Esclerose múltipla: entenda a doença autoimune

POR ADRIANE ZIMERER - PUBLICADO EM 19/12/2012

Esclerose múltipla: entenda a doença autoimune

O problema atinge o cérebro e a medula espinhal, afetando os movimentos

Esclerose múltipla: entenda a doença autoimune

No começo os sintomas são sutis, ao ponto de o paciente nem desconfiar da doença. Mas aos poucos, a esclerose múltipla começa a se manifestar com tremores, fraqueza e desequilíbrio. Hoje vamos entender como este problema acontece e ver como pacientes podem lidar com ele.

Nosso cérebro é uma estrutura complexa. Nele, milhares de células trabalham a todo segundo, controlando tudo que acontece em nosso corpo através de impulsos elétricos, que fluem de um neurônio a outro. Mas para que essa eletricidade não se espalhe, é preciso existir uma substância que a isole. Esta é a bainha de mielina.

Com este ataque, esta membrana protetora é destruída, afetando os impulsos elétricos. Assim, começam a se manifestar sintomas, que muitas vezes passam despercebidos. O paciente pode ter pequenas turvações da visão e alterações no controle da urina. Com o passar do tempo, pode haver surtos de fraqueza, formigamento nos braços ou pernas, visão dupla, desequilíbrio e tremor.

A evolução da doença é imprevisível e variável. Enquanto alguns pacientes podem ter cura espontânea, outros variam entre melhora e piora do quadro, ou ainda uma incapacitação progressiva e permanente.

Para o diagnóstico, é importante levar em conta o histórico do paciente e outros exames pedidos pelo médico. O tratamento é variado e feito, basicamente com medicamentos, associados à fisioterapia e psicoterapia. O mais importante, segundo o especialista, é não desistir.

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