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Glicemia de jejum: exame

Exame auxilia no diagnóstico e acompanhamento do diabetes

O que é glicemia de jejum

A glicemia de jejum é um exame que mede o nível de açúcar no seu sangue naquele momento. O exame de glicemia de jejum serve para fazer o diagnóstico de hipoglicemia ou hiperglicemia. Esse exame serve também para monitorização do tratamento do diabetes, juntamente com o exame de hemoglobina glicada.

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Quando o exame é pedido:

Diabetes: o que é glicemia?

As principais doenças envolvidas na dosagem de glicose para diagnóstico e acompanhamento são o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2 , nas quais a concentração de glicose se encontra elevada. Raramente o médico pedirá o exame para fazer o diagnóstico de uma hipoglicemia, mas pode acontecer. O exame de glicemia de jejum também pode ser indicado pelo seu médico mesmo que você não tenha sintomas definidos, como parte do check-up de uma consulta - principalmente porque o diabetes pode permanecer assintomático por muito tempo. Alguns sintomas ou condições que podem levar seu médico a pedir o exame de glicemia de jejum para uma investigação mais profunda são:

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Pré-requisitos para fazer o exame:

Não existem contraindicações para a glicemia de jejum, mas são necessários alguns cuidados no dia do exame:

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No dia anterior ao exame, evite:

Como é feita a glicemia de jejum:

Após o período de jejum orientado conforme a idade é colhido em laboratório um tubo de sangue por punção venosa. Esse tubo será dosado em uma máquina automatizada para verificar a glicemia. Geralmente é um resultado rápido, que pode ser liberado entre 30 minutos ou até 24 horas, conforme as orientações do laboratório.

Recomendações pós-exame:

Após o exame o paciente deve se alimentar normalmente, de forma natural, sem exageros. Não é recomendada a prática de exercícios intensos após jejum prolongado.

Possíveis complicações e riscos:

Os riscos envolvidos no exame de glicemia de jejum são aqueles inerentes a todos os exames de sangue, como hematomas ou lesões decorrentes de uma coleta difícil. O paciente também pode sofrer com tonturas decorrentes do tempo de jejum.

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Possíveis efeitos colaterais:

Este exame não apresenta efeitos colaterais. Você pode sofrer tonturas ou outras sintomas relacionados ao longo período em jejum - sinal normalmente relacionado à hipoglicemia -, mas é uma condição rara em pessoas saudáveis.

Periodicidade do exame:

A glicemia de jejum precisa ser realizada em pacientes com diabetes tipo 1 ou 2 a cada três meses em média, mas a frequência pode variar conforme a necessidade

O que significa o resultado do exame?

Os resultados do exame irão indicar se você está ou não com hiperglicemia ou hipoglicemia. Caso os resultados sejam anormais (acima ou abaixo do que seria ideal) porém próximos do limite, o exame pode ser feito novamente em uma outra data marcada pelo médico. Dessa forma, tem-se a segurança de que os números estão mesmo acima ou abaixo do normal.

Resultados normais:

Os valores de referência ficam entre 65 a 99 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL).

O que significam resultados anormais:

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Gestantes podem fazer?

Grávidas não só podem como devem fazer o exame de glicemia de jejum, sendo um procedimento de rotina pré-natal e durante a gestação, podendo ser realizada em qualquer semana. Entretanto, as gestantes têm valores diferenciados para a glicemia de jejum: o limite superior para a suspeita do diagnóstico de diabetes é 85 mg/dL. Se o resultado for alterado, realiza-se um teste com administração de curva glicêmica durante 60 e 120 minutos após a ingestão de 75g de glicose entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação. Se confirmado o diagnóstico de diabetes gestacional, os controles serão feitos com bastante frequência, tanto no hospital quanto em casa, usando em domicílio o glicosímetro. A mulher com diabetes gestacional ou que já tinha diabetes antes da gravidez deverá manter níveis de glicemia no jejum em torno de 95 mg/dl e os feitos uma hora após as refeições em torno de 140 mg/dl. Se necessário, iniciará tratamento com insulina.

Fontes consultadas:

Endocrinologista Cleide Sabino, do Laboratório Pasteur

Patologista clínico Hélio Magarinos Torres Filho, presidente regional da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica - Rio de Janeiro, e diretor médico do Laboratório Richet

Endocrinologista Milena Teles, do Fleury Medicina e Saúde.