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Evite as doenças de pele no verão

Frieiras; micoses e fungos nas unhas e nos cabelos aumentam junto à transpiração

Com a chegada do verão é natural o aumento da transpiração e umidade do corpo, conseqüentemente aumentam os casos de micoses, uma doença causada por dermatófitos, fungos que aproveitam as condições favoráveis, para se reproduzirem e desencadear um processo infeccioso. Diante da problemática, o dermatologista Valter Claudino, do Hospital e Maternidade Portuguesa de Santo André, recomenda que os indivíduos redobrem os cuidados com a higiene para evitar a contaminação, já que os fungos estão presentes em todos os lugares.

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A micose pode ser superficial ou profunda. No primeiro caso, os fungos atingem a parte externa da pele, ao redor dos pêlos ou das unhas e alimentam-se de queratina - proteína. A micose superficial mais comum é a frieira, também conhecida como pé-de-atleta, e normalmente atinge a pele entre os dedos dos pés.

Já as micoses profundas - infecções fúngicas - afetam a profundidade da pele. Porém ela pode ser subcutânea, atingindo a circulação sangüínea e linfática, além de chegar aos órgãos internos como pulmões, intestinos, ossos e até o sistema nervoso, gerando sérias complicações.

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Existem diversos tipos de micoses, que atingem áreas diversas do corpo e manifestam-se de forma parecida, confira na tabela abaixo:

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Protetor Solar - Foto Getty Images
Protetor Solar

Pitiríase versicolor

Como identificar: manchas brancas, vermelhas ou acastanhadas, recobertas por discreta descamação.

Áreas atingidas: face, pescoço e couro cabeludo

Pitiríase Alba

Como identificar: manchas brancas, sem escamação, provocadas em peles desidratadas após exposição ao sol. Não se trata de micose.

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Áreas atingidas: pele, em geral

Tinea cruris

Como identificar: áreas avermelhadas e descamativas. Acompanha muita coceira.

Área atingida: virilha

Tinea intertriginosa

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Como identificar: manchas avermelhadas e coceira.

Áreas atingidas: abaixo das mamas, comum em obesos

Tinea interdigital

Como identificar: placas esbranquiçadas com fissura e descamação.

Áreas atingidas: entre os dedos das mãos e pés

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Onicomicose

Como identificar: deformação e esfarelamento da unha que também descola do dedo

Áreas atingidas: unhas das mãos e dos pés.

Diferente do que muita gente pensa, a micose de praia pitiríase versicolor não é adquirida no litoral ou piscina, o fungo causador da doença está presente na pele, porém o desenvolvimento ocorre somente em algumas pessoas e não permite que a pele contaminada se bronzeie durante exposição ao sol, apresenta manchas claras, castanhas ou avermelhadas.

As formas mais comuns de se contrair a doença são por meio do contato com animais de estimação; chuveiros públicos; lava-pés de piscinas e saunas; andar descalço em pisos úmidos ou públicos; toalhas compartilhadas ou mal-lavadas; equipamentos de uso comum como botas e luvas; roupas e calçados de pessoas infectadas; alicates de cutículas, tesouras e lixas não esterilizadas; contato com material contaminado e o uso de roupas úmidas por tempo prolongado.

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Na maioria dos casos, os principais sintomas são coceiras, alterações da pele como manchas de coloração avermelhada ou esbranquiçada, lesões que variam de tamanho e quantidade. As crianças podem ser atingidas pelas brotoejas, que se manifestam por meio de bolinhas de água, principalmente na região do pescoço, resultado do calor e do excesso de transpiração.

A cura para a doença pode demorar alguns meses, porém existem medicamentos eficazes e seguros para o tratamento, que variam de acordo com o tipo da doença, e exige persistência, já que muitas vezes o fungo parece ter sido eliminado, quando na verdade ele ainda permanece no corpo. Portanto, o tratamento não deve ser interrompido e é importante seguir todas as orientações do especialista.

Além de evitar todas as formas de contágio, o ideal também é adotar alguns procedimentos que visam diminuir o risco de se contrair a micose, como usar sandálias; enxügar bem as áreas de dobras e espaço entre dedos dos pés e virilhas; utilizar roupas íntimas de algodão, já que as sintéticas dificultam a transpiração; evitar o uso de roupas quentes e justas; não utilizar pentes ou escovas de outras pessoas, entre outros cuidados.

Segundo o dermatologista, a micose é uma das doenças mais comuns na época do Verão, porém deve-se ficar atento para diversas outras problemáticas e jamais esquecer do protetor solar, mesmo quando não há exposição prolongada ao sol. Outra doença de pele típica da estação é a larva migrans ou bicho geográfico, causada por parasitas intestinais do cão e do gato, que ao defecarem na terra ou areia eliminam nas fezes ovos que se transformam em larvas, que penetram na pele causando a doença. "As pessoas também devem ficar atentas com as frutas cítricas, como o limão, figo, manga e caju, pois o sumo em contato com a pele exposta ao sol pode causar manchas, tipo queimadura", alerta o especialista.

Os tratamentos dessas doenças podem ser feitos com medicamentos de uso tópico, como pomadas, em alguns casos remédios via oral.

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