Hemorroidectomia: cirurgia trata hemorroidas

Procedimento dura em torno de 30 minutos e efeitos colaterais são raros

ARTIGO DE ESPECIALISTA

Dr. João Ricardo Duda
Coloproctologia - CRM 22961/PR
especialista minha vida

O que é?

A hemorroidectomia é a cirurgia para tratamento das hemorroidas. Para tal, há técnicas de ressecção, grampeamento e desarterialização.

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Indicações

A hemorroidectomia trata os sintomas causados pela doença hemorroidária. O tratamento cirúrgico é geralmente indicado nas seguintes situações:

  • Falha com o tratamento clínico
  • Hemorroidas internas em que a ligadura elástica não é suficiente ou contraindicada
  • Hemorroidas externas com trombose de repetição
  • Prolapso que gere sintomas que interfiram na qualidade de vida
  • Sangramento persistente e que ocasione anemia
  • Necrose
  • Inchaço acentuado às evacuações
  • Dor crônica
  • Busca por melhora estética.

Contraindicações

  • Abscesso
  • Gangrena local extensa
  • Estenose anal
  • Incontinência fecal (relativa)
  • Doença de Crohn anal (relativa)
  • Imunossupressão grave
  • Contraindicações de ordem anestésica e distúrbios de coagulação.
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Exames pré-operatórios

Pacientes com menos de 40 anos e sem comorbidades precisam apenas de exames de sangue. Acima de 40 anos, costuma-se solicitar eletrocardiograma. O raio-x do tórax e outros exames são solicitados de acordo com a necessidade. Para a maioria dos casos, é necessária uma sigmoidoscopia.

Preparo para o exame

Há que se disponibilizar um período para a recuperação, que varia de 5 a 15 dias caso a caso. O jejum é de 8 horas para alimentos sólidos e 4 horas para água. É necessária uma consulta prévia com o médico anestesiologista. Recomenda-se que realize a cirurgia com profissional especializado e habilitado (coloproctologista). Alguns médicos orientam a realização de um fleet enema via retal algumas horas que antecedem o procedimento.

Como é feita

O método mais utilizado consiste na ressecção (remoção) dos mamilos hemorroidários. A posição do paciente na mesa cirúrgica pode ser em decúbito ventral (barriga para baixo) ou em posição ?ginecológica?. Há profissionais que se utilizam de bisturis elétricos, outros do bisturi comum. O fechamento (sutura) ou não da anoderma também é de preferência do cirurgião.

Atualmente há também a técnica do PPH (ressecção da mucosa do reto distal com suspensão das hemorroidas por grampeamento). Utiliza-se de um grampeador que promove uma sutura mecânica com grampos metálicos. Esta técnica está indicada para grandes prolapsos, com acometimento de grande parte da circunferência do ânus. Tem a vantagem de ser menos dolorosa.

O TDH (Desarterialização das Hemorroidas Guiadas Por Doppler) é indicado somente para hemorroidas internas, e ainda carece de maior experiência quanto aos seus resultados. O procedimento é realizado com um anuscópio, que é uma haste flexível da espessura de um centímetro que contém um ultrassom (Doppler), para auxiliar o cirurgião a identificar a artéria. Por meio do Doppler, o cirurgião consegue observar as artérias do paciente por meio de uma tela. É feita então uma ligadura na artéria afetada, reduzindo o fluxo sanguíneo na hemorroida.

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Tipo de anestesia

A anestesia pode ser local com sedação ou loco-reginal (raquianestesia).

Qual médico realiza a cirurgia?

A hemorroidectomia é realizada pelo coloproctologista.

Duração do procedimento?

Em torno de 30 minutos de ato operatório.

Recuperação do paciente

Isso depende muito de quanto é necessário remover das hemorroidas. As hemorroidectomias extensas são mais dolorosas e de recuperação mais lenta. A qualidade do cirurgião e sua técnica aplicada também fazem muita diferença. Quando bem indicada, a técnica do PPH implica em benefícios pela rápida recuperação e menos dor em relação às técnicas tradicionais. Normalmente são necessários de 5 a 15 dias para uma boa recuperação. A cicatrização completa dá-se em torno de 30 dias. Medicamentos analgésicos potentes e facilitadores da evacuação são indicados no pós-operatório.

Riscos

Técnicas convencionais

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  • Estenose
  • Sangramento
  • Incontinência fecal
  • Abscessos
  • Riscos anestésicos
  • Ectrópio da mucosa
  • Fístula anal
  • Plicomas
  • Fissuras residuais.

São raríssimos quando a cirurgia é realizada por um profissional qualificado.

PPH:

  • Infecções
  • Dor
  • Urgência fecal
  • Estenose
  • Fístula reto-vaginal
  • Recidivas.

Cuidados

É conveniente tratar o máximo das condições clínicas locais associadas, como as dermatites perianais, fissuras, constipação, etc. Orientações adequadas no pós-operatório, de maneira que o paciente esteja seguro e com compreensão das instruções são fundamentais. Informe-se sobre a formação acadêmica e recomendações do cirurgião coloproctologista que escolher para sua cirurgia.

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Referências

João Duda, coloproctologista da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e especialista do Portal Minha Vida - CRM 22961/PR

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