Vacina contra raiva

Imunização está indicada para grupos de risco e pessoas expostas ao vírus

O que é a vacina contra a raiva

As vacinas produzidas em cultura de células, consideradas mais seguras e potentes, e passaram a ser disponibilizadas em toda a rede pública brasileira a partir 2003. Até 2001, a imunização era produzida em tecido nervoso de camundongos lactentes (Fuenzalida & Palácios modificada). A vacina é opcional e está indicada aos grupos de risco.

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Doença que a vacina previne

A raiva é uma antropozoonose transmitida ao homem pela inoculação do vírus presente na saliva e secreções do animal infectado, principalmente pela mordedura e, mais raramente, pela arranhadura e lambedura de mucosas ou pele lesionada. Apresenta letalidade de aproximadamente 100%.

O vírus da raiva age no sistema nervoso central e causa quadro clínico característico de encefalomielite aguda, decorrente da sua replicação viral nos neurônios. A partir deste local, dissemina-se para vários órgãos e glândulas salivares, onde também se replica e é eliminado na saliva das pessoas ou animais infectados.

No Brasil, o morcego é o principal responsável pela manutenção da cadeia silvestre, enquanto o cão, em alguns municípios, continua sendo fonte de infecção importante. Outros reservatórios silvestres são: macaco, cachorro-do-mato, raposa, gato-do-mato, mão-pelada, guaxinim, entre outros. Outras vias de transmissão (respiratória, sexual, vertical) também são relatadas, mas têm probabilidades muito remotas de ocorrência em seres humanos. Existe relato de transmissão por via digestiva somente em animais.

Não há tratamento comprovadamente eficaz para a raiva. Poucos pacientes sobrevivem à doença, a maioria com sequelas graves.

Variações da vacina

Soro heterólogo e imunoglobulina humana hiperimune antirrábica (soro homólogo).


Indicações da vacina

A profilaxia pré-exposição deve ser indicada para pessoas com risco de exposição permanente ao vírus da raiva, durante atividades ocupacionais, como:

- médicos veterinários;

- biólogos;

- auxiliares e demais funcionários de laboratório de virologia e anatomopatologia para raiva;

- estudantes de Veterinária, Biologia e Agrotécnica;

- pessoas que atuam no campo na captura, vacinação, identificação e classificação de mamíferos passíveis de portarem o vírus, bem como funcionários de zoológicos;

- pessoas que desenvolvem trabalho de campo (pesquisas, investigações ecoepidemiológicas) com animais silvestres; e espeleólogos, guias de ecoturismo, pescadores e outros profissionais que trabalham em áreas de risco.

Pessoas com risco de exposição ocasional ao vírus, como turistas que viajam para áreas de raiva não controlada, devem ser avaliados individualmente, podendo receber a profilaxia pré-exposição dependendo do risco a que estarão expostos durante a viagem.

Grávida pode tomar essa vacina?

Para as grávidas, a contraindicação só perde lugar caso ela esteja sob risco de exposição a alguma doença.

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Doses necessárias

São realizadas cinco doses, dados no dia da exposição e depois no terceiro, sétimo, décimo quarto e vigéssimo oitavo dias após a exposição. O controle sorológico (titulação de anticorpos) é exigência indispensável para a correta avaliação da pessoa vacinada.


Em casos em que a vacina foi dada anteriormente há menos de três anos, as doses variam.

Profilaxia pós-exposição ao vírus da raiva

Em caso de possível exposição ao vírus da raiva, é imprescindível a limpeza do ferimento com água corrente abundante e sabão ou outro detergente, pois essa conduta diminui, comprovadamente, o risco de infecção. É preciso que seja realizada o mais rápido possível após a agressão e repetida na unidade de saúde, independentemente do tempo transcorrido.

Nesse caso, a correta profilaxia da raiva humana deve ser feita após avaliação completa, dependendo da gravidade e localização do ferimento. Não se indica o uso de soro antirrábico para os pacientes considerados imunizados por esquema profilático anterior, exceto nos casos de pacientes imunodeprimidos ou em caso de dúvidas sobre o tratamento anterior.

Administração da vacina

Via intramuscular: são apresentadas na dose 0,5 ml e 1 ml, dependendo do fabricante, deve ser profunda, na região do deltoide ou vasto lateral da coxa. Em crianças até 2 anos de idade está indicado o vasto lateral da coxa.

Via intradérmica: a dose da via intradérmica é de 0,1 ml. Deve ser aplicada em locais de drenagem linfática, geralmente nos braços, na inserção do músculo deltoide.

A vacina não deve ser aplicada na região glútea.

Contraindicações

A vacina não tem contraindicação (gravidez, em lactação, doença intercorrente ou outros tratamentos), devido à gravidade da doença, que apresenta letalidade de aproximadamente 100%. Sempre que possível, recomenda-se a interrupção do tratamento com corticoides e/ou imunossupressores ao ser iniciado o esquema de vacinação. Não sendo possível, a pessoa deve ser tratada como imunodeprimida.

Efeitos adversos possíveis

As vacinas contra a raiva produzidas em meios de cultura são seguras. De acordo com os trabalhos publicados na literatura, causam poucos eventos adversos, os quais, na quase totalidade dos casos, são de pouca gravidade. No entanto, como qualquer imunobiológico, deve-se ficar atento a possíveis reações de maior gravidade, principalmente neurológicas ou de hipersensibilidade.

Manifestações locais: Dor, prurido, edema, enduração e pápulas urticariformes, abscesso no local da injeção e linfadenopatia regional.
Manifestações gerais: febre, mal estar, cefaleia, náuseas, dor abdominal e dores musculares.
Manifestações alérgicas: exantema pruriginoso generalizado, urticária, artralgia, artrites, angioedema e, raramente, anafilaxia.

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Onde encontrar a vacina

A vacina está disponível na rede pública para quem faz parte dos grupos de risco e para quem foi exposto ao vírus da raiva. Alguns convênios médicos cobrem esta vacina no sistema particular de saúde. Consulte sua operadora para ver se seu plano oferece essa cobertura.

Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.