncer de pulmão
normalmente se espalha para o fígado, as glândulas adrenais, os ossos e o
cérebro.
Câncer de pulmão em metástase no fígado geralmente não
apresenta sintomas, pelo menos no momento do diagnóstico.
Câncer de
pulmão em metástase nas glândulas adrenais geralmente também não
apresenta sintomas, pelo menos no momento do diagnóstico.
Metástase
nos ossos é mais comum em tumores com células pequenas, mas também
acontece em outros tipos de câncer de pulmão. Câncer de pulmão que
entrou em metástase nossos ossos causa dor, geralmente nas vértebras,
nos ossos da coxa e nas costelas.
Câncer de pulmão que se espalha
para o cérebro causa dificuldade de visão, fraqueza em um lado do corpo
e/ou convulsões.
Síndromes paraneoplásticos são efeitos remotos e
indiretos do câncer, não ligados à invasão direta. Os sintomas incluem:
Depósitos
de tecidos embaixo das unhas
Novas formações ósseas ao longo das
pernas e braços
Anemia
Fraqueza muscular, coceira e degeneração
cerebral.
Perda de peso
Fadiga
Baixos níveis de sódio
Quais
são os tipos de câncer de pulmão?
Tumores de pulmão, também
conhecidos como carcinomas broncogênicos ( carcinoma é outro termo para
câncer), são classificados em dois tipos: câncer de pulmão de células
pequenas (CPCP) e o câncer de pulmão de células não-pequenas (CPCNP).
Essa classificação é baseada na aparência microscópica das próprias
células do tumor. Esses dois tipos de câncer crescem e se espalham de
modos diferentes, então a distinção é importante. Os CPCPs correspondem a
cerca de 20% dos tumores de pulmão e são os mais agressivos e velozes.
Eles
estão fortemente ligados ao fumo, com apenas 1% deles aparecendo em
não-fumantes. Os CPCPs entram rapidamente em metástase e se espalham
para muitos lugares no corpo. Normalmente são descobertos depois que já
se espalharam. Algumas vezes eles são chamados de carcinomas de células
de aveia. Os CPCNPs são o tipo mais comum de câncer de pulmão e
correspondem à 80% dos casos. Há três tipos principais, nomeados a
partir do tipo de célula encontrada no tumor:
Adenocarcinomas
são o tipo mais comum de CPCNP nos EUA e correspondem a quase 50% dos
casos desse tipo de câncer de pulmão. Embora como outros tumores de
pulmão, os adenocarcinomas estejam ligados ao fumo, eles também são
especialmente encontrados em não-fumantes. A maior parte surge nas
partes externas do pulmão. O carcinoma broncoalveolar é um subtipo que
frequentemente se desenvolvem em diversas partes do pulmão e se espalha
ao longo das paredes alveolares.
Carcinomas de células escamosas
eram antigamente mais comuns que os adenocarcinomas, mas agora
representam cerca de 30% dos casos de CPCNPs. Também conhecidos como
carcinomas epidermóides, as células cancerosas escamosas surgem mais
freqüentemente nos brônquios da área central do peito.
Carcinomas de
células grandes, algumas vezes chamados de carcinomas não-diferenciados,
são o tipo menos comum de CPCNP.
Misturas de diferentes tipos de
CPCNP também são vistos.
Outros tipos de câncer podem surgir no
pulmão. Esses tipos são bem menos comuns e juntos correspondem a apenas
5% a 10% dos casos.
Carcinóides brônquicos correspondem a 5% dos
tumores de pulmão. São geralmente pequenos (4 cm ou menos) quando
diagnosticados e ocorreram mais comumente em pessoas com 40 anos ou
menos. Sem ligação com o fumo, os tumores carcinóides podem entrar em
metástase e uma pequena parcela produz substâncias parecidas com
hormônios. Os carcinóides geralmente crescem e se espalham mais
lentamente que os cânceres broncogênicos, e muitos são detectados cedo o
suficiente para permitir a intervenção cirúrgica.
Câncer de tecidos
que apóiam o pulmão como músculos, vasos sanguíneos ou células
envolvidas na resposta imunológica podem ocorrem, raramente, no pulmão.
Problemas
associados
O câncer de pulmão pode gerar problemas
respiratórios e cardíacos como:
Efusão pleural, que é a
concentração de fluido entre a camada externa do pulmão e a parede
peitoral. Essa é uma condição comum do câncer de pulmão.
Tosse com
grandes quantidades de sangue.
Colapso de um pulmão (pneumotórax)
Bloqueio
da passagem aérea (obstrução brônquica) Infecções recorrentes, como
pneumonia.
Efusão pericardial, a concentração de fluido no espaço
entre o coração e o saco em volta do coração (o pericárdio). Essa
condição não é comum com câncer de pulmão.
Conforme o câncer de
pulmão cresce, ele pode se espalhar (entrar em metástase) para outras
partes do corpo. O câncer de pulmão é dividido em estágios que são
determinados pelo tamanho e por quanto ele se espalhou dentro do pulmão,
para tecidos próximos e para outros órgãos. Seu médico determina o
estágio do seu câncer de pulmão reunindo informações de uma variedade de
testes, que incluem escaneamentos dos ossos, tomografia de emissão de
pósitrons, tomografia computadorizada e raios-X. O estágio de seu câncer
é um dos fatores mais importantes na escolha de um tratamento efetivo.
O
resultado de longo prazo (prognóstico) do câncer de pulmão depende de
quanto o câncer cresceu e se espalhou. Especialistas falam em termos de
taxas de sobrevivência por cinco anos, ou seja, a porcentagem de pessoas
que ainda estão vivas cinco anos ou mais depois do diagnóstico inicial
da doença. É importante lembrar que estamos falando de médias. Cada
caso é um caso e esses números não significam que isso vai
necessariamente acontecer com você.
Câncer de
ovário
Surge quando células anormais crescem em um ou
em ambos os ovários. Este tópico vai abordar o câncer de ovário
epitelial, o tipo mais comum, e normalmente curável se detectado
precocemente. No entanto, na maioria dos casos, o câncer já se espalhou
quando é encontrado.
Causas
A causa do câncer de ovário é desconhecida. A genética é um fator de risco em algumas
mulheres. Histórico familiar desse tipo de tumor é encontrado em 10% ou
20% das mulheres com câncer de ovário. Mulheres que herdaram mudanças
(mutações genéticas) nos genes BRCA1 e BRCA2 têm maiores chances de
desenvolver câncer de ovário e câncer de mama. A maior parte das
mulheres com alterações no gene BRCA tem uma parente de primeiro grau,
como irmã ou mãe, ou diversas parentes de segundo grau, como tias e
avós, que tiveram esses dois tipos de câncer precocemente (antes dos
50). 1 Você tem mais chances de desenvolver câncer de ovário se:
Não
conseguir engravidar (infertilidade)
Nunca teve um bebê.
Não
usa métodos anticoncepcionais hormonais, que alteram o ciclo normal dos
hormônios femininos, estrogênio e progesterona, fazendo com que a
ovulação não ocorra todo mês.
Se você tem um forte histórico
familiar de câncer de ovário, pode quere conversar com seu médico ou com
um conselheiro genético a respeito de fazer um exame de sangue para
buscar alterações nos genes BRCA1 e BRCA2.
Fatores
de risco para o câncer de ovário incluem:
Histórico
familiar
Idade. O câncer de ovário normalmente afeta mulheres após a
menopausa.
Nunca ter tido um bebê.
Ter a primeira menstruação
antes dos 12 ou passar pela menopausa com mais idade. Quanto mais ciclos
menstruais, maior o risco de câncer de ovário.
Incapacidade de
engravidar (infertilidade). Mulheres que não usam anticoncepcionais, são
sexualmente ativas, mas não engravidam podem ter risco maior de câncer
de ovário. Estudos estão sendo feitos para determinar se medicamentos
que combatem a infertilidade, como citrato de clomifina, aumentam os
riscos.
Uso de estrogênio ou de terapia de reposição hormonal.
Estudos mostraram que algumas mulheres que tomam esses hormônios tem um
risco aumentado de desenvolver câncer de ovário.
Mulheres com
ancestrais judeus ou etnias da Islândia podem ter um risco maior devido a
mudanças no gene BRCA1. Mulheres de famílias de alto risco com o gene
BRCA1 tem um risco aumentado durante a vida entre 28% e 44% maior de
desenvolver câncer de ovário.
Uso de talco na genitália.
Especialistas detectaram um aumento nos casos de câncer de ovário entre
mulheres que usam talco com freqüência.
Síndrome do ovário
policístico, que aumenta as taxas de hormônios masculinos.
Histórico
de câncer de mama.
Mais pesquisas precisam ser feitas para
confirmar se outros fatores de risco aumentam as chances de uma mulher
ter câncer de ovário, como:
Exposição a amianto.
Histórico de
endometriose ou cistos no ovário.
Fumo.
Alimentação rica em
lactose.
Prevenção
O câncer de ovário não
pode ser prevenido, mas você pode reduzir um pouco suas chances de
tê-lo. Estudos descobriram que o uso de pílulas anticoncepcionais com
estrogênio e de progesterona combinados por mais de cinco anos reduz o
risco de uma mulher ter esse tipo de câncer em 40%.
Mulheres com um
histórico familiar de câncer de ovário podem reduzir seu risco tomando
anticoncepcionais. Ainda não se sabe como a pílula afeta mulheres com
mutações nos genes BRCA. Passar por cirurgia para fechar ou ligar suas
trompas de falópio (ligação bilateral dos tubos) vai reduzir suas
chances de desenvolver câncer de ovário. No entanto, ela impede que você
tenha filhos. Converse com seu médico para saber se essa e a melhor
opção para você. Ter um filho reduz suas chances de ter câncer de
ovário. Ter mais de um, ainda mais. Amamentar, também.
Sintomas
Câncer
de ovário não causa muitos sintomas em seus primeiros estágios. É por
isso que entre 75% e 80% dos casos não são descobertos até que o câncer
tenha se espalhado. Muitas mulheres apresentam sintomas entre 6 e 12
meses antes da descoberta do câncer. Os sintomas que surgem nos estágios
avançados são mais provavelmente causados pela pressão do crescimento
do câncer. Esses sintomas incluem:
Cólicas contínuas ou dor na
barriga
Dor contínua na pélvis e na lombar.
Sangramento anormal
da vagina, principalmente após a menopausa se você não está usando
nenhum medicamento hormonal.
Secreções anormais da vagina, com muco
que pode ter sangue.
Dor ou sangramento durante o sexo.
Náusea,
perda de apetite ou incapacidade de comer normalmente.
Gases.
Crescimento
da barriga ou nódulo que pode ser sentido.
Falta de energia.
Alteração
nos movimentos intestinais, como prisão de ventre ou diarréia.
Alteração
no comportamento da bexiga.
Perda de peso
Câncer
de próstata
A próstata é uma glândula sexual
masculina, mais ou menos do tamanho de uma castanha. Ela produz um
fluido grosso que ajuda a movimentar o esperma ao longo da uretra e para
fora do pênis. Como ela se encontra abaixo da bexiga e diretamente em
frente do reto, um médico pode checar o tamanho e as condições gerais da
próstata inserindo um dedo, com luva, no reto. Esse exame de toque foi,
durante anos, a principal maneira de detectar o câncer de próstata e a
doença hiperplasia benigna da próstata.
Em 1985, o governo
americano aprovou o primeiro exame para monitorar os níveis sangüíneos
de uma substância conhecida como antígeno prostático específico (ou PSA)
que, quando elevado, pode indicar a presença de câncer. Muitas empresas
já aprovaram exames do tipo, que, alguns especialistas afirmam,
revolucionaram a detecção e o monitoramente dos pacientes.
PSA é
um marcador ideal do câncer de próstata porque é restrito às células da
próstata. Uma próstata saudável produz uma quantidade estável,
normalmente menos de 4 nanogramas por mililitro (equivalente a uma
leitura 4 no exame). Já células cancerosas produzem quantidades cada vez
maiores de acordo com a gravidade do tumor. Um nível de PSA entre 4 e
10 levanta as suspeitas de seu médico, enquanto níveis acima de 50
indicam um tumor que já se espalhou.
A disponibilidade de exames
cada vez mais sensíveis criou um debate sobre se os homens deveriam ser
testados para o câncer de próstata, com que freqüência, e se homens com
menos de 50 anos e nenhum sintoma deveriam ser rotineiramente
examinados. Os críticos afirmam que exames em massa seriam caros e ainda
não se sabe se nesse caso a detecção precoce é capaz de diminuir a
quantidade de mortes pela doença. Mas os defensores afirmam que a
detecção precoce é o que temos de mais próximo da cura e que é, sim,
capaz de salvar vidas. A Sociedade Americana para o Câncer e a
Associação Urológica Americana recomendam testes anuais de PSA e exames
de toque para todos os homens acima dos 50 anos e para homens de alto
risco acima dos 40.
O exame de PSA, embora importante, não é
perfeito. Além de ser afetado por doenças não cancerosas, ele varia
muito de acordo com o fabricante. Pacientes e médicos deveriam usar a
mesma marca de exame para fazer o monitoramento por causa dessas
variações. Quando o PSA ou o exame de toque indicaram uma forte
possibilidade de câncer, os médicos normalmente pedem um ultra-som
transretal, uma sonda inserida no ânus que usa ondas de som para mapear a
próstata e revelar áreas suspeitas. Depois, podem ser necessárias
biopsias de vários setores da próstata usando finas agulhas ocas
inseridas no reto. A biópsia é a única maneira de confirmar a presença
do câncer. Se ela confirmar o tumor, o médico então vai classificá-lo,
de acordo com a extensão e a localização do câncer.
O
que causa o câncer de próstata?
O câncer de próstata
afeta principalmente homens mais velhos. Quatro em cada cinco casos são
diagnosticados em homens acima dos 65, mas menos de 1% ocorre em homens
com menos de 50. Embora raramente, esse tipo de câncer pode ser visto em
homens de 30 ou 40 anos. Homens com um histórico familiar de câncer de
próstata tem mais probabilidade de morrer da doença. Individualmente é
difícil definir a causa de um câncer de próstata, mas os especialistas
concordam que a alimentação inadequada contribui para o risco. Homens
que comem muita gordura, principalmente de carne vermelha e outras
fontes de gordura animal, têm mais chances de ter câncer de próstata. A
doença é mais comum nos países em que carne e laticínios fazem parte da
alimentação básico, do que nos que se alimentam mais de arroz, soja e
vegetais.
O fato que liga alimentação e o câncer de próstata
provavelmente é hormonal. A gordura estimula a produção de testosterona e
de outros hormônios, que aceleram o crescimento do tumor. Altos níveis
de testosterona pode estimular tumores dormentes. Alguns estudos indicam
que altos níveis de testosterona podem influenciar o inicio da doença,
Comer carne também pode ser um risco por outros motivos: carne cozida em
altas temperaturas produz substâncias cancerígenas que afetam
diretamente a próstata. Outros fatores de risco são conhecidos, como a
exposição ao metal cádmio por soldadores, trabalhadores de indústrias e
fabricantes de baterias.
Pesquisadores agora sabem mais sobre o
que não causa câncer de próstata do que sobre o que causa. Não há nenhum
elo comprovado entre esse tipo de câncer e a vida sexual ativa, a
vasectomia, a masturbação, o uso de álcool, o fumo, a circuncisão, a
infertilidade, infecções na próstata ou hiperplasia benigna de próstata
(doença não cancerosa que causa um aumento da glândula).
Fatores
de risco
Todos os homens correm risco de desenvolver câncer
de próstata. Cerca de um em seis será diagnosticado com a doença
durante a vida, mas apenas um em 34 morrerá disso. Cerca de 80% dos
homens que chegam aos 80 anos apresentam câncer de próstata. Há outros
fatores, como idade, etnia e histórico familiar podem contribuir para o
risco. Eles incluem:
Idade.
O maior fator
de risco para o câncer é a idade. O risco aumenta significativamente
após os 50 anos em homens brancos sem histórico familiar da doença e
após os 40 em negros e em homens que tiveram um parente próximo com o
tumor. Cerca de dois terços de todos os casos são diagnosticados em
homens com 65 anos ou mais.
Histórico familiar.
Homens
com parentes que tiveram câncer de próstata são considerados mais em
risco. Ter um pai ou irmão com a doença mais do que dobra suas chances
de ter a doença, segundo a Sociedade Americana para o Câncer. Ter um
irmão com câncer de próstata parece aumentar seu risco mais do que ter
um pai. O risco é ainda maior quando há mais de um parente afetado.
Exames de detecção, nesses casos, devem começar a ser feitos aos 40
anos. Estudos identificaram diversos genes hereditários que parecem
aumentar o risco de câncer de próstata. Exames para esses genes ainda
não estão disponíveis. Especialistas estimam que a forma hereditária do
câncer de próstata corresponde a apenas 5% ou 10% dos casos.
Etnia
O
câncer de próstata é cerca de 60% mais comum em homens afroamericanos
do que em brancos americanos e quando diagnosticado tem maior
probabilidade de estar em estado avançado. No entanto, homens africanos e
japoneses vivendo em seus países de origem tem uma baixa incidência da
doença. As taxas para esses grupos aumentam dramaticamente quando eles
imigram para os Estados Unidos. Os afroamericanos são o segundo grupo
para o qual os exames de detecção devem começar aos 40. Alguns
especialistas afirmam que isso indicam uma conexão ambiental,
provavelmente ligada a alimentação rica em gordura, à menor exposição ao
Sol, a exposição a metais como cádmio, a agentes infecciosos ou ao
fumo. Até agora, não se sabe a razão dessas diferenças.
Alimentação
Pesquisas também indicam que uma alimentação rica em
gordura pode contribuir para o câncer de próstata.
Vida
sedentária
Você pode ser capaz de reduzir seu risco de ter
câncer de próstata fazendo atividades físicas regulares e mantendo seu
peso ideal.
Prevenção
A melhor maneira é
fazer exames regulares. Como a maior parte dos tumores de próstata
malignos surgem na parte da glândula mais próxima do reto, muitos deles
podem ser detectados durante exames retais de rotina. O exame de toque o
exame de níveis de PSA oferecem a melhor maneira de detectar o câncer
quando ele é mais tratável. O tumor também pode ser descoberto por acaso
durante o tratamento de problemas urinários. Como o exame de PSA às
vezes dá falsos positivos, é preciso conversar com seu médico antes de
fazer o teste. Um PSA elevado não significa, necessariamente, que você
tem câncer. Há diversas causas para um PSA elevado e o câncer é apenas
uma delas.
Sintomas
Não há sintomas ou
sinais de alerta para o câncer de próstata em seus primeiros estágios.
Uma vez que um tumor maligno faz a glândula inchar significativamente,
ou uma vez que o câncer se espalha, podem surgir os seguintes sintomas:
Necessidade
freqüente de urinar, principalmente a noite.
Dificuldade para
iniciar ou interromper o funcionamento do sistema urinário.
Urina
fraca ou interrompida.
Sensação dolorosa ou queimação durante o ato
de urinar ou de ejacular.
Sangue na urina ou no sêmen.
Esses
não são sintomas do câncer em si, mas do bloqueio urinário causado pelo
crescimento do tumor. Os sintomas do câncer de próstata em estágio
avançado incluem:
Dor profunda ou sensibilidade na pélvis, na
lombar, nas costelas ou nas coxas, dor nas articulações dessas áreas.
Perda
de peso e de apetite, fadiga, náusea ou vômito.
Compressão da
espinha é uma emergência séria e pode ser o primeiro sinal do câncer.
Ocorre quando o câncer se espalhou para as vértebras da espinha. A
vértebra enfraquecida pode colocar a espinha em colapso. Os sintomas
dependem do nível de compressão da espinha e tipicamente incluem
fraqueza nas pernas, dificuldade para andar, para urinar, para defecar,
para controlar a bexiga ou os intestinos, formigamento na virilha ou nas
pernas.
Normalmente eles são precedidos por dor no quadril,
geralmente apenas de um lado, ou nas coxas, que pode durar dias a
semanas. Esses sintomas exigem uma avaliação imediata do pronto socorro
mais próximo. Falha no tratamento imediato pode resultar em danos na
espinha.
Estágios do câncer de próstata
O
sistema antigo de avaliação do câncer de próstata foi substituído pelo
sistema TNM, onde T é tumor , N é nódulo e M é metástase .
Estágio
T1
O tumor é microscópico e confinado à próstata, mas não pode ser
detectado no exame de toque ou por ultra-som. Normalmente descoberto nos
testes PSA ou em biópsias.
Estágio T2
O tumor está
confinado à próstata e pode ser detectado no exame de toque ou no
ultra-som.
Estágio T3 ou T4
No T3, o câncer se espalhou para
o tecido adjacente à próstata ou para às vesículas seminais. No T4,
eles alcançaram os órgãos próximos, como a bexiga.
Estágio N+ ou
M+
O câncer se espalhou para os nódulos linfáticos da pélvis no N+
ou para os nódulos linfáticos, órgãos ou ossos distantes, no M+.
Disfunção
erétil
A disfunção erétil, ou impotência, é a incapacidade
de desenvolver ou sustentar uma ereção satisfatória para a relação
sexual. Embora o câncer de próstata não seja uma causa de disfunção
erétil, tratamentos para a doença podem causar o problema, como:
Cirurgia
para remover a glândula.
Radioterapia, ou por um raio externo ou
por implantes radioativos.
Criocirurgia
Terapia hormonal.
Todos
os tratamentos atuais para o câncer de próstata podem causar disfunção
erétil, embora algumas podem causar impotência mais cedo que as outras.
Tratamentos
Como
o câncer de próstata costuma crescer muito lentamente e pode não ser
fatal em muitos casos, alguns homens, depois de conversarem com seus
médicos, preferem apenas esperar e monitorar o tumor. Nesse caso, não é
feito nenhum tratamento e se acompanha para ver se o câncer fica mais
agressivo. Essa medida é recomendada para homens mais velhos ou que
sofrem de outros problemas sérios de saúde. Nesses casos, o crescimento
do câncer é tão lento que ele pode não ser fatal.
Quando a
decisão de tratar o câncer é tomada, outros fatores, como a idade e a
saúde do paciente, afetam o tipo de tratamento. A decisão sobre como
tratar esse tipo de tumor é complexa e muitos homens procuram uma
segunda opinião antes de tomar uma decisão. Dependendo de quando a
doença é diagnosticada, o tratamento inclui apenas uma terapia ou uma
combinação de radioterapia, cirurgia, terapia hormonal e, raramente,
quimioterapia. O câncer de próstata localizado normalmente pode ser
curado com cirurgia, radioterapia ou criocirurgia. A escolha é feita
caso a caso.
A operação padrão, uma prostatectomia radical,
envolve a remoção da próstata e dos nódulos linfáticos mais próximos. Em
muitos casos, cirurgiões podem remover a glândula sem cortar os nervos
que controlam a ereção e a função da bexiga, tornando complicações como
impotência e incontinência bem menos comuns do que eram no passado.
Dependendo da idade do paciente e da quantidade de cirurgia necessária
para remover todo o câncer, técnicas que preservam os nervos permitem
que entre 40% e 65% dos homens que eram capazes de ter uma ereção antes
da operação mantenham essa capacidade.
Após a cirurgia, muitos
homens passam por um pouco de incontinência, mas normalmente recuperam
completamente o controle urinário. A impotência pode ser tratada de
muitas formas, inclusive com remédios como Levitra, Cialis ou Viagra. Se
severa ou prolongada, a incontinência pode ser administrada com
fraldas, exercícios, cateteres, ou pinças. Nos casos raros que não se
resolvem sozinhos, a incontinência pode ser completamente eliminada
inserindo cirurgicamente implantes no esfíncter em volta da uretra.
A
radioterapia pode ser muito eficiente como tratamento primário para o
câncer de próstata localizado. Se o câncer atingiu tecidos vizinhos, a
radiação é o tratamento preferido; ela também é usada em casos avançados
para aliviar a dor. A incontinência e a impotência também ocorrem com a
radioterapia e muitos estudos mostraram resultados parecidos com a
cirurgia. Novas formas de radiação estão se mostrando ainda mais
eficientes e como menos efeitos colaterais.
Implantes radiativos
(braquiterapia) permitem a entrega de altas doses de radiação na
próstata com dano limitado aos tecidos vizinhos. Durante o procedimento,
pequenos implantes são colocados na glândula com a ajuda de um
ultra-som. Os implantes permanecem no local permanentemente e se tornam
inativos em alguns meses.
Mesmo em casos avançados que não podem
ser curados podem ser controlados por muitos anos com terapia hormonal,
às vezes aliada a outros tratamentos. A terapia hormonal desacelera o
crescimento do câncer ao cortar o suprimento de testosterona, embora a
eficiência do tratamento pode diminuir com o tempo. A testosterona pode
ser retirada da corrente sangüínea através da remoção cirúrgica dos
testículos ou pela administração de hormônios femininos, como o
estrogênio, ou de outros remédios que bloqueia a produção de
testosterona. Homens geralmente preferem essa última opção, por ser
eficiente, menos invasiva ou por ter menos efeitos colaterais. Se os
testículos forem removidos, implantes são colocados no lugar.
Quimioterapia
e terapias de vacinas se mostram mais efetivas para alguns homens com
câncer de próstata em estágio avançado. O objetivo do tratamento de
câncer de próstata é a cura, e ela é possível em homens com diagnóstico
precoce. Todos os sobreviventes desse tipo de tumor precisam ser
examinados regularmente e ter seus níveis de PSA monitorados de perto.
Como
em outros tipos de câncer, novos tratamentos estão sendo desenvolvidos
para o câncer de próstata avançado. Pesquisadores estão usando radiação e
terapia hormonal de maneiras inovadoras e estão testando a eficiência
da quimioterapia em pacientes que não respondem a outros tratamentos.