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Ministério da Saúde confirma 89 mortes por febre amarela

Doença, que não tem medicamento para ser tratada, deixa cidades em alerta

De acordo com um novo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem 89 mortes confirmadas de febre amarela. Entre elas, 77 ocorreram em Minas Gerais, nove no Espírito Santo e três em São Paulo.

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O órgão recebeu 1.258 casos suspeitos, sendo maior parte delas, 1.032, em Minas. Deste total, 263 infecções foram confirmadas, 882 ainda precisam de investigação e 113 registros foram descartados. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Tocantins e Rio Grande do Norte continuam com casos em investigação e confirmados.

Esta é uma doença infecciosa febril aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), e de gravidade variável. Possui dois ciclos de transmissão: o silvestre e o urbano (erradicado no Brasil desde 1942). O último surto de febre amarela silvestre no Estado de São Paulo foi em 2009, com 72 casos e nove mortes confirmadas. Também foram confirmadas duas mortes pelo vírus em 2008 e mais duas em 2002. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% a 50% das pessoas desenvolvem a doença em sua forma mais grave, podendo vir a óbito.

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Desde o início deste ano, o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 12,7 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados: Minas Gerais (5,5 milhões), São Paulo (2,75 milhões), Espírito Santo (2,5 milhões), Rio de Janeiro (1,05 milhão) e Bahia (900 mil).

Causas

A transmissão da enfermidade não é feita diretamente de uma pessoa para outra. Para isso, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus da febre amarela, (pertencente ao gênero Flavivirus, da família Flaviviridae) ter se multiplicado (nove a 12 dias), pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado. O vírus e a evolução clínica da doença são idênticos para os casos de febre amarela urbana e de febre amarela silvestre, diferenciando-se apenas o transmissor da doença. A febre amarela silvestre ocorre, principalmente, por intermédio de mosquitos do gênero Haemagogus. Uma vez infectado em área silvestre, a pessoa pode, ao retornar, servir como fonte de infecção para o Aedes aegypti (também vetor do dengue), principal transmissor da febre amarela urbana.

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Prevenção

A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação. A vacina contra febre amarela é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. É administrada em dose única a partir dos 9 meses de idade e é válida por 10 anos. Deve ser aplicada 10 dias antes de viagens para as áreas de risco de transmissão da doença. O Aedes aegypti prolifera-se nas proximidades de habitações, em recipientes que acumulam água limpa e parada. Para evitar a proliferação do mosquito devem ser adotadas medidas simples como colocar areia nos pratinhos de plantas, cobrir recipientes que acumulam água - lixeiras, pneus, caixas d'água, tonéis, retirar água de lajes, desentupir calhas, guardar garrafas de vidros ou pet, baldes e vasos vazios e de boca para baixo.

Tratamento de febre amarela

Não existe medicamento para combater o vírus da febre amarela. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva.