Vacina pneumocócica conjugada

A vacina imuniza contra problemas como pneumonia, meningite e sinusite

O que é a vacina pneumocócica conjugada

Essa vacina foi incluída no ano de 2010 no Calendário Básico de Vacinação da Criança do Ministério da Saúde, para a prevenção das doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. Ela é obrigatória em todo território brasileiro. A vacina contém 10 sorotipos da bactéria, o mais comuns.

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Variações

A vacina usada pelo Ministério da Saúde é a 10-valente, com 10 sorotipos da bactéria (1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F, 23F). Porém, existem variações em que mudam as quantidades de sorotipos como a 7-valente e a 13-valente.

Doenças que a pneumocócica conjugada previne

A vacina ajuda a proteger as crianças das doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. Entre elas estão: meningite, pneumonia, otite média aguda, sinusite e bacteremia.


A meningite consiste na inflamação das meninges, membranas que envolvem nosso cérebro. O tipo causado por essa bactéria normalmente leva à morte 30% das crianças que adquirem a doença. As crianças de 6 meses a um ano são as mais vulneráveis porque geralmente ainda não desenvolveram anticorpos para combatê-la.

A pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões. Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares, onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, o espaço entre um alvéolo e outro. É uma das infecções pulmonares mais comuns em bebês e pode até levar à internação.

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A otite média aguda é uma infecção de ouvido na parte interna dessa estrutura, que causa entre os sintomas muita dor. Elas são mais comuns em crianças e bebês, pois uma estrutura chamada trompa de Eustáquio se congestiona mais facilmente neles. Ao menos 30% das otites são causadas por essa bactéria.

A sinusite é uma infecção nos seios nasais que, no caso aqui, ocorre por uma infecção bacteriana. Ela tem sintomas como tosse (principalmente durante a noite, fadiga e mal-estar generalizado, febre e dores de cabeça, dor como pressão, dor atrás dos olhos, dor de dente ou sensibilidade facial). Quando ela não é bem tratada, pode evoluir para uma meningite.

Por fim a bacteremia é uma infecção sanguínea, que só pode ser diagnosticada com exames de sangue.

Indicações

Ela é indicada pelo Ministério da Saúde principalmente para crianças menores de 5 anos de idade. Se você não tomou até essa idade e não ficou doente, porém, não é preciso mais toma-la novamente, pois ela não se destina a adultos ou idosos.

Doses necessárias

A vacina pneumocócita conjulgada é feita em um esquema 2, 4 ou seja, são administradas duas doses de 0,5 mililitros aos 2 e 4 meses de idade da criança, com um reforço que pode ser dado preferência aos 12 meses, mas que poderá ser tomado até os 4 anos.

Até 2015 essa vacina era dada em três doses, mas estudos mostraram que o esquema de duas doses aliadas a um reforçotem a mesma efetividade.

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Para crianças mais velhas que nunca tenham tomado essa vacina, indica-se tomar duas doses com intervalo de ao menos um mês entre elas. Após os 12 meses de idade, se a criança nunca tomou, é dada uma dose única da vacina.

Administração da vacina pneumocócica conjugada

A vacina é dada por injeção intramuscular, a na área do vastro lateral da coxa da criança. E ela não deve, sob nenhuma circunstância, ser administrada por via intravascular ou intradérmica.

Contraindicações

Essa vacina não deve ser aplicada em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da vacina.

Quando a vacina for com bactéria atenuada ou vírus vivo se tornam contraindicações as seguintes condições: imunodeficiência congênita ou adquirida, uma neoplasia maligna e tratamento com corticoides a mais de 2 mg por quilo ao dia para crianças e 20 mg por quilo ao dia para adultos.

Efeitos adversos possíveis

As reações adversas mais comuns observadas depois da vacinação primária foram rubor no local da injeção e irritabilidade. Outras reações verificadas pelo Ministério da Saúde foram sonolência, irritabilidade e perda de apetite.

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Onde encontrar a vacina pneumocócica conjugada

Essa vacina está disponível apenas no sistema publico de saúde.

Perguntas frequentes

Existem exames que podem identificar estou imunizado?
Vacinas de patógenos vivos, que podem causar a doença, conseguem sim ser identificadas por meio de exames de sangue - mas isso não tem relevância no ponto de vista médico. Isso porque a única forma de comprovar que uma pessoa está vacinada ou não é pela apresentação do registro na carteirinha. Inclusive, o Ministério da Saúde só considera vacina válida aquela em que o registro foi credenciado corretamente por uma corporação autorizada.

Posso atualizar minha carteirinha de vacinação em qualquer idade?
Não só pode, como deve. Embora o ideal seja seguir o calendário de vacinação e se imunizar nas idades recomendadas, é importante tomar as vacinas que estão atrasadas.

Se eu perder minha carteirinha terei que vacinar tudo novamente?
Sim, pois a vacina válida é somente aquela vacina que foi registrada. Se você toma suas vacinas em uma clínica privada, provavelmente o local terá em registro um histórico das suas vacinas, não sendo necessário tomar novamente. Entretanto, a rede pública ainda não conseguiu informatizar esses dados, por isso uma pessoa que se vacina na rede pública e perde sua carteirinha precisará tomar todas as vacinas recomendadas para adultos novamente.

Fontes

Ministério da Saúde
Clínico geral Eduardo Finger (CRM: SP72161), coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do SalomãoZoppi Diagnósticos

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