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Estresse em baixos níveis também pode aumentar risco de ataque cardíaco e AVC

Pesquisa afirma que sintomas iniciais de ansiedade podem elevar chances em 20%

Mesmo pessoas que apresentam sintomas iniciais de estresse, ansiedade e depressão correm mais risco de sofrer derrames e ataques cardíacos. É o que afirmam estudiosos do da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Os resultados foram publicados no British Medical Journal.

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Os pesquisadores analisaram dados de mais de 68 mil pessoas com 35 anos em média, todas participantes de uma Pesquisa em Saúde para a Inglaterra. Foram calculados os níveis de estresse e ansiedade de todos os participantes e, durante dez anos, os autores relacionaram essas taxas com todas as causas de mortes que acometeram integrantes do grupo, como doenças cardíacas, câncer e fatores externos.

Após analisar os resultados, os estudiosos concluíram que as pessoas que apresentavam sintomas de estresse, ansiedade e depressão em níveis mais baixos eram cerca de 20% mais propensas a morrer em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral, também chamado de AVE) ou ataque cardíaco. Aquelas que já tinham sintomas graves de estresse e ansiedade corriam até o dobro do risco.

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Segundo os pesquisadores, esses resultados mostram que até mesmo as pessoas com sintomas iniciais, que provavelmente ainda não descobriram a doença e não estão fazendo tratamento médico, correm riscos. No entanto, eles afirmam que ainda não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito entre problemas psicológicos e ataques cardíacos.

Invista nessa rotina e afaste o estresse

De acordo com o psicólogo Lucio Novais, clínico do Centro Psicológico de Controle do Estresse e diretor da Associação Brasileira de Estresse, o estresse é uma reação do organismo com componentes psicológicos, físicos, mentais e hormonais, que ocorre quando surge a necessidade de uma adaptação a um evento ou situação de grande relevância. Mesmo que isso pareça um bicho de sete cabeças, é muito fácil fugir do estresse comum do dia a dia - basta adotar alguns simples hábitos.

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Na hora do estresse, pense positivo!

O pior que se pode fazer em um momento de estresse é tentar ignorá-lo. O psicólogo Lucio Novais recomenda pensar em algo que o acalme. "Esses pensamentos já devem ser planejados anteriormente, para que a pessoa possa utilizá-los sem ter que ficar procurando o que pensar", afirma. Diga para si mesmo coisas como "se conseguir mudar meus pensamentos e relaxar, começarei a me sentir melhor" ou "eu posso controlar meu estresse".

Trânsito mais tranquilo

Para quem sofre com o estresse no trânsito, o melhor é fazer exercícios de respiração profunda e alongamentos leves sempre que o carro estiver parado ou aproveitar o tempo para ouvir áudio-livros, suas músicas favoritas ou exercitar um idioma.

Durante o trabalho

De acordo com o psicólogo, se algo o incomoda, procure falar sobre o assunto de uma maneira calma e assertiva. Não assuma mais responsabilidades do que pode dar conta, aprenda a dizer "não" e entenda que todo problema tem fim, pois nada ruim dura para sempre. No trabalho, você também pode investir em ginástica laboral para relaxar.

Hora do almoço

Fazer uma caminhada até o restaurante para almoçar, além de ser benéfico para a saúde, contribui para a diminuição do estresse. Além disso, quando você toma sol, ocorre a liberação de alguns hormônios, como cortisol, que contribui para o alívio do estresse e da ansiedade.

Final do dia

Para não sofrer os efeitos das situações estressantes do dia inteiro, acumuladas no fim do dia, o ideal é se ocupar: vá ao cinema, teatro ou shopping e visite ou receba os amigos em casa. "Essas situações contribuem para combater o estresse, que, inclusive, pode refletir na família", conta o psicólogo Lucio Novais. Além disso, procure ver a família como um refúgio, em vez de um lugar para descontar os problemas.

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Hora de dormir

Ao deitar na cama para dormir, é vital: evitar luzes acesas e barulhos que alternem entre altos e baixos, como o da televisão; manter a temperatura do quarto estável; escolher um travesseiro que tenha entre cinco e 10 centímetros de altura, de forma que a coluna fique reta ao deitar; ter um colchão confortável; evitar dormir com animais de estimação e não usar produtos ou materiais sintéticos em mobília e roupa de cama.